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MERCADO ][ Venda de feijão tem queda de liquidez e recuo de preços, influenciado por estoques e clima

MERCADO ][ Venda de feijão tem queda de liquidez e recuo de preços, influenciado por estoques e clima

Data de Publicação: 6 de outubro de 2025 15:45:00 A pressão sobre o feijão carioca se deveu à presença de lotes de menor qualidade e a estoques confortáveis na indústria, enquanto o preto ajustou preços após forte alta.

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Da redação

O mercado brasileiro de feijão registrou uma semana de queda na liquidez e recuo nos preços entre 26 de setembro e 3 de outubro, conforme dados do Indicador Cepea/CNA. O cenário foi majoritariamente influenciado pelo abastecimento de curto prazo dos compradores e pela crescente presença de lotes com qualidade inferior, especialmente no segmento do feijão carioca.

No caso do Feijão Carioca (Notas 9 ou superior), a indústria, com estoques confortáveis, reduziu o volume de compras, aguardando um aquecimento nas vendas. Essa retração, combinada à oferta de grãos menores e afetados pela umidade, pressionou as cotações para baixo. Em Barreiras (BA), a queda foi de 2,17%, com a saca negociada a R$ 225,42. Os lotes de qualidade média (Notas 8 e 8,5) também registraram negociações restritas, com quedas mais acentuadas no Noroeste de Minas (-3,18%) e no Sul Goiano (-2,41%).

Em Barreiras (BA), a queda foi de 2,17%, com
a saca negociada a R$ 225,42 (Foto: CNA)

Já o Feijão Preto (Tipo 1), após uma forte valorização no mês anterior, iniciou outubro com ajustes negativos pontuais. Mesmo com o recuo semanal, o produto mantém uma alta acumulada de 11,3% no mês, a maior desde abril. Em Curitiba (PR), a saca do grão foi cotada a R$ 159,07, com baixa de 2,9%.

Avanço do plantio e clima

Enquanto o mercado se ajusta, o plantio da primeira safra de feijão 2025/2026 segue avançando, já alcançando 12,8% da área prevista, com destaque para Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina. O assessor técnico da CNA, Tiago Pereira, ressalta que as atenções se voltam para o clima.

- O mês de outubro tende a registrar maior volume de precipitações em várias regiões, enquanto o fenômeno La Niña pode reduzir as chuvas no Sul e aumentá-las no Norte, impactando o desempenho da safra - pontua o especialista.

Em São Paulo, o desenvolvimento das lavouras de primeira safra depende da irrigação devido à falta de chuvas, e a colheita está prevista para o final de outubro e novembro.

 

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