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BICUDO-DO-ALGODOEIRO – Cotonicultores baianos reforçam a guarda contra a praga

BICUDO-DO-ALGODOEIRO – Cotonicultores baianos reforçam a guarda contra a praga

Data de Publicação: 9 de fevereiro de 2024 14:01:00 Meta é continuar sempre vigilantes quando se fala de combate ao bicudo, e para continuar fazendo isso com sucesso, produtores precisam estar unidos, trocando informações, encontrando soluções e se preocupando com o que está acontecendo dentro e fora das lavouras

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(Foto: Divulgação)

Da Redação

Todo o cuidado é pouco para livrar a lavoura de algodão do bicudo-do-algodão, praga que, no passado, dizimou a cultura do algodão do estado do Paraná, até então o maior produtor da fibra do Brasil, fazendo com que cotonicultores abrissem novas fronteiras para o vegetal em Mato Grosso e Bahia.

Sob este prisma e para ampliar a troca de conhecimento sobre uma das pragas que mais prejudicam a produtividade e a qualidade da fibra do algodão, a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) promoveu na manhã desta quarta-feira, 7, o I Workshop Bicudo-do-Algodoeiro na Bahia. O encontro reuniu cerca de 120 participantes, dentre cotonicultores, consultores, agrônomos, técnicos e gerentes das fazendas, que conferiram os resultados de monitoramento e de pesquisas, de manejo e boas práticas.

Ao abrir as atividades do evento, o presidente da Abapa, Luiz Carlos Bergamaschi, destacou a contribuição das ações fitossanitárias dentro e fora das lavouras para o aumento de produtividade e qualidade da cotonicultura na Bahia.

- Precisamos continuar sempre vigilantes quando falamos de combate ao bicudo, e para continuar fazendo isso com sucesso, precisamos estar unidos, trocando informações, encontrando soluções e nos preocupando o que está acontecendo dentro e fora das lavouras - disse.

Na primeira palestra do Workshop, o pesquisador da Embrapa Fabiano Perina, e o coordenador do programa fitossanitário da Abapa, Antônio Carlos Araújo, explanaram sobre a situação do bicudo durante o período do vazio sanitário. Os resultados de pesquisas para o controle da praga foram tema do pesquisador da Embrapa, Dr. Ednilson Miranda, e a demonstração do manejo e boas práticas aplicadas ao bicudo, foram apresentados pelos gerentes das fazendas, Robson Silva (Grupo Mizote) e Rafael Zacharias (Fazenda São Francisco).

As questões climáticas, diante do fenômeno El Nino, que impacta diretamente na produtividade da lavoura, e na incidência das pragas nas lavouras deram o tom da palestra do pesquisador do INMET, Dr. Francisco de Assiz.

- O El Niño deve terminar entre março e abril deste ano, ainda com condições de chuvas intensas no resto do verão. Já a La Niña chega a partir do meio do ano com massa de ar frio em junho, o pode trazer um final de ano chuvoso - enfatizou.

Realizado pela Abapa, o Workshop recebeu o apoio da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), Embrapa, Fundação BA e Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).

O encontro reuniu cerca de 120 participantes, dentre cotonicultores, consultores,
agrônomos, técnicos e gerentes das fazendas (Foto: Abapa)

Abapa em Ação 

Durante o Workshop, a atuação da equipe do Programa Fitossanitário da Abapa, que trabalha rotineiramente nas regiões oeste e sudoeste da Bahia, foi destacada diante dos resultados positivos obtidos no controle da praga. Por meio da campanha "Um time de fibra contra o bicudo", a Abapa tem promovido estratégias com medidas de combate ao bicudo, como apoiar a destruição de plantas voluntárias às margens das rodovias e nas algodoeiras e instalação de armadilhas em locais estratégicos.

De acordo com o gerente do programa Antônio Carlos Araújo, 509 armadilhas foram instaladas durante o período de vazio sanitário nas principais linhas de produção, sendo 461 destas distribuídas no Oeste e 48 no Sudoeste.

- A instalação aconteceu 60 dias antes da semeadura, com onze leituras semanais e georreferenciamento entre 150 a 300 metros e monitoramento pela plataforma Monitora Oeste, trabalho que garante identificar a melhor estratégia para destruir o bicudo no campo - explicou.

Também fazem parte do protocolo de medidas para a prevenção ao bicudo, o combate de focos no talhão, monitoramento dos botões florais atacados, adoção de níveis de controle para manejo do bicudo e outras pragas.

Fonte: Associação Baiana dos Produtores de Algodao (Abapa)

 

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