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CACAUICULTURA 4.0 ][ Debates e inovações impulsionam o segundo dia do evento

CACAUICULTURA 4.0 ][ Debates e inovações impulsionam o segundo dia do evento

Data de Publicação: 11 de julho de 2025 18:15:00 Produtores, especialistas e pesquisadores se reúnem no Cerrado baiano para discutir o futuro da cacauicultura, focando em modernização, sustentabilidade e as demandas do mercado global.

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Da redação

O segundo dia do evento Cacauicultura 4.0 transformou o Cerrado baiano em um epicentro de conhecimento e networking. Produtores, pesquisadores e especialistas de diversos países e estados brasileiros se reuniram para uma série de palestras técnicas, debates e painéis, todos com o objetivo de moldar uma cacauicultura mais moderna, produtiva e sustentável. Temas cruciais como o cultivo regenerativo, o manejo integrado de pragas, as inovações tecnológicas e as novas exigências do mercado internacional pautaram as discussões.

O segundo dia do Cacauicultura foi marcado pela difusão
de tecnologias e troca de experiências (Foto: Aiba)

Paulo Marrocos, coordenador-geral de Pesquisa e Inovação da Ceplac, enfatizou a importância da pesquisa científica e da colaboração com instituições de ensino para fortalecer a cadeia produtiva do cacau.

- A pesquisa é essencial para o fortalecimento estratégico da produção de cacau. O mundo vê o Brasil como um sistema robusto, e isso reforça a necessidade de firmar parcerias sólidas com universidades. Elas ampliam as possibilidades de inovação e consolidação da cadeia. Para nós, da Ceplac, é uma honra participar mais uma vez desse evento e contribuir com as diretrizes estratégicas da cacauicultura - destacou Marrocos.

Os painéis do evento foram além das palestras, oferecendo uma visão aprofundada sobre o aumento da produtividade e a resiliência da cultura. A união entre ciência, manejo e experiência prática foi o cerne desses debates. Um dos painéis, em particular, focou no perfil do cacau demandado pelo mercado global, enfatizando a necessidade de qualidade, rastreabilidade e sustentabilidade. Representantes da indústria compartilharam suas percepções sobre as tendências e oportunidades do setor. Tal Bar Dor, produtor e investidor da Peirot Agrobusiness, que já cultivou 53 hectares de cacau em Barra (BA) e planeja expandir sua área, ressaltou:

- É essencial promover a atualização dos produtores sobre as melhores práticas e tecnologias. O cacau brasileiro tem potencial para competir globalmente, e eventos como este são fundamentais para alcançarmos esse nível.

A infraestrutura montada em Barreiras chamou a atenção, com estandes de empresas de tecnologia, fertilizantes, engenharia e infraestrutura, além de marcas que ofereceram degustações de produtos derivados do cacau. Igor Lapa, consultor agronômico da Netafim, exemplificou a relevância do evento:

- Esta é nossa primeira participação na Cacauicultura 4.0, e pretendemos manter essa parceria. Eventos como este são estratégicos para desenvolvermos projetos de irrigação mais eficientes voltados à cultura do cacau.

O evento será encerrado neste sábado (12 de julho), com um Dia de Campo na Fazenda Santa Helena, em Riachão das Neves (BA), prometendo consolidar a troca de experiências e o acesso a técnicas avançadas de cultivo e processamento, fortalecendo ainda mais a cultura do cacau no oeste da Bahia.

 

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