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LUTO NO AGRO ][ Oeste Baiano se despede de Célio Zuttion, pioneiro do agro na região
Data de Publicação: 25 de abril de 2026 20:29:00 "Zuttion não foi apenas um parceiro de negócios, mas um irmão e um homem de caráter extraordinário", afirma o produtor e amigo Odacil Ranzi.
Resumo
O agronegócio do Cerrado baiano perdeu, neste sábado (25), o pioneiro Célio Zuttion, aos 73 anos. Fundador do Grupo Zuttion e um dos criadores do distrito de Roda Velha, sua trajetória de 46 anos na Bahia deixa um legado de desenvolvimento econômico, liderança na AIBA e profundo impacto social.
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Célio Zuttion em uma participação na
Rádio Web Capital de Luís Eduardo
Magalhães (Foto: Reprodução)
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Por Antônio Oliveira
O agronegócio do Cerrado baiano perdeu, na manhã deste sábado, 25, um dos seus mais importantes pioneiros. Morreu, Célio Zuttion, aos 73 anos, em Barreiras.
A trajetória de Célio Zuttion confunde-se com a própria história da fronteira agrícola do oeste baiano. Com mais de quatro décadas dedicadas à produção em larga escala, o empresário rural paranaense, natural de Realeza (PR), consolidou-se como uma das figuras centrais no desenvolvimento socioeconômico de São Desidério e região. Herdeiro do espírito pioneiro de seu pai, Bruno Zuttion, Célio transformou o Grupo Zuttion em uma referência produtiva, gerindo atualmente 3,3 mil hectares voltados às culturas de soja, milho e algodão, além de ter sido um dos precursores do café irrigado no Cerrado ainda na década de 1990.
Para além das porteiras, sua atuação foi determinante para o desenho urbano e político da região. Zuttion foi o responsável pelo loteamento inicial que fez crescer o distrito de Roda Velha, local onde também concentrou seus esforços políticos. Entre 1988 e 1992, exerceu o cargo de vereador em São Desidério, período em que propôs a criação oficial do distrito, tornando-se, desde então, uma das vozes mais ativas no movimento por sua emancipação.
No campo institucional, sua experiência técnica e visão estratégica o levaram ao Conselho Fiscal da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (AIBA). Na entidade, Zuttion desempenhou um papel fundamental na governança e na fiscalização das diretrizes que regem um dos polos agrícolas mais importantes do país, reafirmando seu compromisso com o fortalecimento do setor produtivo e o crescimento sustentável do interior baiano.
"A história de Roda Velha é o testemunho vivo da visão de um homem que transformou o Cerrado em futuro."
Homenagem de um colega de pioneirismo
Eu conversei agora a tarde com um dos seus amigos e colega de pioneirismo no oeste da Bahia, o produtor rural Odacil Ranzi. A notícia foi recebida com profunda consternação por ele, que descreveu a partida como uma "perda imensurável" para a região.
Conforme Odacil Ranzi, com uma trajetória iniciada no estado em 1980, Zuttion construiu, ao lado de contemporâneos, uma história pautada pela resiliência e pelo espírito pioneiro. Sua atuação foi decisiva para o desenvolvimento do oeste baiano, especialmente na região de Roda Velha. Foi ali que, com visão estratégica, transformou parte de suas terras em um loteamento que prosperou e hoje se consolida como um distrito pujante e motor econômico, sustentado pela produção de soja, milho e algodão.
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Célio, o quarto da esquerda para a direita, recebendo
homenagem da Bahia Farm Show (Foto: Ascom/Aiba)
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A relação profissional e pessoal entre Zuttion e Ranzi – também irmãos de Maçonaria - perdurou por 46 anos, passando pela convivência diária nos primórdios da ocupação agrícola até a parceria na gestão da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (AIBA), onde Zuttion atuou como diretor administrativo entre 2021 e 2024. Para Ranzi, Célio não foi apenas um parceiro de negócios, mas um "irmão" e um homem de caráter extraordinário, cuja vida foi dedicada ao crescimento da família e do setor produtivo.
Em sua homenagem, Odacil Ranzi estendeu condolências à esposa, Zilene, e aos filhos: Atílio, a agrônoma Carol Zuttion, a médica cardiologista Brenda e a administradora Gabriela. Ao destacar a competência de Carol, que trilhou caminhos próximos ao pai na AIBA, Ranzi ressaltou a continuidade de um legado que une experiência e visão de futuro.
— Célio Zuttion deixa, para o Oeste da Bahia, o exemplo de um homem que transformou o cerrado e que será lembrado não apenas por suas conquistas técnicas, mas pela admiração e amizade que cultivou em toda a comunidade agrícola — conclui Odacil Ranzi.
agro, oeste baiano, pioneirismo, Célio Zuttion, Roda Velha, São Desidério, AIBA, sucessão familiar
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