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É TEMPO DE PLANTAR - Tocantins Inicia simbolicamente a safra 2024/2025 em meio a desafios climáticos e econômicos
Data de Publicação: 4 de outubro de 2024 19:10:00 Com incertezas climáticas e desafios econômicos, a Aprosoja Tocantins prevê a manutenção da área plantada, mas produtores enfrentam dificuldades em equilibrar custos e produtividade. Presidente da Aprosoja Brasil esteve presente e falou com a Cerrado Rural Agronegócios
Com incertezas climáticas e desafios econômicos, a Aprosoja Tocantins prevê a manutenção da área plantada, mas produtores enfrentam dificuldades em equilibrar custos e produtividade. Presidente da Aprosoja Brasil esteve presente e falou com a Cerrado Rural Agronegócios
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Plantio foi simbólico. Efetivamente deve ocorrer com a certeza das primeiras chuvas (Foto: Antônio Oliveira) |
Por Antônio Oliveira
A Aprosoja Tocantins deu início simbólico à safra 2024/2025 na Fazenda Estilo, localizada no distrito de Luzimangues, Porto Nacional, em um evento que contou com a presença de importantes nomes do agronegócio. Maurício Buffon, presidente da Aprosoja Brasil, e Carol Barcelos, presidente da Aprosoja Tocantins, marcaram presença, ao lado de autoridades locais, estaduais e líderes do setor produtivo. Mesmo com as dificuldades impostas por um cenário de instabilidade climática e desafios econômicos, a entidade prevê a manutenção da área plantada com soja e milho no estado.
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Carol Barcelos, presidente da Aprosoja
Tocantins (Foto: Antônio Oliveira)
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Na safra anterior, Tocantins plantou cerca de 1,8 milhão de hectares de soja e milho, alcançando uma produção de 4,4 milhões de toneladas. Para a nova temporada, o panorama permanece incerto. De acordo com Carol Barcelos, o contexto atual é um dos mais desafiadores já enfrentados pelo setor.
- Nós estamos vivendo uma instabilidade climática muito grande e, além disso, enfrentamos um custo elevado de insumos e baixa no preço das commodities. A operação está descasada - afirmou Barcelos, ressaltando a preocupação dos produtores em relação à lucratividade.
Apesar das dificuldades, a expectativa é de que a área plantada com soja, que no último ano foi de aproximadamente 1,5 milhão de hectares, seja mantida.
- Estamos prevendo uma média de 50 a 54 sacas por hectare, desde que o clima colabore e as janelas de plantio sejam respeitadas - disse a presidente da Aprosoja Tocantins. No entanto, o atraso nas chuvas, como observado com a ausência da "chuva do caju" em setembro, pode comprometer o início do plantio e, consequentemente, a produtividade final.
Outro ponto discutido por Carol Barcelos foi a pressão internacional sobre a legislação ambiental brasileira, principalmente por parte de países europeus. Ela destacou que o Brasil possui um dos códigos florestais mais rígidos do mundo e que os produtores brasileiros, especialmente no Tocantins, respeitam essas normas.
- A moratória da soja infringe a soberania nacional e o livre comércio, pois nos restringe de produzir - defendeu Barcelos, enfatizando que as leis ambientais do Brasil já impõem severas limitações à expansão agrícola, diferentemente do que se propaga no exterior.
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| Maurício Buffon, presidente da Aprosoja Brasil (Foto: Antônio Oliveira) |
O papel de Tocantins na Aprosoja Brasil
Carol Barcelos destacou ainda o orgulho ter um presidente na Aprosoja Brasil. Ela reforçou que, apesar de o Tocantins não ter as maiores áreas plantadas em comparação com outras regiões do Brasil, o agro tocantinense tem um papel importante na representação do setor.
- O fato de termos um representante do MATOPIBA, que inclui Tocantins, na presidência da Aprosoja Brasil nos dá a oportunidade de levar nossas demandas para um nível mais abrangente - afirmou Carol Barcelos.
Ainda com relação a safra 2024/2025 em nível nacional, Buffon expressou otimismo em relação ao clima, apontando previsões de uma temporada melhor que a anterior. No entanto, ele destacou os grandes desafios relacionados aos investimentos.
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Evento, realizado na região de influência de
Palmas, foi bem concorrido (Foto: Antônio Oliveira)
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- A safra começou com muito menos investimento do que o necessário. O Plano Safra, anunciado pelo governo, não está atendendo as necessidades dos produtores. Apenas 40% dos recursos chegaram até agora, e a janela de plantio já está aberta em várias regiões do país - explicou o presidente.
Buffon também mencionou que, além da dificuldade de acesso a crédito público, a iniciativa privada enfrenta seus próprios obstáculos financeiros, o que gera incertezas sobre o tamanho da produção.
- A falta de investimentos em fertilidade e correção de solo é um dos maiores problemas que enfrentamos atualmente - alertou.
MATOPIBA e sustentabilidade
A região do MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), que Buffon considera um dos motores do desenvolvimento agrícola do Brasil, foi mencionada como uma área de grande potencial para o aumento de produção de soja e milho. Segundo ele, a região tem apenas 4% de suas áreas destinadas ao cultivo de soja, o que mostra que há muito espaço para crescer.
- Se conseguirmos dobrar esse percentual para 8%, veremos uma melhoria significativa tanto na produção quanto na qualidade de vida das populações locais - disse Buffon.
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Ele também ressaltou que, ao contrário do que é amplamente divulgado, o setor agrícola brasileiro está comprometido com a sustentabilidade.
- A região do MATOPIBA, por exemplo, tem demonstrado que a produção de soja e milho pode conviver com o desenvolvimento sustentável e o respeito ao meio ambiente - afirmou.
Buffon defendeu que o Brasil leve essa mensagem ao encontro do clima em Belém no próximo ano, onde a Aprosoja Brasil busca ter uma participação ativa.
Desafios
O início da safra 2024/2025 em Tocantins ocorre em um cenário repleto de desafios, tanto econômicos quanto climáticos. Com a previsão de manutenção da área plantada, os produtores enfrentam uma difícil equação entre custos elevados e incertezas climáticas. No entanto, com a liderança de Maurício Buffon à frente da Aprosoja Brasil, o estado tem se destacado como uma importante voz no cenário nacional, defendendo o agronegócio brasileiro em nível global e reforçando a relevância do Tocantins no mapa agrícola do país.
Ainda durante o evento houve uma palestra com o tema "Contratos Futuros", com Claudinei Frediani, da CP Agro.
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