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MARACUJÁ-DA-CAATINGA: uma fruta silvestre com potencial para bebidas inovadoras
Data de Publicação: 2 de abril de 2025 14:47:00 Pesquisa da Embrapa e UFPB revela como o maracujá-da-caatinga pode transformar o mercado de bebidas com um fermentado de alto valor agregado, impulsionando a economia no Semiárido.
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Foto: Embrapa
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Da redação
Um estudo realizado pela Embrapa em colaboração com a Universidade Federal da Paraíba destaca o maracujá-da-caatinga (Passiflora cincinnata) como uma promissora matéria-prima para a produção de bebidas fermentadas e gaseificadas, semelhantes a vinhos espumantes. Esta fruta nativa, adaptada ao bioma da Caatinga, é resistente à seca e pode gerar produtos de alto valor agregado, o que fortalece tanto a agricultura familiar quanto a economia circular na região do Semiárido brasileiro.
Os pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente e Embrapa Semiárido desenvolveram um fermentado usando a polpa do maracujá-da-caatinga, buscando criar uma alternativa inovadora e sustentável em um segmento que vem crescendo no Brasil.
- A polpa dessa fruta não apenas oferece um sabor exótico, mas também possui benefícios nutracêuticos significativos - explica Aline Biasoto, pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente.
Apesar de seu potencial, a comercialização desse fruto ainda é limitada a produtos como geleias e licores.
O fermentado foi produzido em escala piloto utilizando técnicas tradicionais de elaboração de vinhos espumantes, passando por duas etapas de fermentação para garantir a formação das bolhas. Durante a pesquisa, diferentes formulações foram testadas, incluindo a técnica de autólise, que influencia positivamente o aroma e a textura da bebida. Os resultados foram animadores, atendendo aos critérios de qualidade do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e recebendo boa aceitação entre consumidores.
A cultivar BRS Sertão Forte, desenvolvida pela Embrapa, se destaca como uma ótima opção para a produção desse fermentado. Esta variedade é recomendada para cultivo em estados como Bahia, Pernambuco e Goiás, por sua alta produtividade e resistência às condições adversas do Semiárido.
Saulo Aidar, da Embrapa Semiárido, ressalta as vantagens agronômicas da BRS Sertão Forte, que inclui a tolerância à seca e a possibilidade de práticas sustentáveis de cultivo. Essa valorização do maracujá-da-caatinga poderá impulsionar a economia local, criando novas oportunidades de renda para pequenos agricultores, especialmente os que fazem parte de cooperativas no Nordeste.
O incentivo ao cultivo do maracujá-da-caatinga também está alinhado com a conservação do bioma, promovendo o manejo sustentável dos recursos naturais. À medida que a demanda por bebidas inovadoras cresce, pequenos produtores poderão investir em técnicas responsáveis de cultivo e coleta, assegurando a preservação do ecossistema.
Os próximos passos incluem a ampliação da produção industrial e a exploração das oportunidades de mercado para o fermentado de maracujá-da-caatinga. Essa iniciativa pode solidificar o produto como uma alternativa diferenciada no setor de bebidas alcoólicas, equilibrando tradição, inovação e sustentabilidade.
O projeto foi financiado pela Finep e liderado pela Embrapa Semiárido, focando no uso e conservação da biodiversidade nativa da Caatinga.
Fonte: Embrapa Meio Ambiente.
Maracujá-da-caatinga, bebida fermentada, Embrapa, agricultura familiar, economia circular, Semiárido, BRS Sertão Forte
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