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CIÊNCIA & SOCIEDADE ][ InovAbelha: UFRJ une ciência e mel para transformar comunidades e certificar produtos

CIÊNCIA & SOCIEDADE ][ InovAbelha: UFRJ une ciência e mel para transformar comunidades e certificar produtos

Data de Publicação: 23 de outubro de 2025 15:44:00 A UFRJ oferece análise gratuita para mel, própolis e pólen, revelando o potencial nutricional e agregando valor aos pequenos produtores.

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Da redação

O projeto InovAbelha, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), demonstra que a união entre ciência e natureza pode transformar o mel em um vetor de desenvolvimento social, econômico e ambiental. Vinculado à Faculdade de Farmácia, o projeto alia pesquisa, ensino e extensão para valorizar os produtos das abelhas sem ferrão e fortalecer as comunidades meliponicultoras.

Criado para aproximar o saber acadêmico das práticas tradicionais, o InovAbelha oferece um serviço gratuito de análises físico-químicas e bioativas de mel, própolis, geoprópolis e pólen. Isso permite que o pequeno produtor conheça o perfil de identidade e a qualidade de seus produtos.

O InovAbelha oferece um serviço gratuito de análises físico-químicas
e bioativas de mel, própolis, geoprópolis e pólen (Foto: Divulgação)
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- Recentemente, incorporamos análises de composição centesimal para expressar o potencial nutricional dos méis de abelhas sem ferrão. Os resultados obtidos comporão TCCs, dissertações e teses, o que une a tríade ensino, pesquisa e extensão - explica o professor Igor Almeida Rodrigues, coordenador do Projeto e um de seus idealizadores.

Os resultados laboratoriais ajudam a certificar e valorizar a produção local, oferecendo segurança alimentar e agregando valor aos pequenos produtores.

- Nosso trabalho leva em consideração os desafios do desenvolvimento sustentável. Queremos mostrar que o mel é resultado de uma cadeia viva que envolve ciência, ecologia e cultura popular - destaca Rodrigues.

Pesquisa, educação e parceria essencial

Além das análises, o projeto desenvolve uma ampla agenda educativa, com oficinas, jogos e atividades interativas voltadas para escolas, feiras e comunidades. Um destaque é o jogo "Pólen ao Alvo", que ensina de forma lúdica o papel das abelhas na polinização e na manutenção da biodiversidade.

A parceria entre produtores e universidades tem sido essencial.

- Nunca tivemos uma estrutura com capacidade técnica e científica para entender de fato as propriedades do mel e o potencial real desses produtos. Sem o apoio da Universidade, não teríamos como começar - afirma André Luiz Trindade Brito, meliponicultor de Ilha Grande, Angra dos Reis.

Abelhas sem ferrão: joias da biodiversidade

Pacíficas e essenciais para a natureza, as abelhas sem ferrão são protagonistas silenciosas da biodiversidade brasileira. Com mais de 250 espécies nativas, elas garantem a polinização e a manutenção de ecossistemas. Além do papel ambiental, produzem um mel raro e valorizado, com propriedades terapêuticas reconhecidas, que reflete o terroir das regiões brasileiras. A meliponicultura se consolida como uma atividade econômica sustentável, aliando preservação, renda e valorização cultural.

O InovAbelha, que atua com base nos pilares de ensino, pesquisa e extensão, será uma das iniciativas apresentadas durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) 2025 em vários campi da UFRJ, entre 21 de outubro e 15 de novembro.

 

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