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ALGODÃO BAIANO ][ Guanambi busca o "ouro branco" com cultura familiar e apoio técnico

ALGODÃO BAIANO ][ Guanambi busca o "ouro branco" com cultura familiar e apoio técnico

Data de Publicação: 19 de novembro de 2025 10:58:00 Região que foi grande polo da fibra nos anos 90, o Sudoeste baiano recebe seminário para capacitar pequenos produtores e enfrentar o bicudo.

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A Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab)
realizou nesta terça-feira (18), em Guanambi,
um seminário sobre manejo da cultura (Foto: Abapa)
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Por Antônio Oliveira*

A região de Guanambi, no sudoeste da Bahia, foi um grande produtor de algodão muito antes do Oeste Baiano iniciar a cotonicultura e tornar o estado no segundo maior produtor nacional. Guanambi, inclusive, chegou a ser conhecida como a "região do ouro branco". A cotonicultura atingiu seu auge no Sudoeste da Bahia nas décadas de 1980 e 1990, com vastas áreas cultivadas.

Contudo, a produção na região entrou em declínio no início dos anos 90, principalmente devido à praga do bicudo-do-algodoeiro, que devastou as lavouras. A crise resultante levou muitos produtores a buscarem a diversificação ou a migrar para novas regiões, como o Oeste da Bahia e o Mato Grosso, que se tornaram os atuais polos de produção no estado e no país, respectivamente.

O algodão baiano é um dos
melhores do mundo (Foto: Aiba)
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A cultura retorna à tona com o apoio da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), por meio dos cotonicultores da região do Cerrado, que fornecem à região sementes, assistência técnica, kits e irrigação, entre outros apoios.

A atividade hoje é praticada por pequenos produtores, os chamados agricultores familiares. Este trabalho de apoio é contínuo e conta, inclusive, com o suporte do Governo da Bahia.

Para capacitar e promover o intercâmbio de conhecimentos sobre as melhores práticas de cultivo no Sudoeste da Bahia, a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) realizou nesta terça-feira (18), em Guanambi, um seminário. O evento focou em sustentabilidade, agricultura regenerativa e defesa fitossanitária, discutindo desafios e perspectivas do cultivo com o objetivo de aumentar a produtividade e promover a inclusão da agricultura familiar.

O seminário reuniu cerca de 150 pessoas no auditório da Escola Municipal do Campo Pedro Barros Prates, incluindo produtores rurais, estudantes de agronomia, técnicos agrícolas, extensionistas rurais, pesquisadores, agrônomos e profissionais interessados na cadeia produtiva do algodão.

O seminário teve a participação de
pequenos cotonicultores (foto: Abapa)
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Foram discutidas e apresentadas tecnologias sustentáveis para a captação e conservação de água, com ênfase em tecnologias sociais adaptadas às condições do semiárido. A programação também debateu o papel da assistência técnica e extensão rural (ATER) e a aplicação do conhecimento científico no fortalecimento da agricultura familiar. O seminário foi uma realização conjunta entre a ADAB, a ABAPA e o FUNDEAGRO, com apoio de Bahiater, IF Baiano, UESB, Unimontes e IF Norte de Minas.

O fiscal estadual agropecuário e coordenador do Projeto Fitossanitário do Algodão, Nailton Souza, avaliou que o seminário demonstra a união entre produtores, defesa agropecuária e poder público para fortalecer a cotonicultura, considerando que "Ver os pequenos produtores participando, apresentando seus problemas e buscando alternativas para ampliar suas áreas e melhorar a produtividade é indescritível." Souza complementou que a presença da Adab, integrando pesquisa, ensino e assistência técnica, garante que, com parceria e planejamento, os resultados virão em pouco tempo.

Foram apresentadas tecnologias
sustentáveis para a captação e
conservação de água (Foto: Abapa)
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Importância

A Bahia é o segundo maior produtor nacional de algodão, tendo produzido 816,3 toneladas de pluma na safra 2024/2025, com produtividade de 2,04 mil quilos por hectare. Embora 98% da produção esteja concentrada no Oeste, o Sudoeste da Bahia tem um potencial crescente e se torna relevante com a participação da agricultura familiar.

 
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No entanto, a produtividade na região enfrenta barreiras significativas, como desafios tecnológicos, climáticos e, especialmente, a gestão eficiente do controle de pragas como o bicudo-do-algodoeiro. A superação desses obstáculos exige a integração de conhecimentos científicos e práticos, focada em tecnologias sustentáveis, conservação de água e fortalecimento das ações de ATER.

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Vinícios Videira, diretor de defesa vegetal da Adab, avalia que a produção de algodão na Bahia é uma das atividades mais relevantes para a economia estadual, gerando emprego e renda para milhares de famílias. Por isso, a Adab intensificou ações de educação sanitária e fiscalização, trabalhando junto ao setor para garantir qualidade, segurança e competitividade. Seu compromisso é fortalecer essa cadeia, promover sustentabilidade e assegurar que a Bahia avance como referência nacional.

*Com informações da Ascom Adab/Ana Paula Loiola.

 

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