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DIPLOMACIA AGRO ][ Brasil negocia mercado na Índia e sustentabilidade na FAO

DIPLOMACIA AGRO ][ Brasil negocia mercado na Índia e sustentabilidade na FAO

Data de Publicação: 26 de fevereiro de 2026 07:32:00 Agendas estratégicas lideradas pelo IBRAFE buscam abrir mercado para o Feijão Guandu na Ásia e consolidar o Brasil como potência sustentável em Roma.

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Resumo

O presidente do IBRAFE, Marcelo Lüders, cumpriu missões na Índia e em Roma para ampliar a exportação de pulses. O foco incluiu a abertura do mercado indiano para o feijão guandu e o posicionamento do Brasil na FAO como fornecedor global que entrega 50% mais sustentabilidade que seus concorrentes. (299 caracteres)

 

 

Da redação

Na última semana, o presidente do Instituto Brasileiro do Feijão (IBRAFE), Marcelo Eduardo Lüders, cumpriu duas agendas internacionais estratégicas, na Índia e em Roma, com foco na abertura de mercados, segurança alimentar e posicionamento do feijão brasileiro como produto sustentável e competitivo no comércio mundial. Segundo o IBRAFE, essas agendas colocam o feijão do Brasil em outro nível, pois combinam acesso a grandes compradores, narrativa ambiental forte e diferenciais tecnológicos consistentes.

Índia: abertura do mercado de Guandu e previsibilidade

Na Índia, as reuniões concentraram-se na etapa final para a abertura do mercado de Pigeon pea (Feijão Guandu). De acordo com Lüders, a fase técnica entre os ministérios está alinhada, restando a negociação formal sobre contrapartidas comerciais baseadas na reciprocidade. Para o Brasil, os mercados de Black

Feijão brasileiro no mundo (Foto: Ibrafe/Divulgação)
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gram e Guandu são estratégicos por não fazerem parte do consumo interno tradicional, o que fortalece a exportação sem competir com o abastecimento nacional. Outro ponto defendido foi a previsibilidade: o Brasil propôs que a Índia sinalize sua demanda até novembro de cada ano para o ciclo seguinte, otimizando o planejamento logístico e de crédito.

Roma: segurança alimentar e sustentabilidade na FAO

Em Roma, na sede da FAO (Nações Unidas), o objetivo foi consolidar o Brasil como exportador estruturado de feijões. Historicamente fora do radar internacional, o país se apresentou como potência crescente em pulses (preto, carioca, branco, mungo, caupi e guandu). O grande diferencial levado à mesa foi o índice de sustentabilidade: o feijão brasileiro é, em média, 50% mais sustentável que outras origens globais, graças à fixação biológica de nitrogênio e menor pegada de carbono. O IBRAFE também destacou avanços tecnológicos, como as soluções de maturação da Síntese, que permitem colheitas de alta qualidade sem o uso de herbicidas dessecantes.

Estratégia e Divulgação

O IBRAFE avalia que a combinação de abertura de mercados e tecnologia cria um ativo de reputação que exige divulgação massiva.

A estratégia busca ampliar mercados externos para classes de feijão não consumidas internamente, fortalecendo a renda do produtor e garantindo estabilidade ao mercado brasileiro. O movimento une diplomacia comercial e defesa da segurança alimentar, elevando a imagem global do produto nacional.

 

IBRAFE | Feijão | Mercado Externo | Índia | FAO | Sustentabilidade

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