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TARIFAÇO TRUMP ][ Agronegócio brasileiro unânime contra tarifa de Trump: Urge diálogo e diplomacia para evitar prejuízos irreversíveis
Data de Publicação: 10 de julho de 2025 16:02:00 Líderes do agronegócio brasileiro expressam profunda preocupação e repúdio à tarifa de 50% imposta pelos EUA, classificando-a como injustificada e prejudicial. As entidades cobram do governo brasileiro uma ação diplomática imediata e assertiva para reverter a medida, alertando para os severos impactos econômicos e sociais em toda a cadeia produtiva, do campo ao consumidor.
Da redação
As principais entidades representativas do agronegócio brasileiro – Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e Sociedade Rural Brasileira (SRB) – manifestaram de forma unânime sua profunda preocupação e reprovação à decisão do governo dos Estados Unidos de impor tarifas adicionais de 50% sobre as importações de produtos brasileiros. A medida, com implementação prevista para 1º de agosto, é vista como unilateral, injustificável e sem precedentes na histórica relação de cooperação e equilíbrio comercial entre os dois países.
As entidades ressaltam que tal ação prejudica as economias de ambas as nações, causando danos significativos a empresas e consumidores. O presidente da Faesp, Tirso Meirelles, classificou a decisão como um exemplo da "falta de diplomacia brasileira e de visão estratégica do governo", criticando a morosidade e a postura reativa do Brasil. As exportações brasileiras para os EUA, que totalizaram cerca de US$ 40 bilhões em 2024, abrangem produtos estratégicos como café verde, celulose, carne bovina e suco de laranja, que correm o risco de perder competitividade, afetando toda a cadeia produtiva, desde a geração de empregos até a arrecadação fiscal.
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O tarifaço de Trump vai restringir as
exportações brasileiras (Foto: Porto de Santos)
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A Aprosoja MT alerta para os efeitos em cascata que a tarifa pode gerar no campo e na mesa dos brasileiros. Além do impacto nas exportações de carnes, que puxam o consumo de soja e milho, a medida pode encarecer a importação de combustíveis e máquinas agrícolas de alta tecnologia dos EUA, essenciais para a produção e o transporte de alimentos no Brasil. Isso pode elevar os custos de produção, agravar a inflação e até mesmo impactar a taxa Selic, encarecendo o crédito rural e desestimulando produtores já fragilizados.
Todos os representantes do agronegócio enfatizam que a questão é fundamentalmente política e não deve afetar injustamente o comércio bilateral. Eles defendem a urgência do diálogo diplomático incessante e sem condições entre os governos e os setores privados como o único caminho para a resolução.
A SRB, por meio de seu presidente Sérgio Bortolozzo, confia na atuação da diplomacia brasileira para reverter a situação, destacando a eficiência produtiva do Brasil e o respeito às normas internacionais de comércio.
As entidades clamam por uma estratégia diplomática mais ativa e integrada, que combine política externa com os interesses comerciais internos, fortalecendo os canais de diálogo permanentes com os EUA e utilizando os acordos multilaterais para defesa do país. A expectativa é que os canais diplomáticos sejam intensamente acionados para que a razão e o pragmatismo prevaleçam, garantindo a prosperidade mútua e evitando prejuízos incalculáveis para a nação.
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