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ALTERNATIVA - Proteínas marinhas potencializam antibióticos e combatem resistência bacteriana
Data de Publicação: 6 de dezembro de 2024 14:43:00 Estudo da UFC destaca o uso de lectinas extraídas de algas e esponjas como aliadas no tratamento de infecções, reduzindo custos e ampliando a eficácia de medicamentos.
Estudo da UFC destaca o uso de lectinas extraídas de algas e esponjas como aliadas no tratamento de infecções, reduzindo custos e ampliando a eficácia de medicamentos.
Da redação
Uma pesquisa da Universidade Federal do Ceará (UFC) revelou o potencial de proteínas extraídas de algas e esponjas marinhas para aumentar a eficácia de antibióticos no combate a bactérias patogênicas, incluindo linhagens resistentes. O estudo, publicado na revista Anais da Academia Brasileira de Ciências, destaca a possibilidade de melhorar tratamentos com redução de custos e menor incidência de efeitos adversos.
Os pesquisadores isolaram oito tipos de lectinas — proteínas capazes de se ligar à superfície de bactérias — provenientes de organismos marinhos da costa cearense. Em laboratório, essas proteínas foram combinadas com os antibióticos oxacilina e tetraciclina e testadas em linhagens de Staphylococcus aureus e uma variante multirresistente de Escherichia coli, ambas responsáveis por infecções graves em humanos.
Os resultados mostraram que algumas lectinas, como as extraídas de algas vermelhas do gênero Bryothamnium, amplificaram significativamente a ação da tetraciclina, reduzindo em até 95% a dose necessária para inibir os microrganismos. Esse reforço ocorre porque as lectinas fragilizam as células bacterianas, bloqueando seus mecanismos de defesa e permitindo maior permanência e eficácia do medicamento nas células infectadas.
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Para pesquisadores, no futuro, lectinas podem ser empregadas como
agentes de reforço contra bactérias resistentes (Foto: Paul Einerhand)
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- Além de aumentar a eficácia do antibiótico, o uso combinado com lectinas pode reduzir custos e os efeitos colaterais aos pacientes - afirma Rômulo Farias Carneiro, autor do estudo.
No entanto, a pesquisa também apontou que as lectinas não demonstraram impacto na atuação da oxacilina, reforçando a necessidade de avaliar as combinações caso a caso.
Carneiro destaca que essa abordagem, que ataca as bactérias em frentes distintas, pode dificultar o desenvolvimento de resistência.
- Nosso estudo demonstrou que algumas bactérias resistentes a determinados medicamentos voltaram a ser sensíveis quando o antibiótico foi utilizado com as lectinas - explica.
O próximo passo da pesquisa é ampliar os testes com outras combinações e investigar como as lectinas podem interagir diretamente com os antibióticos, potencializando sua ação. Segundo o pesquisador, o uso dessas proteínas como "agentes de reforço" pode representar um avanço significativo no enfrentamento de um dos maiores desafios globais da saúde pública.
Fonte: Agência Boris.
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