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GEOPOLÍTICA AGRO ][ Congresso Abramilho debate impactos da geopolítica no agro nacional
Data de Publicação: 5 de maio de 2026 15:11:00 Painel em Brasília analisa a dependência externa de insumos e as estratégias para mitigar riscos globais na produção de milho e sorgo.
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Resumo
O 4º Congresso Abramilho debaterá, no dia 13 de maio, em Brasília (DF), os reflexos das tensões internacionais no agronegócio. Com mediação de Mauro Zafalon e participação de especialistas da CNA, MRE e iniciativa privada, o painel foca na alta dependência brasileira de fertilizantes e defensivos importados.
Da redação
Altamente dependente da importação de insumos essenciais, o produtor de milho e sorgo brasileiro precisa acompanhar de perto as oscilações do cenário internacional para planejar as próximas safras. Diante disso, a geopolítica será um dos temas centrais do 4º Congresso Abramilho, agendado para o dia 13 de maio de 2026, no Unique Palace, em Brasília (DF). O painel “Geopolítica: como proteger o agro frente às incertezas globais?” se propõe a analisar detalhadamente como os conflitos e as tensões no exterior afetam diretamente a rentabilidade e a segurança do campo.
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"O produtor de milho e sorgo brasileiro precisa acompanhar
de perto as oscilações do cenário internacional para
planejar as próximas safras" (Foto: Antônio Oliveira/CRA)
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O debate ganha relevância em um momento de extrema complexidade logística. Embora o Brasil ocupe a posição de terceiro maior produtor mundial de milho e seja peça-chave na segurança alimentar global, o país ainda importa mais de 90% dos fertilizantes que consome. Além disso, uma parcela significativa do óleo diesel e de matérias-primas químicas para defensivos agrícolas vem de mercados estrangeiros, como o chinês, o que deixa a produção nacional vulnerável a barreiras comerciais e conflitos armados.
Glauber Silveira, diretor executivo da Abramilho e organizador do evento, enfatiza que qualquer instabilidade lá fora repercute rapidamente nas fazendas brasileiras.
- Definimos esse tema porque o cenário global atual é muito sensível. Instabilidades internacionais interferem desde a cotação do diesel até o fornecimento de fertilizantes e defensivos - aponta.
Segundo ele, o painel discutirá alternativas de curto, médio e longo prazos para diminuir essa vulnerabilidade, incluindo parcerias com o poder público, iniciativas do próprio setor e o andamento de acordos comerciais estratégicos, como o tratado entre Mercosul e União Europeia.
Programado para as 12h, o painel contará com a participação de Grace Tanno, chefe da Divisão de Política Agrícola do Ministério das Relações Exteriores (MRE); Sueme Mori, diretora de Relações Internacionais da CNA; Maciel Silva, diretor técnico adjunto da CNA; Márcio Farah, diretor-geral da Pivot Bio no Brasil; e Arene Trevisan, diretor executivo de Suprimentos da JBS. A mediação do debate será realizada pelo jornalista Mauro Zafalon, colunista da Folha de S.Paulo.
Congresso Abramilho, Geopolítica do Agro, Fertilizantes Importados, Produção de Milho, Brasília, Insumos Agrícolas.
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