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Nave espacial e Marte podem contar com projeto brasileiro de cultivo de hortaliças
Data de Publicação: 22 de agosto de 2022 16:32:00 “O protótipo já está pronto e com morangos em produção. Agora o próximo passo é a avaliação dos pré-testes e relatório final” #protótipo #produçãodealimentos #alimentosespacial #PauloHercílioViegas #TeamLTCOP
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Protótipo do módulo (Foto: Divulgação)
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*Redação
Produzir alimentos em outros planetas está cada vez mais próximo de se tornar realidade. É que um grupo de pesquisadores do Laboratório de Cultura de Tecidos de Plantas Ornamentais (LCTPO), da Escola Superior de Agronomia Luis de Queiroz, da Universidade de São Paulo (Esalq/Usp), é finalista de um desafio lançado pela Nasa e Agência Espacial Canadense, que tem o objetivo de produzir alimentos para os tripulantes da estação espacial que tem como destino Marte.
Como equipes norte-americanas e internacionais foram convidados a criar tecnologias ou sistemas alimentares inovadores e revolucionários que exijam insumos mínimos e maximizam a produção de alimentos seguros, nutritivos e palatáveis para missões espaciais de longa duração e que têm potencial para beneficiários como pessoas na Terra. Entre 180 projetos internacionais, o brasileiro ficou entre os 10 selecionados.
- O protótipo já está pronto e com morangos em produção. Agora o próximo passo é a avaliação dos pré-testes e relatório final. Os finalistas e vencedores serão conhecidos no início de 2023 - explica o Prof. Paulo Hercílio Viegas Rodrigues, que lidera o projeto.
A proposta da equipe brasileira, chamada de Team LTCOP (sigla em inglês do laboratório), é produzir alimentos frescos (morango e taioba) nas condições de Marte e em trânsito. No projeto, os painéis verticais podem ser usados para produzir sob luz artificial e restrições operacionais.
- Neste sistema, podemos controlar a nutrição das plantas com a fertirrigação e os níveis de carotenos dos frutos adicionando terpeno ao processo. O laboratório de cultura de tecidos está incluído no sistema para abastecer o banco de germoplasma (mudas). Além disso, o óleo é essencial de laranja para manter as plantas sem pragas e doenças - conta Christian Demetrio, pesquisador do laboratório e membro da equipe.
A produção dos alimentos tem que ser específica para as condições da estação espacial como consumo de energia e água limitada, por exemplo.
- Também há uma quantidade máxima de resíduos que se pode gerar e elementos voláteis tem que ser evitados - conta Demétrio.
O tamanho do módulo é um desafio para verticalizar a produção, que será feito no sistema de semi-hidroponia e com variedades adaptadas de morango. No período de seis meses, estimado para a viagem a Marte, o módulo consegue produzir morangos para o consumo de até três pessoas. Também é necessário ter um número de horas de trabalho limitado para manutenção e colheita dos alimentos por tripulação.
A construtora WBGI disponibilizou R$ 100 mil para a construção do protótipo, que é uma exigência das regras do concurso.
- Além disso, estamos dando o suporte administrativo e financeiro para que o projeto se torne uma startup, mesmo porque o concurso determina que os projetos virem negócios adaptados para produzir alimentos em terra também - explica Joaquim Cunha, sócio do WBGI.
Mais informações sobre o desafio estão disponíveis em https://www. deepspacefoodchallenge.org/
*Fonte: Assessoria de Imprensa do projeto.
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