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NANOTECNOLOGIA ][ Revestimento de óleo de mamona e argila otimiza uso da ureia

NANOTECNOLOGIA ][ Revestimento de óleo de mamona e argila otimiza uso da ureia

Data de Publicação: 12 de maio de 2026 11:00:00 Inovação desenvolvida pela Embrapa e universidades paulistas reduz o desperdício de nitrogênio e dobra a absorção do nutriente pelas plantas.

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Resumo

Pesquisadores brasileiros criaram um revestimento sustentável para uréia utilizando polímero de óleo de mamona e nanoargila. A tecnologia permite a liberação controlada do fertilizante, reduzindo perdas ambientais e custos, além de aumentar significativamente a produção de biomassa no campo.

Os resultados destacam o papel da nanoestrutura do
revestimento em aumentar a eficiência do uso de nutrientes e
minimizar as perdas ambientais ( Foto: Pedro Octávio )
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Da redação

Pesquisadores da Embrapa, Unaerp, Unesp e USP desenvolveram um revestimento inovador à base de polímero derivado de óleo de mamona e argila mineral, capaz de liberar de forma controlada a ureia, fertilizante nitrogenado essencial para a agricultura. Testes realizados com capim-piatã demonstraram que essa tecnologia promove uma absorção de nitrogênio significativamente superior e maior produção de biomassa em comparação à ureia convencional. O sistema, produzido no Laboratório Nacional de Nanotecnologia para o Agronegócio (LNNA), utiliza a nanoargila montmorilonita para criar uma barreira inteligente que retém o nutriente por mais tempo, liberando-o conforme o ritmo de necessidade da planta.

Revestimento e uréia em compactadores
( Foto: Caue Ribeiro, Ricardo Bortoletto-Santos e Alefe)
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A ureia é o fertilizante nitrogenado mais utilizado no mundo, mas sua alta solubilidade causa perdas ambientais severas, como a volatilização de amônia e a emissão de gases de efeito estufa. Enquanto a ureia comum libera 85% do nitrogênio em apenas quatro horas, o novo revestimento com nanoargila reduziu essa taxa para apenas 22% em nove dias. Segundo o pesquisador Caue Ribeiro, coordenador do LNNA, a montmorilonita atua como uma barreira química e física, sincronizando a oferta do nutriente com a absorção radicular, o que minimiza o desperdício e os custos de produção.

Os resultados destacam o papel da nanoestrutura do
revestimento em aumentar a eficiência do
uso de nutrientes e minimizar as perdas ambientais
(Foto: Pedro Octávio)
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A relevância da pesquisa vai além da eficiência agronômica, inserindo-se na estratégia do Plano Nacional de Fertilizantes (PNF) para reduzir a dependência externa do Brasil, que hoje importa mais de 85% dos insumos que utiliza. O estudo comprovou que, ao longo de 135 dias, a absorção total de nitrogênio chegou ao dobro da taxa registrada com fertilizantes sem proteção. Com o trabalho publicado internacionalmente e o suporte de instituições como Fapesp e CNPq, os pesquisadores agora buscam parceiros no setor produtivo para viabilizar a transferência da tecnologia ao mercado e fortalecer a sustentabilidade do agronegócio no MATOPIBA e em todo o país.

*Fonte: Agência Embrapa de Notícias, por Joana Silva, da Embrapa Instrumentação.

 

Embrapa, Nanotecnologia, Fertilizantes, Uréia, Óleo de Mamona, Sustentabilidade, MATOPIBA.

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