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AGRONEGÓCIO 2026 ][ CNA projeta forte desaceleração, riscos fiscais e endividamento

AGRONEGÓCIO 2026 ][ CNA projeta forte desaceleração, riscos fiscais e endividamento

Data de Publicação: 9 de dezembro de 2025 15:28:00 PIB do Agronegócio deve crescer só 1% em 2026 após alta de 9,6% em 2025. Inadimplência recorde e risco de tarifas dos EUA preocupam.

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Da redação

O agronegócio foi crucial para a melhoria de indicadores econômicos em 2025, como a redução da inflação e a forte expansão do PIB setorial (9,6% estimado), mas enfrentará grandes desafios internos e externos em 2026. Em coletiva de imprensa  realizada na terça-feira (9), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) apresentou suas projeções, destacando que o crescimento do PIB do Agronegócio deve desacelerar drasticamente para apenas 1% no próximo ano.

Um dos principais riscos é o endividamento, visto que a inadimplência do crédito rural com taxas de mercado atingiu um recorde histórico de 11,4% em outubro de 2025. Esse cenário é resultado de problemas climáticos, queda nos preços das commodities e falta de seguro rural, cujo programa de subvenção registrou o pior desempenho desde 2007, cobrindo menos de 5% da área agricultável do país.

O presidente da CNA, João Martins,
abre a coletiva de imprensa (Foto: CNA)
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Internamente, a necessidade de ajuste fiscal do governo, buscando elevar a arrecadação, mantém a fragilidade do crescimento econômico. No cenário internacional, a CNA alerta para os riscos de políticas comerciais agressivas dos Estados Unidos, que podem impor tarifas anuais de até US$ 2,7 bilhões ao agro brasileiro. Além disso, há incertezas sobre o acordo Mercosul-UE (salvaguardas) e a política chinesa de fortalecimento da agricultura e redução da dependência de importações de grãos e carne bovina.

Apesar dos riscos, o Valor Bruto da Produção (VBP) é estimado em R$ 1,57 trilhão (+5,1%) para 2026, impulsionado pelo segmento agrícola (+6,6%). Na pecuária, a produção de carne bovina deve cair 4,5% devido à redução de abates, o que deve pressionar a alta nos preços da arroba do boi gordo e de animais de reposição.

A coletiva, com a presença virtual de quase 50 jornalistas de agro, foi aberta pelo presidente da CNA, João Martins, e conduzida por Bruno Lucchi e Sueme Mori, diretor técnico e diretora de Relações Internacionais da entidade, respectivamente. Eles apresentaram o “Raio X” do agro em 2025 e a perspectiva do setor para 2026.

 

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