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GRIPE AVIÁRIA – Japão se precipita em suspender a compra de carne de frango do Espirito Santo

GRIPE AVIÁRIA – Japão se precipita em suspender a compra de carne de frango do Espirito Santo

Data de Publicação: 28 de junho de 2023 15:12:00 Associação Brasileira de Proteína Animal e Ministério da Agricultura e Pecuária estão atentas ao problema e garantem que a criação de aves comerciais no Brasil segue segura, dentro dos padrões internacionais de sanidade #gripe aviária #influenza aviária #japão suspende compra #japão suspende importação

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O último caso foi registrado em criação de subesistência (Foto ilustrativa: Antônio Oliveira/Arquivo da Cerrado Editora)

 

Por Antônio Oliveira

O Japão se precipitou ao suspender temporariamente as exportações de carne de frango produzida no estado do Espírito Santo. É o que em informa, em nota publicada nesta quarta-feira, 28, mesmo dia da suspensão, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

A suspensão se deu após ocorrência de foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em uma ave de subsistência (fundo de quintal) no município de Serra (ES).

Conforme a entidade corporativa, “a decisão tomada pelas autoridades japonesas não está em linha com as orientações da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), que indica suspensão de comércio apenas em casos registrados em produção comercial”. A ABPA lembra ainda que   “cabe lembrar que a avicultura industrial do Brasil segue sem qualquer registro da enfermidade”

O curioso é que o  Japão, ainda conforme a ABPA, não importa produtos do Espírito Santo.  O estado representa 0,19% do total exportado pelo Brasil, conforme dados de 2022.

Atenta

Sobre o caso registrado nesta terça-feira, 27, no Espírito Santo, a ABPA se manifestou neste mesmo dia, ressaltando “a transparência e a manutenção do trabalho excelência no monitoramento da enfermidade realizado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária e pelas secretarias de Agricultura dos Estados”.

Em sua manifestação, a ABPA lembrou que, “como situação de fundo de quintal, o foco identificado não gera qualquer alteração no status do Brasil como livre da enfermidade perante a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), já que a produção comercial segue sem qualquer registro”.

- Não se espera, portanto, que ocorram quaisquer alterações no fluxo das exportações brasileiras. Também não há qualquer risco ao abastecimento de produtos - disse.

E garantiu  que, segundo todos os órgãos de saúde internacionais, não há qualquer risco no consumo dos produtos.

- Por fim, a ABPA destaca que os protocolos sanitários mantidos pela avicultura industrial do Brasil mantêm-se nos mais elevados padrões de biosseguridade, preservando as unidades produtivas perante a enfermidade – tranquilizou.

No MAPA

Ainda nesta terça-feira, 27, tão logo se teve conhecimento do caso, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou ser esse o primeiro foco detectado em aves domésticas em criação de subsistência desde a entrada do vírus no Brasil, no dia 15 de maio.

- É importante ressaltar que a ocorrência do foco confirmado de IAAP em aves de subsistência não traz restrições ao comércio internacional de produtos avícolas brasileiros. O consumo e a exportação de produtos avícolas permanecem seguros.

O Mapa garantiu que as medidas sanitárias estão sendo aplicadas para contenção e erradicação do foco de IAAP, bem como estão sendo intensificadas as ações de vigilância em populações de aves domésticas na região relacionada ao foco. A depender da evolução das investigações e do cenário epidemiológico, novas medidas poderão ser adotadas pelo Mapa e pelo Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (IDAF) para evitar a disseminação do vírus e proteger a avicultura nacional.

Atualmente, o Brasil conta com 50 focos de IAAP detectados em aves silvestres, nos estados do Espírito Santo, Bahia, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. As atualizações sobre os focos, bem como quais espécies afetadas podem ser consultadas no Painel BI, disponibilizado pelo Mapa.  

As ações de comunicação sobre a doença e as principais medidas de prevenção estão sendo reforçadas com o objetivo de aumentar a conscientização e sensibilizar a população em geral e os criadores de aves, com destaque para a imediata notificação de casos suspeitos da doença e para o fortalecimento das medidas de biosseguridade nos estabelecimentos de produção avícola.

O contato direto, sem proteção adequada, com aves doentes ou mortas deve ser evitado pela população. Todas as suspeitas de IAAP em aves domésticas ou silvestres, incluindo a identificação de aves com sinais respiratórios, neurológicos ou mortalidade alta e súbita, devem ser notificadas imediatamente ao órgão estadual de saúde animal ou à Superintendência Federal de Agricultura e Pecuária por qualquer meio ou pelo e-Sisbravet.

*Com informações da Comunicação do Mapa e da ABPA.

 

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