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PESQUISA - Embrapa revela benefícios da adição de camu-camu à farinha de mandioca

PESQUISA - Embrapa revela benefícios da adição de camu-camu à farinha de mandioca

Data de Publicação: 26 de julho de 2024 14:49:00 Estudo destaca o potencial do camu-camu em enriquecer farinhas, melhorando coloração, sabor e valor nutricional, com impactos positivos na economia local e segurança alimentar.

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 Estudo destaca o potencial do camu-camu em enriquecer farinhas, melhorando coloração, sabor e valor nutricional, com impactos positivos na economia local e segurança alimentar.

 

 

O objetivo do estudo  foi formular e caracterizar farinhas utilizando diferentes
métodos de secagem a partir de frutos ou resíduos de camu-camu (Foto: Embrapa)

Da redação

Pesquisadores brasileiros descobriram que a adição de camu-camu à farinha de mandioca amarela pode enriquecer nutricionalmente o produto, torná-lo mais atraente ao paladar e agregar valor. Desidratados através de métodos tecnológicos como a liofilização e a secagem ao sol, os resíduos agroindustriais de camu-camu incrementaram a coloração e a concentração de antioxidantes dos produtos finais.

O estudo, intitulado “Desenvolvimento de produtos à base de frutos e resíduos beneficiados do processamento de camu-camu”, foi conduzido por Pedro Vitor Pereira Guimarães durante seu doutorado no Programa de Pós-graduação em Biodiversidade e Biotecnologia da Rede Bionorte (Belém, PA). A pesquisa envolveu a Universidade Federal de Roraima (UFRR), Embrapa Roraima (RR), Embrapa Instrumentação (SP) e a Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (Manaus, AM). O objetivo foi formular e caracterizar farinhas utilizando diferentes métodos de secagem a partir de frutos ou resíduos de camu-camu.

Os pesquisadores acreditam que a farinha de camu-camu tem potencial para enriquecer outras farinhas e alimentos, sendo bem aceita regionalmente e com potencial internacional. Este produto pode fortalecer a economia local, gerando emprego e renda, especialmente para a agricultura familiar e programas destinados às mulheres rurais. Além disso, contribui significativamente para a segurança alimentar e nutricional, proporcionando dietas com alto valor nutricional baseadas em produtos nativos.

Foto: Embrapa

Guimarães destaca que testes futuros devem aprimorar a elaboração das farinhas de camu-camu e a adição a novos alimentos, verificando a aceitabilidade desses produtos. O camu-camu, um fruto vermelho-arroxeado típico da Amazônia, é uma fonte rica em minerais e antioxidantes, notadamente vitamina C. A pesquisa também evidenciou o potencial de aproveitamento de resíduos e materiais orgânicos, alinhando-se à política nacional de resíduos sólidos.

Os resultados apontaram que a farinha de mandioca enriquecida com camu-camu melhorou significativamente em coloração, sólidos solúveis e antioxidantes, como ácidos ascórbicos e cítricos. As formulações testadas incluíram cinco doses percentuais de farinha de camu-camu: 0%, 5%, 25%, 50% e 100%.

Guimarães afirma que as farinhas de camu-camu apresentaram concentração satisfatória de macro e microelementos, superando referências na literatura sobre resíduos agroindustriais. Os pesquisadores esperam obter um alimento enriquecido e estável, com propriedades organolépticas, funcionais e agroindustriais desejáveis.

Os frutos foram coletados em Cantá, Roraima, e processados na Embrapa Roraima, utilizando diferentes métodos de secagem. A liofilização apresentou os melhores resultados, mas outros métodos como secagem ao sol e em forno também foram eficazes, permitindo replicação em diferentes níveis tecnológicos.

Edvan Alves Chagas, orientador da pesquisa, acredita que a secagem solar é uma alternativa econômica e eficiente para frutos de camu-camu e resíduos, reduzindo o desperdício e o impacto ambiental. Maria Fernanda Berlingieri Durigan, coorientadora do estudo, vê o processamento do camu-camu como uma excelente alternativa para a industrialização, com potencial econômico significativo para a região.

O estudo foi apoiado por CAPES, CNPq e Embrapa, e os artigos de Guimarães já estão disponíveis em sistemas da Embrapa e na revista Cuadernos de Educación y Desarrollo.

*Texto produzido por Joana Silva, da Embrapa Instrumentação, com edição da Cerrado Rural Agronegócios

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