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MORATÓRIA DA SOJA ][ Tocantins sanciona lei que barra acordo e outras restrições à produção rural no estado
Data de Publicação: 24 de julho de 2025 09:22:00 Tocantins aprova lei que impede a imposição de sanções comerciais privadas, como a controversa "Moratória da Soja", para acesso a incentivos estaduais, visando proteger a produção agropecuária e a segurança jurídica. FAET comemora.
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A discussão sobre a moratória no Cerrado ganhou força
após práticas abusivas na Amazônia (Foto: Secom/Tocantins)
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Da redação
O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, sancionou, nesta quarta-feira, 24 de julho, um Projeto de Lei que proíbe a aplicação da "Moratória da Soja" e outras restrições comerciais privadas como condição para produtores acessarem incentivos ou benefícios estaduais. A nova lei, de autoria do deputado estadual Gutierres Torquato, presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), estabelece que empresas só poderão usufruir de incentivos fiscais no estado se respeitarem integralmente a legislação brasileira, sem impor sanções ou critérios que extrapolem os marcos legais nacionais, especialmente na agropecuária.
A medida foi recebida com entusiasmo pela Federação da Agricultura do Tocantins (FAET), que parabenizou o governador e destacou a importância da iniciativa para a segurança e liberdade do agronegócio tocantinense. O governador Wanderlei Barbosa já havia se comprometido a sancionar o projeto, reforçando que a lei visa resguardar o direito do produtor local de continuar produzindo de forma sustentável e equilibrada, sem barreiras impostas por terceiros.
A lei não se restringe à Moratória da Soja; sua abrangência visa combater qualquer prática comercial que crie obstáculos para o avanço do setor produtivo. Paulo Carneiro, presidente da FAET, ressaltou que a moratória poderia inibir o crescimento do estado e que o Código Florestal brasileiro já possui regras claras para a preservação ambiental. A entidade estima que uma eventual extensão da moratória da soja poderia gerar um impacto de R$ 18 bilhões anuais nas cadeias de soja e milho do estado.
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| Paulo Carneiro, presidente do Sistema Senar/Faet (Foto: Senar/Faet) |
A discussão sobre a moratória no Cerrado ganhou força após práticas abusivas na Amazônia, o que gerou insegurança jurídica. A Aprosoja Tocantins critica essa sanção privada por desrespeitar a legislação ambiental, limitar a expansão legal dos produtores e criar barreiras econômicas disfarçadas. A nova lei busca fortalecer a segurança jurídica, valorizar produtores que atuam na legalidade e proteger a soberania normativa do Brasil contra pressões externas, garantindo que os incentivos fiscais sejam aplicados a empresas que realmente contribuem para o desenvolvimento sustentável do Tocantins, sem impor regras discriminatórias.
Entenda
A Moratória da Soja, um acordo entre grandes corporações multinacionais, tem gerado preocupação entre produtores rurais brasileiros. Embora o Bloco Europeu, um dos maiores incentivadores dessa medida, represente apenas 14% das exportações do complexo soja brasileiro, o acordo impõe restrições à compra de soja de áreas desmatadas legalmente após 2008, mesmo que em conformidade com o Código Florestal.
A Aprosoja Tocantins alerta que a possível extensão da moratória para o Cerrado, após quase duas décadas de práticas similares na Amazônia, criaria insegurança jurídica e desrespeitaria a legislação ambiental brasileira. Para a entidade, essas são sanções privadas que impedem o produtor de expandir suas atividades legalmente e criam barreiras econômicas disfarçadas de critérios ambientais. A moratória tem sido considerada abusiva, pois produtores que cumprem a lei são incluídos em listas negativas compartilhadas entre empresas, violando a livre concorrência e a ordem econômica.
Com a nova legislação no Tocantins, empresas que adotarem práticas comerciais extralegais, como a Moratória da Soja, não terão acesso a incentivos fiscais estaduais. O objetivo é valorizar o produtor que atua dentro da legalidade, fortalecer a segurança jurídica e proteger a soberania normativa do Brasil contra pressões externas, garantindo que os incentivos sejam direcionados a empresas que contribuem para o desenvolvimento sustentável do estado sem impor regras discriminatórias.
Com informações da Aprosoja BR.
Tocantins, Wanderlei Barbosa, Moratória da Soja, Agropecuária, Incentivos Fiscais, Legislação, Gutierres Torquato, FAET, Agronegócio, Segurança Jurídica, Produção Sustentável, Cerrado, Código Florestal, Barreiras Comerciais, Desenvolvimento Econômico.
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