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MORATÓRIA DA SOJA ][ Tradings podem romper pacto para manter incentivos estaduais
Data de Publicação: 30 de dezembro de 2025 09:49:00 Decisão de empresas em Mato Grosso pode romper com a Moratória da Soja, acordo que protege o bioma amazônico do desmatamento desde 2006.
RESUMO
Grandes tradings de soja que operam em Mato Grosso avaliam abandonar a "Moratória da Soja" para não perderem bilhões em benefícios fiscais. Uma nova lei estadual, prevista para entrar em vigor em janeiro, retira incentivos de empresas que participam do pacto ambiental. O movimento, repercutido pela Forbes e Reuters, coloca em risco um acordo histórico de preservação da Amazônia, enquanto o governo federal tenta barrar a legislação no STF e o setor enfrenta pressões do lobby agrícola e investigações antitruste no Cade.
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Da redação
Grandes tradings que atuam na compra de soja em Mato Grosso, o principal produtor de commodities do país, podem romper com a Moratória da Soja. Segundo informações publicadas pelo portal Forbes, baseadas em apuração da Agência Reuters com fontes diretas, o movimento visa garantir a manutenção de benefícios fiscais concedidos pelo governo estadual. Uma nova lei em Mato Grosso prevê que, a partir de janeiro, empresas signatárias do pacto ambiental percam seus incentivos tributários. Relatórios preliminares indicam que o setor de grãos se beneficiou de cerca de R$ 4,7 bilhões entre 2019 e 2024, sendo ADM e Bunge as principais contempladas, com aproximadamente R$ 1,5 bilhão cada, de acordo com Sérgio Ricardo, presidente do TCE-MT.
O impacto ambiental e o histórico do pacto
Firmada em 2006, a Moratória da Soja proíbe a compra de grãos de áreas desmatadas após 2008 e é vista
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Firmada em 2006, a Moratória da Soja proíbe a
compra de grãos de áreas desmatadas
após 2008 (Foto: CNA/Wenderson Araujo/Trilux)
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por pesquisadores como uma ferramenta vital que evitou a perda de uma área de floresta comparável ao tamanho da Irlanda. Gigantes como ADM, Bunge, Cargill, Cofco e Amaggi são signatárias. Contudo, fontes em "off" afirmam à Reuters que a maioria deve optar pelos incentivos fiscais, o que efetivamente extinguiria o acordo. Enquanto ambientalistas como Cristiane Mazzetti, do Greenpeace, alertam para um "precedente perigoso" em plena emergência climática, grupos de produtores argumentam que o pacto cerceia o mercado e prejudica a economia regional.
Batalha judicial e o cenário internacional
Em Brasília, o governo federal atua no Judiciário contra a lei mato-grossense. André Lima, secretário do Ministério do Meio Ambiente, admite que a questão econômica pode forçar a saída das empresas. O cenário é agravado por uma investigação do Cade sobre supostas violações de livre concorrência pela moratória e por processos judiciais movidos por associações de produtores. No plano externo, o enfraquecimento das políticas ambientais brasileiras alimenta a resistência de agricultores europeus ao acordo Mercosul-União Europeia. Atualmente, a validade da lei estadual aguarda uma decisão final do Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Flávio Dino.
Moratória da Soja, Mato Grosso, Incentivos Fiscais, Amazônia, Agronegócio, Desmatamento, Reuters, Forbes.
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