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CBA 2024 - Desafios e oportunidades da produção de algodão no Brasil: histórias de superação e inovação no evento

CBA 2024 - Desafios e oportunidades da produção de algodão no Brasil: histórias de superação e inovação no evento

Data de Publicação: 4 de setembro de 2024 08:45:00 Lideranças do setor algodoeiro debatem estratégias para manter o protagonismo brasileiro no mercado global, destacando a importância da inovação, sustentabilidade e a resiliência de suas trajetórias.

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 Lideranças do setor algodoeiro debatem estratégias para manter o protagonismo brasileiro no mercado global, destacando a importância da inovação, sustentabilidade e a resiliência de suas trajetórias.

 

Da Redação

- Ninguém faz nada sem gente, e é fundamental olhar e ouvir esses heróis que fazem o algodão brasileiro. Além das quatro bases já citadas para a consolidação dessa rota de crescimento, eu acrescento a constância. Temos que marcar nossa presença no mercado em volume, qualidade e quantidade. Para isso, reduzir custos e investir em ciência e tecnologia tornarão o algodão brasileiro imbatível.

Estas palavras foram ditas pelo ex-ministro da Agricultura e produtor rural Roberto Rodrigues durante painel que debateu os desafios e oportunidades da produção algodoeira no Brasil, realizado na manhã desta terça-feira, 3 de setembro, no 14º Congresso Brasileiro do Algodão (CBA), em Fortaleza. O painel contou com a participação de representantes de grandes produtores de algodão no Brasil, como Amaggi, Scheffer, Horita, SLC e GMS, com a mediação de Roberto Rodrigues.

Roberto Rodrigues entre líderes do algodão brasileiro (Foto: CBA-2024)

O Protagonismo do algodão brasileiro

Para manter o atual protagonismo do algodão brasileiro, Roberto Rodrigues destacou a importância dos investimentos em produtividade, rastreabilidade, qualidade e sustentabilidade.

As histórias de superação e as decisões inspiradoras das famílias de produtores também foram um ponto central do debate.

Blairo Maggi, do Grupo Amaggi, cuja família iniciou sua trajetória com o algodão no Rio Grande do Sul, passando pelo Paraná até chegar ao Mato Grosso, ressaltou que a cotonicultura foi um sonho construído com obstinação.

- A minha mãe, quando saiu de sua terra de origem, disse ao meu pai que jamais andaria para trás porque os sonhos estão sempre à nossa frente. Aprendi que devemos deixar nossa mente sonhar para fazer acontecer - disse Maggi, enfatizando a importância de conhecer profundamente o setor.

Carlos Alberto Moresco, do Grupo GMS, filho de pequenos agricultores do sul do Brasil, iniciou sua produção com 12 hectares de terra e hoje, com sete mil hectares arrendados, vê oportunidades crescendo.

- Estou engajado no segmento e faço meu negócio progredir, unindo pesquisa, tecnologia e novos conhecimentos - afirmou Moresco, que também é presidente da Associação Goiana dos Produtores de Algodão (Agopa).

Ele destacou a importância de interagir com as instituições e de ensinar às próximas gerações que, juntos, é possível superar qualquer desafio.

Guilherme Scheffer, do Grupo Scheffer, faz parte da segunda geração de uma família gaúcha que se reinventou enfrentando as dificuldades da produção de algodão em Sapezal, com 150 hectares.

- Buscamos profissionalização, organização, e graças ao algodão, crescemos. Devemos nossas vidas a essa cultura, que não é para amadores - afirmou Scheffer.

Defensor da agricultura regenerativa, ele acredita que os produtores devem investir nessa prática, que ajuda a produzir mais com menos, regenerando e mantendo o sistema de produção.

Aurélio Pavinato, da SLC Agrícola, destacou que a história pavimenta o futuro.

- Ter um sonho, estabelecer estratégias e se ver crescer faz diferença em muitas vidas - disse ele, reconhecendo que o algodão é um tema complexo e desafiador, especialmente devido às questões ambientais. Pavinato acredita que é necessário um sistema sustentável em termos ambientais, econômicos e sociais, além de um marketing forte para ser modelo nesse contexto.

Walter Horita, do Grupo Horita, iniciou sua trajetória plantando café, hortaliças e soja, antes de incluir o algodão em sua matriz produtiva.

- Temos uma eficiência financeira maior com o algodão, que tem um custo elevado e requer uma estrutura de capital mais robusta - explicou Horita.

Ele ressaltou que a qualificação da mão de obra rural tem acompanhado a evolução da agricultura, e que os jovens estão percebendo as oportunidades de trabalho no campo. Entre os principais desafios, Horita destacou as barreiras agrícolas impostas pelos países ricos, que criticam o algodão brasileiro por questões socioambientais.

Outro ponto unânime entre os painelistas foi o cuidado com a imagem do Brasil no mercado internacional.

- Nossa propaganda é nossa qualidade. A reputação que temos no mundo todo é reflexo de um intenso trabalho para alcançar um produto de valor, competitivo e sustentável - concluiu um produtor que cultiva algodão no Cerrado baiano.

*Com informações da assessoria de comunicação do 14º CBA.

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