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BIOESTIMULANTE ][ Estudo comprova que bioestimulante de alga marinha Kappaphycus alvarezii impulsiona crescimento e qualidade do manjericão e da menta
Data de Publicação: 1 de outubro de 2025 14:29:00 Pesquisa da Unesp e parceiros revela que o extrato da macroalga melhora a composição bioquímica de espécies da família Lamiaceae, oferecendo uma alternativa promissora para reduzir o uso de fertilizantes químicos na agricultura.
Da redação
Um novo estudo, resultado de uma colaboração entre a Universidade Estadual Paulista (Unesp), o Instituto de Pesca (IP-Apta) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), e financiado pela Fapesp, revelou que o bioestimulante produzido a partir da macroalga marinha Kappaphycus alvarezii pode melhorar significativamente o crescimento e a composição bioquímica das plantas manjericão (Ocimum basilicum) e menta (Mentha piperita).
O estudo, publicado no Boletim Técnico (número 40), avaliou diferentes concentrações do extrato aquoso da alga, aplicadas semanalmente em cultivos de campo. No manjericão, os tratamentos resultaram em plantas mais altas, com maior peso e número de flores, além de um maior acúmulo de aminoácidos, que são essenciais para o metabolismo e a qualidade da planta. Já a menta apresentou estabilidade no crescimento, mas registrou alterações importantes em sua composição bioquímica, como o aumento no teor de amido.
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Plantas de manjericão e menta cultivadas em campo
com aplicação semanal do bioestimulante da macroalga
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Os resultados indicam que o bioestimulante de K. alvarezii é uma alternativa promissora para a agricultura, especialmente para espécies da família Lamiaceae (plantas aromáticas). Além de estimular o desenvolvimento vegetal, o insumo contribui para práticas de manejo mais sustentáveis, reduzindo a dependência de produtos químicos.
A Dra. Aline Nunes, pesquisadora da Unesp e uma das responsáveis, destacou que o bioestimulante “demonstrou eficácia tanto em sistemas hidropônicos quanto em condições de campo para as duas espécies de plantas analisadas, ressaltando sua relevância agronômica e potencial para a transformação das práticas agrícolas atuais”.
Potencial da Kappaphycus alvarezii
A macroalga K. alvarezii, cultivada em regiões tropicais e subtropicais, é originária das Filipinas e foi introduzida no Brasil pela USP, sendo posteriormente cultivada no mar em colaboração com o Instituto de Pesca (os primeiros experimentos datam de 1995 na Fazenda Experimental Marinha do IP, em Ubatuba/SP). Ela é conhecida por sua composição química diversificada e por fornecer carragenana, amplamente usada em alimentos e medicamentos para consistência. Além disso, a alga possui rápido crescimento (3% a 9% ao dia) e é rica em compostos naturais, como aminoácidos, proteínas, minerais e hormônios vegetais, que favorecem o crescimento e aumentam a resistência das plantas a estresses ambientais.
O uso do bioestimulante derivado dessa macroalga representa, portanto, uma alternativa sustentável e de alto potencial para ampliar a produtividade agrícola e a qualidade de espécies de interesse econômico.
A Dra. Valéria Gelli, pesquisadora do IP e responsável pelo Programa Algicultura SP, informou que eles pesquisam o extrato da macroalga desde 2013, e que esses novos estudos em colaboração têm demonstrado que o biofertilizante tem eficiência agronômica e pode reduzir o uso dos fertilizantes químicos e os custos de produção.
Bioestimulante, Kappaphycus alvarezii, Macroalga marinha, Manjericão, Menta, Agricultura sustentável, Unesp, Instituto de Pesca, Lamiaceae, Aminoácidos.
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