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LOGÍSTICA ][ Colheita recorde de milho no 2º semestre leva à queda nos preços do frete rodoviário, aponta Conab

LOGÍSTICA ][ Colheita recorde de milho no 2º semestre leva à queda nos preços do frete rodoviário, aponta Conab

Estados como Mato Grosso e Goiás registraram baixa nas cotações de transporte de grãos em agosto, após pico em julho, devido à necessidade de escoamento rápido da supersafra de milho 2024/25.

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Da redação

O término da colheita das culturas de segunda safra, notadamente o milho, gerou um reflexo imediato nos preços de frete de grãos no Brasil. De acordo com o Boletim Logístico de setembro da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), importantes produtores como Mato Grosso, Goiás, Paraná e Mato Grosso do Sul registraram queda nas cotações para transporte de grãos em agosto, na maioria das rotas analisadas.

A produção recorde de milho na temporada 2024/25 impulsionou a necessidade de escoamento rápido, o que fez os fretes rodoviários atingirem seu ponto máximo em julho, conforme explica o superintendente de Logística Operacional da Conab, Thomé Guth.

- Ainda que os preços tenham caído em boa parte das rotas estaduais em agosto, o patamar de preços de frete é superior ao registrado no mesmo momento na safra passada, em uma conjuntura de aquecimento logístico - pondera Guth.

Ele prevê que a tendência é de que os preços mantenham um certo suporte nos próximos meses, impulsionados pela oferta elevada e por uma demanda consistente, tanto do mercado externo quanto dos players internos de alimentação animal e bioenergia.

O intenso escoamento do milho é corroborado pelos números
da exportação (Foto: Antônio Oliveira/Cerrado Rural Agronegócios)
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Cenário misto no Nordeste e alta no Centro-Oeste

Enquanto estados do Sul e Centro-Oeste viram os preços do frete cair, o cenário se mostrou diverso em outras regiões. No Maranhão, as cotações para remoção de grãos também caíram, mas no Piauí o mercado se manteve estável, com movimentação menos aquecida pelo menor escoamento de milho.

Na Bahia, o valor dos fretes registra movimento de estabilidade e de alta, variando conforme a região. A elevação nas cotações foi verificada em Luís Eduardo Magalhães, importante polo produtor, devido à alta na demanda por transporte de grãos e fibra.

Já no Distrito Federal, houve um aumento generalizado nos preços em agosto em relação a julho, com destaque para as rotas com destino aos portos e hubs logísticos de Imbituba (SC), Uberaba (MG), Araguari (MG) e Guarujá (SP), que apresentaram variações positivas entre 10% e 12%.

Exportações aceleradas e logística portuária

O intenso escoamento do milho é corroborado pelos números da exportação. Os embarques do cereal em agosto deste ano atingiram 17,9 milhões de toneladas, superando os 15,7 milhões registrados no mesmo período de 2024. Os portos do Arco Norte seguem como o principal eixo de escoamento do cereal, respondendo por 39,8% da movimentação, seguidos de Santos (29,6%).

As exportações de soja em grãos também apresentaram crescimento no acumulado de janeiro a agosto de 2025, chegando a 86,5 milhões de toneladas (contra 83,4 milhões em 2024). O escoamento da oleaginosa se divide entre os portos do Arco Norte (37,5%) e Santos (34,2%).

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