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CUSTOS DE PRODUÇÃO ][Conflito no Oriente Médio encarece safra 2026/2027

CUSTOS DE PRODUÇÃO ][Conflito no Oriente Médio encarece safra 2026/2027

Data de Publicação: 22 de maio de 2026 16:48:00 Levantamento da CNA aponta queda de 4% no volume de adubos importados e alta de 16% nos gastos; ureia subiu 40% enquanto grãos operam na estabilidade.

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Resumo

As tensões no Oriente Médio afetaram o mercado de insumos e ameaçam os custos da safra de grãos 2026/2027. O produtor enfrenta a pior relação de troca desde 2022 devido à alta nos fertilizantes e à estabilidade nos preços da soja e do milho.

 

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Da redação

As tensões geopolíticas no Oriente Médio atingiram em cheio o planejamento financeiro do produtor rural brasileiro, trazendo sérias ameaças de elevação nos custos operacionais da safra de grãos 2026/2027. De acordo com um levantamento técnico divulgado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o primeiro quadrimestre de 2026 registrou um cenário macroeconômico adverso. O volume de fertilizantes nitrogenados e fosfatados importados pelo país encolheu 4%, caindo de 7,7 milhões para 7,4 milhões de toneladas na comparação anual. Contudo, impulsionado pelo encarecimento do frete marítimo internacional e pelos riscos logísticos na região do conflito, o montante financeiro desembolsado pelo Brasil para adquirir esses mesmos insumos saltou 16%.

Sede do Sistema SENAR/CNA, em Brasília (Foto: SENAR/CNA)
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O indicador mais alarmante para o setor produtivo nacional é o severo estrangulamento da relação de troca no campo. Atualmente, a equação de poder de compra do agricultor consegue ser mais desfavorável do que a registrada em 2022, auge do início do confronto entre Rússia e Ucrânia. Naquele período, embora o preço dos insumos estivesse inflacionado, as cotações das commodities agrícolas rodavam em patamares recordes de valorização. Dados consolidados do projeto Campo Futuro, mantido pelo Sistema CNA/Senar, revelam que o preço médio da tonelada de ureia ao produtor disparou 40% sob o impacto da crise no Oriente Médio, e o fosfatado MAP subiu 20%, enquanto as cotações da soja (+0,9%) e do milho (+0,1%) mantiveram-se estagnadas.

A vulnerabilidade brasileira ganha contornos críticos diante do fato de que 93% de todo o volume de adubos utilizados no território nacional provêm do mercado externo. Essa dependência severa força uma reconfiguração urgente nas rotas comerciais de abastecimento. Rompendo uma liderança histórica, a China superou a Rússia e assumiu o topo das exportações de fertilizantes para o mercado brasileiro, detendo 26% do market share, seguida pelos russos (25%) e pelo Canadá (11%). Em busca de mitigar riscos de desabastecimento, os operadores nacionais começam a desenhar novos fluxos comerciais alternativos de importação, abrindo espaço para fornecedores emergentes como o Turcomenistão, que passou a responder por 8% do mercado de potássicos.

 

Custos da Safra | Fertilizantes | Fertilizantes Importados | CNA Campo Futuro | Relação de Troca | MATOPIBA

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