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TRANSPARÊNCIA ][ Setor agropecuário do Tocantins debate contrato de créditos de carbono com o governo estadual

TRANSPARÊNCIA ][ Setor agropecuário do Tocantins debate contrato de créditos de carbono com o governo estadual

Data de Publicação: 13 de agosto de 2025 09:35:00 FAET e entidades representativas do agronegócio se reúnem com o Governo do Tocantins para discutir os termos do contrato de comercialização de créditos de carbono com a Mercuria Energy Group, buscando garantir transparência e evitar impactos na produção rural.

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Da redação

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Tocantins (FAET), juntamente com outras entidades representativas do setor agropecuário, se reuniu recentemente com representantes do governo estadual para debater o contrato entre o Tocantins e a Mercuria Energy Group. O objetivo da reunião foi discutir a comercialização dos créditos de carbono gerados no estado.

O Tocantins foi o pioneiro no Brasil a submeter seu sistema jurisdicional ao padrão internacional ART Trees, amplamente utilizado para verificar créditos de carbono em uma jurisdição inteira, e não apenas em propriedades isoladas. A Mercuria é a parceira e investidora responsável pela estruturação e comercialização desses créditos.

O Tocantins foi o primeiro estado brasileiro a submeter seu sistema
jurisdicional ao padrão internacional ART Trees (Foto: Ascom/Faet)

De acordo com Aleandro Lacerda, presidente da Topar (Tocantins Parcerias), a reunião serviu para assegurar às entidades que o programa não pretende impor novas restrições à atividade produtiva, além das já previstas no Código Florestal. Lacerda destacou que o programa REED+ atua no Tocantins desde 2005, e nesse período, o agronegócio evoluiu significativamente sem impedimentos, mesmo com a redução de áreas degradadas e o combate ao desmatamento.

Marcelo Lélis, Secretário Estadual de Meio Ambiente, enfatizou que o contrato atual visa dar continuidade ao programa e garantir que o Governo do Estado receba pelos créditos já conquistados pela redução das emissões de carbono entre 2020 e 2024. "É óbvio que nós queiramos receber por esse trabalho que já foi feito", argumentou o secretário.

Dino Gabriel, presidente da ADSTO (Associação de Desenvolvimento Sustentável do Tocantins), ressaltou a sensibilidade do tema para o setor, visto que "existem muitas agendas ambientais amedrontando o agronegócio". Ele expressou a busca por uma solução que beneficie tanto os produtores quanto o Governo do Estado.

Para sanar as dúvidas das entidades, os representantes do governo se comprometeram a fornecer acesso a todas as informações necessárias. A FAET foi a primeira a solicitar acesso total ao contrato. Paulo Carneiro, presidente da FAET, demonstrou otimismo após a reunião:

- Saímos daqui mais otimista, porque vamos ter acesso ao contrato para que ele possa ser analisado por nossas assessorias jurídicas. E aí, tenho certeza que teremos um parecer robusto em condições de garantir que nada prejudique os planos do Governo do Estado e nem os nossos produtores.

A reunião aconteceu no auditório do Sistema OCB Tocantins, em Palmas, e contou com a presença de representantes da Aprosoja, Associação Novilho Precoce Tocantins (ANPT), ADSTO e diversos sindicatos rurais, além da FAET e OCB.

 

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