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DEFESA VEGETAL ][ Tocantins emite alerta contra a invasão do caruru-gigante

DEFESA VEGETAL ][ Tocantins emite alerta contra a invasão do caruru-gigante

Data de Publicação: 25 de março de 2026 10:52:00 Adapec reforça monitoramento após detecção da praga Amaranthus palmeri em novos estados; resistência a herbicidas acende sinal amarelo no campo.

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Resumo

A Agência de Defesa Agropecuária do Tocantins (Adapec) mobiliza produtores rurais para evitar a introdução da praga quarentenária Amaranthus palmeri no território estadual. Com focos confirmados em estados vizinhos e do Sul/Sudeste, o foco está na higienização de maquinários e na identificação precoce para proteger as safras de soja e milho.

Da redação

O status do Tocantins como território livre da praga Amaranthus palmeri — o temido caruru-gigante — está sob vigilância rigorosa. Nesta segunda-feira, 23, a Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), emitiu um alerta fitossanitário estratégico. A medida foi motivada pela confirmação de novos focos da planta invasora em São Paulo e Santa Catarina, somando-se às ocorrências já registradas em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

O Amaranthus palmeri em lavoura
de Mato Grosso (Foto: Seab/Adapar)
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O Amaranthus palmeri não é uma erva daninha comum. Sua agressividade biológica permite um crescimento de até 3 centímetros por dia, competindo severamente por nutrientes e luz com culturas de soja e milho. O maior desafio, contudo, é a sua resistência a múltiplos mecanismos de ação de herbicidas, o que torna o controle químico complexo e oneroso, podendo inviabilizar economicamente áreas inteiras de cultivo.

O perigo nos detalhes das máquinas

De acordo com a gerência de Sanidade Vegetal da Adapec, o principal vetor de dispersão interestadual não é natural, mas logístico: o trânsito de maquinários agrícolas. Colhedoras, plantadeiras e implementos vindos de áreas infestadas carregam sementes minúsculas que se alojam em pneus, chassis e plataformas de corte. "Essas sementes mantêm a viabilidade de germinação mesmo após longas distâncias", alerta o especialista Deyvid Rocha Brito, responsável pelo Programa Estadual de Grandes Culturas.

Protocolos de prevenção e manejo

Para blindar as fronteiras agrícolas tocantinenses, a Adapec recomenda protocolos rígidos de biossegurança:

  • Higienização crítica: Máquinas vindas de outros estados devem passar por limpeza profunda antes do transporte e inspeção minuciosa na chegada à propriedade.
  • Isolamento de limpeza: A lavagem final deve ocorrer em locais isolados das áreas de plantio para facilitar o controle de possíveis plantas emergentes.
  • Monitoramento de bordas: Atenção redobrada em carreadores, estradas e áreas de apoio.

A orientação em caso de suspeita é clara: não arranque a planta. O descarte inadequado pode espalhar milhares de sementes. O produtor deve isolar a área e comunicar imediatamente a unidade local da Adapec ou utilizar os canais de atendimento (0800 000 4733). A rapidez na notificação é o que separa um foco isolado de uma infestação descontrolada.

 

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