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CACAUICULTURA 4.0 ][ Evento encerra com dia de campo e projeta futuro da produção a pleno sol no Cerrado baiano

CACAUICULTURA 4.0 ][ Evento encerra com dia de campo e projeta futuro da produção a pleno sol no Cerrado baiano

Data de Publicação: 14 de julho de 2025 14:30:00 Evento reúne mais de mil participantes em Riachão das Neves, apresentando inovações e experiências práticas que prometem revolucionar o cultivo do cacau no Cerrado baiano, com foco em alta produtividade, sustentabilidade e rentabilidade.

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O evento foi um marco para a interação, o compartilhamento
de conhecimentos e a troca de experiências (Foto: Aiba)

Da redação:

Após três dias de intenso aprendizado, a programação da Cacauicultura 4.0 foi encerrada com um dia de campo no sábado, 12, na Fazenda Santa Helena, em Riachão das Neves (BA). Os mais de mil participantes tiveram a oportunidade de vivenciar na prática as inovações discutidas durante o ciclo de palestras e, em uma visita técnica, conheceram lavouras de cacau cultivadas a pleno sol. O evento foi um marco para a interação, o compartilhamento de conhecimentos e a troca de experiências entre os presentes, que observaram de perto a aplicação das teorias no campo.

Catharine Barreto, representante de Inovação do IEL Oeste e mestranda do Profnit/Ufob, destacou a importância do evento:

- Esse evento é muito informativo e agrega novas tecnologias e conhecimentos sobre o cacau a pleno sol, uma realidade que, para mim, como estudante de inovações tecnológicas, é fundamental para entender o que está acontecendo aqui no Oeste. É uma experiência enriquecedora, tanto pessoal quanto profissionalmente, e mostra que, além da potência que já conhecemos em grãos e fibra, o Oeste da Bahia também se destaca na fruticultura, com a banana – e agora com o cacau.

A Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufob) e a Universidade do Estado da Bahia (Uneb) participaram do evento a convite da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), organizadora do evento. A Aiba ofereceu inscrições gratuitas para estudantes das instituições, visando estimular o acesso ao conhecimento e formar uma nova geração de profissionais focados na inovação no agronegócio. A iniciativa também beneficiou as prefeituras de Barreiras e Riachão das Neves, que receberam credenciais para distribuir a agricultores familiares e associações rurais.

Fortalecimento da cadeia produtiva e avanços tecnológicos

Em meio às lavouras de cacau, foram montadas três estações temáticas que aprofundaram o conhecimento sobre a cadeia produtiva do setor. O evento capacitou profissionais atuantes na área e despertou o interesse de novos produtores e especialistas.

Márcio Oliveira, fruticultor da região há onze anos, compartilhou sua perspectiva:

- Já produzimos frutas aqui na região há onze anos, e não existe matriz mais bem remunerada no Oeste da Bahia do que a fruticultura. Temos, prioritariamente, lavouras de banana e citrus, e agora o cacau chega com toda sua pujança e potencial. E nestes três dias, tivemos a oportunidade de encontrar e dialogar com os principais elos da cadeia produtiva, aprender com pesquisadores e trocar experiências com quem, assim como nós, está iniciando nesse mundo magnífico do cacau.

A Cacauicultura 4.0, considerada um dos maiores eventos do setor no Brasil, recebeu uma avaliação positiva dos organizadores, reafirmando seu papel no fortalecimento da cadeia produtiva do cacau, com foco em inovação e sustentabilidade. Moisés Schmidt, presidente da Aiba, ressaltou os avanços:

Em meio às lavouras de cacau, foram montadas
três estações temáticas (Foto: Aiba)

- Chegamos ao final da 4ª edição da Cacauicultura 4.0. Conseguimos mostrar para todos o que representa o cacau a pleno sol, de alta produtividade, que chega à mesa com sustentabilidade ambiental, social e um diferencial que estamos construindo com sete anos de pesquisa, desenvolvimento e muita ciência. Agradeço a todos que prestigiaram este evento – investidores, produtores, industriais, patrocinadores, engenheiros agrônomos e estudantes – que agora podem levar esse conceito a todos os estados do Brasil. O cacau a pleno sol requer mais tecnologia e mecanização, e entrega um resultado financeiro diferenciado.

Schmidt aproveitou para convidar para a próxima edição:

- Já convido todos para a Cacauicultura 5.0, em 2026, quando teremos um cacau com ainda mais mecanização, automação e resultados concretos após dois anos e meio de plantio nesta nova modalidade de produção, que une rentabilidade e sustentabilidade - concluiu.

O encerramento contou com a presença dos prefeitos de Barreiras, Otoniel Teixeira, e de Riachão das Neves, Moab Santana, que representaram as prefeituras parceiras.

- Riachão das Neves é parceira do agro, e eventos como este trazem desenvolvimento para nossa região -  afirmou Moab Santana.

Otoniel Teixeira também reforçou:

- Acreditamos no potencial transformador da cacauicultura no Oeste, e apoiar eventos como este é investir no futuro da nossa agricultura e no fortalecimento da economia regional.

Com os intensos aprendizados e as experiências práticas no campo, a expectativa é que a produção de cacau no Cerrado baiano atinja novos patamares, contribuindo significativamente para a economia local e nacional.

 

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