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DA ACADEMIA - Nova espécie de bagre é descoberta na bacia do rio São Francisco e pode estar seriamente ameaçada de extinção
Data de Publicação: 5 de setembro de 2024 15:48:00 Universidades federais do Tocantins e Maranhão participam da descoberta e estudo da nova espécie.
Universidades federais do Tocantins e Maranhão participam da descoberta e estudo da nova espécie.
Da redação
Uma nova espécie de bagre, Cambeva damnata, foi encontrada nos riachos do rio das Velhas, na bacia do rio São Francisco, na Serra do Espinhaço (MG). A descoberta, feita por pesquisadores de diversas universidades brasileiras, incluindo as federais do Maranhão (UFMA) e do Tocantins (UFT), aponta que a espécie pode estar em risco iminente de extinção, devido a ameaças como a mineração e a expansão urbana. A fonte desta matéria é o jornal Estado de Minas, por meio da repórter Ana Luiza Soares.
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| As novas espécies já estão ameaçadas de extinção (Foto: Axel Katz) |
Os exemplares foram localizados em dois pontos: no Córrego do Jambreiro, em Nova Lima, região metropolitana de Belo Horizonte, e no Ribeirão da Prata, em Raposos, região central de Minas Gerais. De acordo com os cientistas Axel Katz e Valter Santos, a descoberta foi surpreendente, já que o grupo procurava espécies conhecidas, mas raras, na região.
- Estávamos em busca de peixes já descritos, quando, para nossa surpresa, encontramos uma espécie nova em grande número - relatam.
A equipe, composta ainda por Wilson Costa (UFRJ), Felipe Polivanov (UFT), e Paulo Vilardo (UFMA e Faculdade Eduvale de Avaré), iniciou um trabalho minucioso de análise para confirmar a novidade. Examinando os ossos, características físicas e comparando o DNA com outras espécies, eles concluíram que se tratava de uma espécie inédita. O peixe chamou atenção pelo seu padrão de coloração dourada e pela presença de dentes fora da boca, que o ajudam a escalar cachoeiras e pedras.
Entretanto, a existência dessa nova espécie já está ameaçada pelas atividades humanas. A destruição de riachos e o desmatamento da mata ciliar, comuns na região, podem comprometer seu habitat, assim como a atividade mineradora, que polui as águas.
Para os pesquisadores, a proteção dos cursos d’água onde o Cambeva damnata foi encontrado é essencial para evitar sua extinção.
- Pequenas mudanças na qualidade da água podem ser suficientes para extinguir espécies como essa - alerta a equipe.
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