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No oeste da Bahia, colheita de milho de sequeiro chega ao seu final e produtores começam a colher o irrigado

No oeste da Bahia, colheita de milho de sequeiro chega ao seu final e produtores começam a colher o irrigado

Data de Publicação: 13 de julho de 2022 15:19:00 A produtividade do milho na safra 2021/22 teve uma redução em torno de 10%. Porém, foi compensada pela ampliação da área, em 24% proporcionando um aumento de produção de 9,8%

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A produtividade do milho na safra 2021/22 teve uma redução em torno de 10% (Foto: Ascom/Aiba)

 

*Redação

Os produtores rurais do oeste da Bahia estão concluindo a colheira de milho sequeiro e iniciando a colheita do irrigado. O cultivo dogrão é o segundo mais importante da região e do Brasil. De acordo com dados do segundo levantamento realizado pelo Conselho Técnico da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), foram plantados 210 mil hectares de milho na região, com produtividade em torno de 170 sacas por hectare e o volume total de 1.93 milhão de toneladas do grão na safra 2021/2022.

- O milho teve um início de ano muito bom, mas sofreu excesso de chuva, o que contribuiu para o aumento de doenças ocasionadas pela alta umidade, além da perda de nutrientes, o que possibilitou consequentemente a diminuição do que era esperado - explica o gerente de agronegócio e infraestrutura da Aiba, Luiz Stahlke.

Ainda conforme ele, a produtividade do milho na safra 2021/22 teve uma redução em torno de 10%. Porém, foi compensada pela ampliação da área, em 24% proporcionando um aumento de produção de 9,8%.

Apesar da queda na produtividade registrada neste ano - de 180 para 170 sacas/ha -, por conta dos fatores supracitados, há boas perspectivas para o cultivo do milho no Brasil. Isto ainda depende da manutenção dos preços do cereal no mercado de commodities e os efeitos da redução da oferta de grãos relacionada à crise na Ucrânia.

A Aiba ressalta que parte do milho produzido no Brasil, segundo a Conab, é destinada à exportação, tendo como principais compradores,  em 2020: Irã (4,4 milhões/t), Japão (4,2) e Vietnã (3,7), segundo informações fornecidas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

- Mas o mercado interno absorve parte significativa da produção, que é utilizada na nutrição de aves, suínos e bovinos. Além do produto em grão, a agroindústria brasileira transforma e exporta o milho como amidos, féculas, farinhas de cereais, grumos, sêmolas e pellets de cereais. 

 

 

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