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AGRICULTURA E CIÊNCIA ][ Pesquisadoras da Embrapa criam guia para combater "vassourinha-de-botão", nova praga do MATOPIBA

AGRICULTURA E CIÊNCIA ][ Pesquisadoras da Embrapa criam guia para combater "vassourinha-de-botão", nova praga do MATOPIBA

Data de Publicação: 2 de setembro de 2025 11:16:00 Planta daninha de difícil controle tem se espalhado rapidamente e pode ser confundida com outras espécies. Estudo recomenda manejo específico para soja e milho e destaca a importância da atuação feminina na ciência.

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Da redação

Uma pesquisa liderada por mulheres da Embrapa Agrossilvipastoril e outras universidades, como Unemat e UFMT, desenvolveu recomendações para combater a vassourinha-de-botão (Borreria spinosa), uma planta daninha que tem causado sérios problemas nas lavouras do MATOPIBA e de Mato Grosso.

 
É muito comum observar plantas de vassourinha-de-botão em beira
de estradas e em margens das lavouras (Foto: Fernanda Ikeda)
 
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Segundo a pesquisadora da Embrapa, Fernanda Ikeda, o controle dessa espécie é particularmente difícil por conta de suas características biológicas. A planta possui uma raiz tuberosa que armazena nutrientes e água, permitindo que ela sobreviva a períodos de seca e rebrote rapidamente.

- O controle deve começar logo que se observam plantas nas beiras de estradas e talhões para que não se disseminem - explica Ikeda.

O estudo recomenda que, além da dessecação na pré-semeadura, os produtores usem o manejo em pós-emergência, especialmente em focos localizados. A rotação de herbicidas e o controle cultural, como o consórcio de milho com braquiária, também são estratégias eficazes. A Embrapa lançou uma publicação gratuita com detalhes e cenários de aplicação para auxiliar produtores e agrônomos.

Outro fator que dificulta o controle é a confusão na identificação da planta. A Borreria spinosa é frequentemente confundida com outras espécies, como a Borreria verticillata, o que pode levar a resultados contraditórios em estudos e no uso de herbicidas. A pesquisa liderada pela Embrapa foi financiada pela Fundação de Apoio à Pesquisa de Mato Grosso (Fapemat), por meio de um edital que visa incentivar a presença feminina na ciência.

 

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