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FOTOGRAFIA - As belezas do MATOPIBA na arte fotográfica de Rui Rezende

FOTOGRAFIA - As belezas do MATOPIBA na arte fotográfica de Rui Rezende

Data de Publicação: 2 de abril de 2023 19:58:00 “CERRADO E OUTRAS RIQUEZAS DO MARANHÃO, TOCANTINS, PIAUÍ E DA BAHIA” é o nono fotolivro deste baiano especializado em transformar imagens estáticas em obras de arte e retrata não só as belezas naturais da região de Cerrado do Norte e Nordeste, mas a cultura, o folclore e a história de um povo simples (com algumas fotos do livro e making of) #rui Rezende #fotografia #cerrado e outras riquezas #fotolivro #paisagens #natureza

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Rui Rezende, fotógrafo de natureza (Foto: Rui Rezende Fotos)

 

Por Antônio Oliveira

Há uns cinco anos, ganhei do fotógrafo baiano, Rui Rezende, 6 quadros fotográficos de 1,0 x 1, 50 metros. São clics artísticos de cenas do agronegócio na região do MATOPIBA e de cenários da natureza nesta mesma região. Fotografar a natureza em chão e no ar é a especialidade que o consagrou nacional e internacionalmente e com a publicação de move fotolivros: Cairu, Cidade do Sol; Encantos de Tinharé; Chapada Diamantina, um paraíso desconhecido;  Oeste da Bahia: o novo mundo; Unidades de conservação do estado da Bahia; Vaqueiros da Raso da Catarina; Amargosa: nossa terra, nossa gente e os dois mais recentes - Bahia vista por um passarinho e Cerrado e outras riquezas do Maranhão, Tocantins, Piauí e da Bahia.

Rui Rezende sobre a Pedra da Baliza, na divisa do estado da Bahia com o Tocantins

Um desses quadros a mim presenteados, é de um pé de “Canela de Ema” de flores brancas, planta típica do Cerrado. Uma das minhas netas, a Ana Clara, na época com pouco mais de dois anos, se encantou com esse quadro e o me pedira e eu a dei, fixando-o numa das paredes do seu quarto. Certo dia, deitado abaixo dessa peça de arte, vi um pequeno beija-flor beijando uma das flores da foto. Esfreguei os olhos para ter certeza do que estava vendo. Era, sim, um beija-flor que, talvez notando seu equívoco, voou janela a fora.

O acontecido é uma evidência inconteste da perfeição da arte do Rui Rezende, dileto amigo que tive a bênção e o prazer de conhecer, tornar seu amigo e o assessorar em algumas demandas na região do MATOPIBA. “Antônio, no dia em que eu usar o Photoshop para alterar minhas fotos, eu deixo de ser fotógrafo”, disse-me, certa vez, o Rui. Ele sabe o momento, a iluminação certos de captar cada imagem, cada cenário que deseja transferir para sua máquina e desta para quadros e fotolivros. Arte e formatos que decoram as mais finas recepções de empresas, escritórios, hotéis, hospitais e salas de estar de residências em todo o Brasil.

Buruti, fruta abundante no Cerrado do MATOPIBA

 

Na semana passada, mais uma vez, tive a satisfação de ser presenteado com mais uma obra fotoliterária deste baiano de Amargosa, na região do Vale do Jiquiriçá, na Bahia, e que mora na cidade de Santo Antônio de Jesus, na mesma região. Uma dessas obras – “Oeste da Bahia: o novo mundo”, tem foco nos agronegócios (porteira adentro) do Cerrado baiano, e tem muito a ver comigo – editor de agronegócio e com uma carreira profissional forjada mais durante exploração econômica do oeste da Bahia. Em tempo, a produção deste livro tem uma história que gerou - entre a alegria da realização de mais uma arte -, tristezas, angústias, choros e  preocupações de amigos e familiares com a  possibilidade do grande Rui Rezende terminar seus dias de vida preso a uma cadeira de rodas. Foi em julho de 2014, quando ele, a bordo de uma aeronave experimental, pilotada por Ana Maíra Moraes, fotografava uma colheita de algodão na região de Luís Eduardo Magalhães (para o livro Oeste da Bahia, o novo mundo). O avião caiu quando dava um voo rasante, a pedido do Rui. Piloto e fotógrafo foram à coma. Saindo desta situação, meses depois, Rui foi para uma cadeira de rodas com a certeza médica de que jamais andaria com suas próprias pernas. Mas ele conseguiu reaver sua mobilidade pouco tempo depois. “Rui, sua imensa usina de energia e alto astral, te salvou”, disse eu para ele. E o Rui é assim: está sempre sorrindo, brincando, contando piadas, sempre de bem com a vida e sem medo. É um cara feliz, possivelmente um ser índigo. Voltou a fotografar via área por meio de helicópteros, pequenos aviões e paratrikes e, pós acidente, já realizou diversas expedições Bahia, MATOPIBA e Brasil a fora.

Gói pilando café, Olhos D´água da Jaqueira, Amargosa (BA)

Por falar em expedições, eu comparo o Rui Rezende ao grande repórter Euclides da Cunha, que numa expedição ao Nordeste brasileiro, descreveu bem, em belos textos, a saga de Antônio Conselheiro, imprimindo-a na obra prima “Os Sertões”. O Rui, em suas expedições por panoramas naturais, as descreve bem em imagens.

As belezas do Cerrado do MATOPIBA

CERRADO E OUTRAS RIQUEZAS DO MARANHÃO, TOCANTINS, PIAUÍ E DA BAHIA, que será lançado na feira Bahia Farm Show (Luís Eduardo Magalhães, 30/05 a 03/06 de 2023), tem como prefaciador e pequenos e precisos comentários o excelente jornalista, poeta, escritor e professor da Universidade Federal do Oeste da Bahia, Campus de Santa Maria da Vitória, Cícero Félix, já prefaciou outras obras do Rui.

“Um ato de poesia” é o título do prefácio e retrata muito bem a beleza plástica deste novo livro.

“O processo de seleção de imagens para compor um livro de fotografias exige do fotógrafo mais do que conhecimento sobre enquadramento, luz, sensibilidade e exposição”, inicia o artista de textos.

Produção de vazos de cerâmica da Passagem, Barra - BA

E continua:

“Para este livro, digo que o Rui cometeu um ato de poesia visual, sensorial, concreta. É como se suas imagens, como versos, performatizassem uma coreografia estética identitária e poética de um recorte dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia”.

No próximo parágrafo, Cícero Félix descreve o trabalho do Rui Rezende na produção desta nova obra:

“Foram mais de 130 mil quilômetros percorridos e 62 mil fotos para se chegar à escolha das 226 que integram esta publicação, produzidas pelo olhar/poeta de quem enxerga além do que vê. Assim, cada imagem oferece descobertas, viagens, poesias. Você escolhe os versos nas piscinas dos Lençóis Maranhenses  (MA), nas cachoeiras das Serras Gerais (TO), nos morros da Chapada Diamantina (BA), nas águas do Cantão (TO), nos rios caudalosos e dunas do Jalapão (TO) ou no cânion do rio Poto (PI); na Serra da Capivara (PI), nos cânions do Viana (PI), na Chapada das Mesas (MA) ou no rio Parnaíba, que nasce na Serra da Tabatinga, no limite dos quatro estados registrados”

No livro CERRADO E OUTRAS RIQUEZAS DO MARANHÃO, TOCANTINS, PIAUÍ E DA BAHIA, não só a natureza está em evidência. Também estão o  folclore, a cultura, a história e o jeito simples do povo nativo da região, como descreve Cícero Félix no parágrafo seguinte de seu prefácio.

Cajuí, variedade nativa do Cerrado

“O som da vila de buriti de Maurício, do povoado de Mumbuca, no Jalapão (TO), é uma paisagem sonora para qualquer viagem que se faça nas páginas deste livro, não importa o caminho que se tome: pelas veredas e pelos vales do Cerrado, das dunas marinhas, dos paredões da Caatinga; pelas flores ou linhas das inscrições rupestres; pelas culturas, entre ribeirinhos, camponeses e sertanejos”

Saindo do foco da natureza e da gente simples do MATOPOBA, Rui Rezende faz arte da agropecuária empresarial e familiar, contracenando tecnologias de plantio e colheita com técnicas rudimentares ainda presentes na agricultura de subsistência. Sobre isto, fala o prefaciador do livro:

“Há quem use tecnologias modernas na produção agrícola e que use métodos tradicionais na agricultura familiar. Uns que plantam com matracas, outros com máquinas colheitadeiras. Vaqueiros que aboiam sobre motocicletas, despidos de gibão e peiteira, reinventando a tradição do aboio e outros que rasgam a Caatinga encourados, com suas armaduras contemporâneas”.

Cânion do rio Poty - Buuti dos Montes (PI)

Além de tudo isto, descrito por este articulista e, melhor ainda, pelo Cícero Félix, nos trabalhos de captação de imagens, a natureza contemplou o Rui Rezende de um espetáculo de beleza ímpar, raro de se ver. É o Rui quem conta no livro:

“Eu estava fazendo fotos das estrelas sobre as dunas (dos lençóis maranhenses) iluminadas com a luz da lua. Quando olhei para o meu lado vi uma montanha estranha, parecia uma nuvem em forma de montanha. Apontei a câmera em direção à ‘montanha’ e quando olhei o resultado da foto fiquei absolutamente surpreso. Tinha um arco-íris na minha foto. O detalhe é que eu não sabia que existia arco-íris à noite, nunca tinha ouvido falar disto. Depois

Arco-íris lunar sobre as dunas dos Lençois Maranhenses - Barreirinhas (MA)

 

fui pesquisar e descobri que um arco-íris lunar com a chuva é realmente um evento raro de ser ver. Essa foto gerou uma reportagem como o registro de um evento raro da natureza”.

Esta mais nova obra de arte do Rui é isto aí e muito mais: é uma viagem àss belezas do coração geográfico do Brasil, dividido entre o Norte e o Nordeste, feita com dedicação e paixão.

Guilherme,Kauã e Gustavo Baixão da Fartura - Anísio de Abreu (PI)

Este livro propõe uma fascinante viagem da Bahia ao Maranhão, passando pelo Tocantins e Piauí, ou vice, em busca de paisagem de um Brasil que vem passando por grandes transformações nos últimos anos. Essa região atualmente é considerada a nova fronteira agrícola do nosso país  e também guarda grandes riquezas naturais e culturais”, diz Rui na apresentação do seu livro.

Grande “Dom” Rui Rezende: se estar na lista de seus amigos é motivo de muita honra para este humilde jornalista e cronista, estar no rol do imenso elenco de amigos e companheiros que contribuíram para a realização de mais esta pérola de sua lavra muito me honra ainda mais.

CERRADO E OUTRAS RIQUEZAS DO MARANHÃO, TOCANTINS, PIAUÍ E DA BAHIA foi realizado e publicado graça ao patrocínio do Grupo AnvantiAgro, Neovita Sementes, Forland Especialidades, Ballagro Agro Tecnologia e Syngenta.

MAKING OF DO LIVRO 

 

 
 
 
 
 
 
 
 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 

 

 

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