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ESPECIAL ALGODÃO BAIANO (F) / ENTREVISTA: Do Cerrado ao mundo: o sucesso do algodão baiano na visão de Luiz Carlos Bergamaschi
Data de Publicação: 2 de agosto de 2024 20:19:00 Em entrevista exclusiva e histórica, Luiz Carlos Bergamaschi destaca a trajetória de inovação, desafios superados e práticas sustentáveis que transformaram o Oeste da Bahia em um polo de excelência na produção de algodão
Por Antônio Oliveira
Em uma conversa reveladora, Luiz Carlos Bergamaschi, renomado produtor de algodão do Oeste da Bahia e presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), compartilha os marcos e as estratégias que levaram a região a se destacar no cenário nacional e internacional da cotonicultura. Desde os desafios iniciais até a adoção de tecnologias avançadas e práticas sustentáveis, Bergamaschi oferece uma visão detalhada de como a combinação de fatores naturais, tecnológicos e organizacionais contribuiu para o sucesso e reconhecimento do algodão baiano
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| Foto: Antônio Oliveira |
Antônio Oliveira - A cotonicultura baiana, especialmente do Cerrado da Bahia, tem muito que comemorar, isto é do conhecimento da cotonicultura nacional e internacional. São suas altas produtividades, sanidade e qualidade da fibra, uma das melhores do mundo. Conte para nós como tudo isto se tornou realidade.
Luiz Carlos Bergamaschi - A cotonicultura no oeste da Bahia tem uma história fascinante e importante para a economia da região. Esta região, que inicialmente se dedicava a culturas como soja e milho, viu no algodão uma oportunidade de diversificação e crescimento e, nos anos 90, começou a ganhar força, impulsionada por políticas de incentivo e pela busca de alternativas agrícolas.
A cotonicultura na Bahia é um exemplo de como a combinação de fatores naturais, tecnológicos, organizacionais e políticos pode transformar uma região em um polo agrícola de destaque mundial.
O Cerrado da Bahia possui condições climáticas ideais para o cultivo do algodão, com uma estação chuvosa essencial para o desenvolvimento da cultura e uma estação seca que coincide com o período de colheita, favorecendo a qualidade do produto. Além disso, os solos do Cerrado, embora naturalmente pobres em fertilidade, foram corrigidos e se tornaram férteis com técnicas modernas de correção e de manejo.
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A adoção de tecnologias avançadas tem sido crucial para o aumento da produtividade e qualidade do algodão baiano. O apoio de instituições de pesquisa, públicas e privadas, como por exemplo, a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e Fundação Bahia, tem desempenhado um papel fundamental no desenvolvimento de novos métodos de cultivos, variedades de algodão e na validação de práticas agrícolas sustentáveis. Aliado a tudo isso, a parceria entre produtores, pesquisadores consultores e corpo técnico dos produtores tem sido vital para a inovação contínua no setor.
A sustentabilidade é uma preocupação crescente na cotonicultura baiana. Práticas como a rotação de culturas, o plantio direto e o uso racional de defensivos agrícolas químicos e biológicos ajudam a preservar o solo e a biodiversidade, além de melhorar a saúde e a longevidade do solo e das plantas.
A organização dos produtores em associações, como a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), tem sido essencial para a troca de conhecimentos, ações de controle fitossanitário, acesso a mercados e defesa de interesses comuns. Essas entidades também promovem a certificação de qualidade e a rastreabilidade do produto.
O governo brasileiro, tanto em nível federal quanto estadual, tem implementado políticas de apoio ao agronegócio, incluindo crédito agrícola, programas de incentivo à promoção e à exportação do algodão. Esses incentivos têm ajudado a reduzir os riscos e a aumentar a competitividade do algodão baiano no mercado nacional e internacional.
A qualidade da fibra do algodão baiano é reconhecida mundialmente. Isso se deve a uma combinação de genética avançada, manejo cuidadoso e condições climáticas favoráveis.
Antônio Oliveira - Tornar - se em pouco tempo o segundo maior produtor nacional de algodão, em terras antes inimagináveis para a cotonicultura, foi um grande desafio, ou os produtores já sabiam dessa viabilidade?
Luiz Carlos Bergamaschi - Os produtores do Cerrado da Bahia enfrentaram grandes desafios para transformar a região em um polo de produção de algodão. No entanto, através de planejamento, pesquisa, inovação tecnológica, apoio institucional e governamental, eles conseguiram superar essas dificuldades e alcançar um sucesso notável. A visão de longo prazo e a capacidade de adaptação foram essenciais para transformar terras improdutivas em áreas altamente produtivas para a cotonicultura.
A adaptação às condições edafoclimáticas da região foram fundamentais para a implantação da cotonicultura na região. A combinação de práticas agronômicas inovadoras e o desenvolvimento de variedades adaptadas ajudaram a superar esta situação e garantir a viabilidade da produção de algodão.
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A conjugação dessas práticas resultou em uma significativa melhoria na produtividade do algodão. A correção inicial, necessária para posterior adoção do sistema de plantio direto, garantiu a fertilidade e as condições biológicas do solo.
A experiência dos produtores de algodão na região serve como um exemplo valioso de como a inovação e a adaptação podem transformar dificuldades em oportunidades, resultando em uma das melhores taxas de produtividade de algodão do país.
Antônio Oliveira - Claro que todo este case precisou de investimentos em pesquisas e tecnologias. Como foi a demanda dos produtores do Cerrado baiano por estes recursos?
Luiz Carlos Bergamaschi - Com toda a certeza. Primeiramente, todo esse case de sucesso teve uma grande contribuição da Embrapa, que, graças às suas pesquisas e desenvolvimento, tornou o solo da região equilibrado e produtivo. Com o auxílio da Fundação Bahia, das universidades e das consultorias que vieram para a região, conseguimos adaptar as variedades. Com a inovação, tivemos acesso a novos materiais geneticamente modificados, mais resistentes a pragas, doenças e déficit hídrico, desenvolvimento e uso de biológicos, que complementam esse sistema de proteção das plantas, e as ferramentas de gerenciamento de lavouras, como drones, sensores e sistemas de GPS. A automação e mecanização se mostram com máquinas modernas para plantio, colheita e processamento do algodão. A inteligência artificial e as tecnologias de irrigação garantem o uso eficiente da água, duas safras na mesma área, produtividade e qualidade.
Tudo isso só foi possível graças a uma combinação de parcerias estratégicas, investimentos significativos, apoio governamental e organização coletiva. Esse esforço coordenado permitiu que a região superasse os desafios iniciais e se tornasse um dos principais polos de produção de algodão do Brasil.
| O Cerrado baiano está em período de colheita do algodão (Foto: Antônio Oliveira) |
Antônio Oliveira - Pragas que derrubaram a liderança do Paraná na cotonicultura e dizimou a cultura no sudoeste da Bahia, como o bicudo - do - algodoeiro, deram muito trabalho, ameaçaram a cultura baiana?
Luiz Carlos Bergamaschi - A história do bicudo-do-algodoeiro no Brasil é um exemplo claro de como uma praga pode transformar drasticamente um setor agrícola e a economia de um país. A recuperação da cotonicultura brasileira exigiu esforços coordenados entre governo, pesquisadores, consultores e produtores, destacando a importância da inovação e da resiliência na superação de crises agrícolas. Na Bahia, mais precisamente na região sudoeste, o bicudo dizimou as lavouras de algodão da década de 80, aqueles agricultores sofreram muito com isso. Aquela região era grande produtora da fibra, chegando a ter 331 mil hectares de lavouras. Hoje, com o Programa Fitossanitário mantemos constante vigília nas lavouras, tanto no Oeste, como no Sudoeste, onde também garantimos apoio aos pequenos produtores, incluindo doação de kits de irrigação e aporte técnico para que possam obter maiores produtividades e, consequentemente, melhores rentabilidades em suas produções.
Antônio Oliveira - Como funciona essa estrutura de combate e controle de pragas na Bahia?
Luiz Carlos Bergamaschi - Para manter a defesa das lavouras sempre “fechada”, na safra 2004/2005, foi criado o Programa de Monitoramento e Controle do Bicudo e Outras Pragas do Algodoeiro, no Oeste e Sudoeste da Bahia. Inicialmente, o programa foi conduzido pela Fundação Bahia e pela Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), passando a ser executado, mais tarde, pela Abapa.
Também chamada de “Programa Fito”, esta iniciativa é apoiada financeiramente pelo Fundo Para o Desenvolvimento do Agronegócio do Algodão (Fundeagro) e o Instituto Brasileiro do Algodão (IBA). Seu objetivo é evitar ou minimizar os danos que o bicudo do algodoeiro e outras pragas ocasionam à cultura do algodão, ao ambiente e à economia do estado.
O Programa Fito dividiu, estrategicamente, a área produtiva do estado em Núcleos Regionais de Controle. Ao todo, são 18, sendo 15 no Oeste da Bahia e três no Sudoeste.
Uma equipe técnica formada por engenheiros agrônomos e técnicos agrícolas monitora as microrregiões produtoras, nas duas regiões de cultivo da fibra na Bahia. Além disso, o Programa Fito envolve campanhas de conscientização, vistorias constantes às áreas de algodão e de rotação de culturas, tours técnicos, reuniões de diagnóstico e análise dos resultados aferidos nas “armadilhas”, além de apoio à pesquisa científica, universidades e empresas do agro.
Antônio Oliveira - Fundos como Fundeagro e o do IBA, este oriundo do contencioso BR x EUA, têm ajudado na política de estruturação da cotonicultura baiana?
Luiz Carlos Bergamaschi - Os fundos, como o Fundeagro e o fundo do IBA têm sido fundamentais para a estruturação e desenvolvimento da cotonicultura baiana. Através de investimentos em pesquisa, infraestrutura, capacitação e sustentabilidade, esses fundos têm contribuído para transformar a Bahia em um dos principais polos de produção de algodão do Brasil, com alta produtividade e qualidade reconhecida mundialmente.
A aplicação dos fundos em projetos conduzidos pela Abapa tem gerado um retorno social impressionante, conforme destacado pelo estudo da Universidade Federal de Viçosa (UFV). Esses investimentos não apenas aumentaram a produtividade e qualidade do algodão baiano, mas também promoveram o desenvolvimento econômico, social e ambiental em nossa região. A combinação de capacitação, sustentabilidade e desenvolvimento comunitário tem sido fundamental para o sucesso e impacto positivo da cotonicultura na Bahia.
Antônio Oliveira - Ainda há recursos neste fundo oriundo dos Estados Unidos?
Luiz Carlos Bergamaschi - Sim.
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Uma das unidades de beneficiamento do algodão do
oeste da Bahia (Foto: Antônio Oliveira)
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Antônio Oliveira - Os produtores de algodão do oeste da Bahia têm uma ótima política de infraestrutura da região. Como este projeto é desenvolvido e fomentado?
Luiz Carlos Bergamaschi - Em 2013 a Abapa criou o Programa Patrulha Mecanizada, alicerçada no triplo pilar do conceito de sustentabilidade: ambiental, social e econômico. A iniciativa é financiada pelo instituto Brasileiro do Algodão (IBA), executada pela Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), e conta com a parceria dos produtores rurais do Oeste, da Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), do Governo do Estado, por meio do Programa para o Desenvolvimento da Agropecuária (Prodeagro), do Fundo para o Desenvolvimento do Agronegócio do Algodão (Fundeagro) e das prefeituras municipais.
O Programa busca melhorar as condições de trafegabilidade e a infraestrutura regional. Com isso, já foram asfaltados mais de 223 km de estradas e recuperados 3 mil km de estradas vicinais, otimizando o transporte de insumos, de maquinários, o escoamento de safra e o ir e vir das pessoas.
Antônio Oliveira - Pode - se afirmar que o algodão baiano é 100% sustentável, ambiental e socialmente falando?
Luiz Carlos Bergamaschi - Os agricultores estão seguros sobre preservação e sustentabilidade, além de estarem legalmente corretos com as questões ambientais. Não obstante, 92% do algodão da Bahia são produzidos em propriedades certificadas pelo Algodão Brasileiro Responsável (ABR), programa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), que possui mais de 183 itens de avaliação relacionados às boas práticas ambientais, sociais e econômicas.
Essas tendências e caminhos refletem um esforço conjunto do setor do agronegócio em busca de uma produção mais sustentável, que concilie o aumento da produtividade com a conservação dos recursos naturais e o bem-estar social. A adoção dessas práticas é fundamental para garantir a resiliência e a competitividade do setor a longo prazo.
Antônio Oliveira - Já não é tempo de agregar valor a cotonicultura baiana por meio de indústrias locais?
Luiz Carlos Bergamaschi - Fomentar o desenvolvimento no interior da Bahia por meio da agregação de valor à cotonicultura é uma estratégia promissora que pode trazer inúmeros benefícios para a região.
Para isso, a combinação de incentivos governamentais, parcerias, capacitação, viabilidade econômica e inovação pode transformar a nossa região em um polo têxtil importante, gerando empregos, aumentando a renda e fortalecendo a economia local. Essa estratégia pode promover ainda um crescimento mais equilibrado e sustentável, beneficiando o desenvolvimento no interior do estado.
Antônio Oliveira - Qual é a receptividade do algodão baiano nos mercados nacional e internacional?
Luiz Carlos Bergamaschi - O algodão baiano, assim como o brasileiro, se destaca pela produtividade e qualidade da fibra. O empenho na construção de relações comerciais capazes de inserir a fibra nacional em mercados estratégicos recebe atenção muito grande da Abapa, que participa ativamente de iniciativas como a Missão Vendedores, da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e que integra as ações do Cotton Brazil, promovendo a cadeia produtiva do algodão brasileiro globalmente. Conta com o apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), da Associação Nacional de Exportadores de Algodão (Anea), Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e Ministério das Relações Exteriores (MRE).
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Tecnologia de ponta na análise da fibra produzida
no MATOPIBA (Foto: Antônio Oliveira)
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Aos poucos, juntos colhemos os frutos desse trabalho, com o reconhecimento do nosso algodão - interna e externamente - que apresenta competitividade econômica, qualidade da fibra e volume para atender a demanda do mercado. Então, é de suma importância para os produtores brasileiros fortalecer os laços com os clientes, reafirmando o compromisso com a excelência, a sustentabilidade e as boas práticas sociais e ambientais que permeiam a produção de fibra no Brasil. Além disso, a evolução da produção para atender às demandas do mercado e dos consumidores é primordial.
Antônio Oliveira - Há espaço para o crescimento de área plantada, visando aproximar - quiçá até ultrapassar - da produção matogrossense?
Luiz Carlos Bergamaschi - Certamente, existe um potencial para o crescimento da agricultura na Bahia, tanto pela expansão para novas áreas quanto pelo aprimoramento na utilização das áreas atuais através da irrigação. É crucial enfatizar que, além do aumento da área cultivada, manter a produtividade nessas áreas e garantir a produção de algodão de alta qualidade são aspectos de igual importância.
Com relação ao Mato Grosso, dado o vasto território daquele estado e sua prática de cultivo de algodão em segunda safra, o foco não reside em superar esse estado em termos de extensão de área cultivada, mas sim em otimizar nossos próprios recursos e capacidades para fortalecer a agricultura baiana.
Antônio Oliveira - Esta não seria, então, uma meta da classe que o senhor lidera?
Luiz Carlos Bergamaschi - Temos como meta prioritária cultivar um ambiente altamente favorável que estimule o crescimento e a segurança da agricultura baiana em todas as suas dimensões. Isso implica em trabalhar não apenas para superar desafios e remover barreiras, mas também em criar oportunidades que beneficiem integralmente o setor, seus associados e a sociedade.
Através de políticas públicas adequadas, fortalecer redes de parcerias, incentivos ao uso de tecnologias sustentáveis e práticas agrícolas inovadoras, e o fortalecimento da infraestrutura e dos serviços de apoio ao agricultor, visamos promover uma agricultura mais produtiva, rentável e sustentável, que contribua significativamente para a economia local e o bem-estar das pessoas.
Antônio Oliveira - O produtor rural, cotonicultor Luiz Carlos Bergamaschi é um homem realizado neste contexto que tratamos nesta entrevista? Tem metas ainda a serem perseguidas?
Luiz Carlos Bergamaschi - Considero-me profundamente realizado, uma realização que transcende o âmbito pessoal e se estende às vitórias coletivas do setor em que atuo. Esta sensação de plenitude não deriva apenas das ações que pessoalmente empreendi, mas também das conquistas significativas alcançadas pelo nosso setor, fruto do trabalho constante e dedicado de todos nós.
Cada projeto concluído, cada meta alcançada, cada obstáculo superado, reflete não somente um esforço individual, mas uma sinergia coletiva. É uma conquista compartilhada que ressoa com o apoio inestimável da diretoria, dos associados, nossa equipe e, de forma muito especial, da minha esposa e filho. Eles foram a espinha dorsal de cada passo dado, oferecendo suporte, motivação e, acima de tudo, a confiança necessária para perseguir e alcançar esses objetivos.
Este sentimento de realização é, portanto, um testemunho do poder da colaboração, do compromisso compartilhado e da visão coletiva. É um lembrete de que, juntos, somos capazes de transcender limites, superar desafios e contribuir significativamente para o avanço do nosso setor. Assim, ao refletir sobre as conquistas realizadas, faço-o com um profundo senso de gratidão e a consciência de que cada sucesso é, verdadeiramente, um sucesso de todos nós.
Antônio Oliveira - Muito obrigado pela atenção dispensada à nossa web revista.
Luiz Carlos Bergamaschi - Eu agradeço o espaço oferecido por este canal de comunicação. Nós entendemos que somente por meio da divulgação das nossas ações e programas, poderemos levar nossa mensagem às pessoas, mostrar o que o produtor está efetivamente realizando. Hoje temos o nosso Prêmio Abapa de Jornalismo que mais que dar visibilidade às nossas iniciativas, busca valorizar o profissional da imprensa, os professores e os futuros profissionais de jornalismo. Muito obrigado.
Para ler as outras quatro matérias da série, clic aqui e siga a sequência em cada uma delas.
Nota do editor: Toda esta série se transformará em um livro-reportagem a ser pubicado até o final de setembro deste ano, não havendo atraso no processo industrial.
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