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A UNIVERSIDADE TRABALHA - Pesquisa visa transformar resíduos de peixe em alimentos
Data de Publicação: 22 de março de 2023 15:34:00 O projeto será desenvolvido pelo Nepes/UFMT, que é composto por uma equipe multidisciplinar, constituída principalmente por professores e alunos da graduação e pós-graduação dos cursos de Ciência e Tecnologia de Alimentos, Zootecnia e Veterinária #resíduos de peixes #nepes #alimentos de resíduos de peixe #pesquisa
Redação
Ao sair do produtor para os frigoríficos, os peixes passam por diversos processos, como o de filetagem, onde é extraído o filé. Este processo desperdiça muito a massa do pescado. Perdem-se espinhos, pele e até mesmo a carne. Tudo isto, quase sempre, é jogado fora na condição de resíduo.
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Há muito desperdício no processamento de peixes (Foto: Ascom/UFMT)
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Com o intuito de aproveitar esse material que é descartado, o Núcleo de Estudos em Pescado (Nepes) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) tem realizado diversos estudos que visam otimizar e viabilizar a melhor utilização e aproveitamento desses resíduos provenientes dos peixes nativos que passam pelos frigoríficos da região.
Desta vez, a pesquisa é sobre o Concentrado Protéico de Pescado (CPP) que, obtido desse material descartado, secos, deslipidificados e desodorizados, como explica a professora do curso de graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos da Faculdade de Nutrição (FANUT) da UFMT e membro do Nepes, Luciana Kimie Savay da Silva.
- O CPP ainda não é utilizado no Brasil como alimento para consumo humano, e a proposta da pesquisa é compreender o comportamento dele como ingrediente para enriquecimento de alimentos convencionais, em uma matriz amilácea. Já temos resultados interessantes quanto à otimização do seu processo de obtenção, suas características nutricionais e tecnológicas - ressalta a pesquisadora.
A professora complementa que o objetivo do grupo agora é entender um pouco mais sobre o comportamento do CPP, ou seja, como ocorrem as interações moleculares entre os nutrientes do CPP e os nutrientes dos alimentos aos quais ele foi adicionado, assim como na influência nas características físico-químicos e tecnológicos e produtos obtidos.
Pesquisa visa contribuir para a indústria de alimentos
Com o título “Obtenção e avaliação da interação do Concentrado Protéico de Pescado (CPP) elaborado com resíduos da filetagem associado a matrizes amiláceas", a pesquisa é uma das apoiadas pelo edital Programa de Apoio à Fixação de Jovens Doutores no Brasil, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (FAPEMAT) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
O projeto será desenvolvido pelo Nepes, que é composto por uma equipe multidisciplinar, constituída principalmente por professores e alunos da graduação e pós-graduação dos cursos de Ciência e Tecnologia de Alimentos, Zootecnia e Veterinária. A coordenação do grupo e do projeto está sob a responsabilidade da professora e pesquisadora da UFMT, Janessa Sampaio de Abreu.
- Esperamos que futuramente os resultados dessa pesquisa possam ser utilizados para viabilizar a produção de alimentos industrializados saudáveis. A elaboração de massas, como macarrão, e produtos de panificação (pães, biscoitos, cookies, e outros), com elevados teores proteicos poderá ser uma realidade, assim como a minimização da produção de resíduos no frigorífico - destaca o professor da Fanut e membro do Nepes, Manoel Divino da Matta Júnior.
Para a professora Luciana Kimie Savay da Silva, ações como o Programa de Apoio à Fixação de Jovens Doutores no Brasil são de suma importância para o desenvolvimento da Ciência e Tecnologia no Estado, pois esses editais proporcionam não só a fixação como atração de mão de obra extremamente qualificada para Mato Grosso.
- Isso oportuniza o crescimento da ciência e das inovações tecnológicas, fortalecendo tanto as redes de pesquisas como as cadeias produtivas envolvidas. Há de pensarmos também que os resultados obtidos com a pesquisa do Nepes poderão proporcionar a oferta de produtos alimentícios industrializados de melhor qualidade, preço mais acessível, melhor aproveitamento dos recursos naturais, produção mais sustentável e ainda fomentar o mercado, gerando oportunidade da criação de novos empregos e geração de renda - finaliza a professora.
*Fonte: Comunicação da Universidade Federal do Mato Grosso.
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