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QUEIMADAS ][ Estudo aponta lacuna em emissões de fogo em pastos

QUEIMADAS ][ Estudo aponta lacuna em emissões de fogo em pastos

Data de Publicação: 5 de janeiro de 2026 15:17:00 Relatório do IPAM e Imaflora revela que gases de efeito estufa provenientes de queimadas em pastagens não entram no cálculo oficial do Brasil.

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RESUMO

Um estudo conjunto entre o IPAM e o Imaflora, intitulado "Brazil's 2024 fires drove historic emission levels", alerta para uma omissão relevante no Inventário Nacional de Gases de Efeito Estufa (GEE): as emissões de queimadas em pastagens sem mudança de uso da terra. Embora a vegetação nativa e pastagens respondam por 93% da área queimada no país, o inventário oficial contabiliza apenas culturas específicas.

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Da redação

As emissões de gases de efeito estufa (GEE) geradas por queimadas em áreas de pastagem que permanecem como tal não são contabilizadas nos cálculos oficiais do Brasil. Esta lacuna metodológica é o foco do estudo "Brazil's 2024 fires drove historic emission levels", desenvolvido pelo IPAM em parceria com o Imaflora. A pesquisa revela que, em 2024, o avanço do fogo sobre vegetação nativa e pastagens — que juntas somaram 93% da área queimada no país — tornou-se um dos principais motores das emissões de dióxido de carbono (CO2), metano (CH4) e óxido nitroso (N2O) devido à queima da biomassa acima do solo.

Foto: Antônio Oliveira/Cerrado Rural Agro
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A queima de pastagens é considerada crítica devido ao metano, que possui um potencial de aquecimento global 28 vezes superior ao do CO2. Atualmente, o inventário brasileiro restringe a contagem de emissões por fogo a culturas como cana-de-açúcar e algodão, ignorando as pastagens quando não há conversão do solo. Segundo Gabriel Quintana, analista do Imaflora, essa exclusão distorce a realidade do impacto climático, especialmente na Amazônia, onde se concentra a maior área de pasto queimada. Enquanto o IPAM focou em áreas florestais convertidas, o Imaflora detalhou as emissões "dentro da porteira" das pastagens permanentes.

A metodologia proposta pelo estudo segue diretrizes do IPCC e utiliza fatores de emissão já existentes no Inventário Nacional, o que facilitaria a adoção oficial. Embora o CO2 das pastagens seja classificado como biogênico por ser reabsorvido no crescimento vegetal, o volume liberado é altíssimo. O estudo destaca que a queda nas queimadas em 2025, fruto de políticas do Ministério do Meio Ambiente e do Ibama, reduziu as emissões, mas reforça que a transparência desses dados é essencial para a credibilidade do agronegócio e para orientar políticas públicas eficazes de mitigação climática no cenário internacional.

 

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