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Raízen recebe maior peça para a operação de E2G, concluindo 50% das obras na planta de Guariba (SP)
Data de Publicação: 30 de setembro de 2022 15:07:00 O "Reactor" de pré-tratamento, que possui 13 metros de comprimento e pesa aproximadamente 55 toneladas, é a maior peça em peso da unidade #raízen #peça #reactor #e2g #etanol de segunda geração
Redação
A Raízen, empresa integrada de energia e referência global em bioenergia, recebe nesta sexta-feira, 30, o maior equipamento da planta dedicada à produção de Etanol de Segunda Geração (E2G), marcando a conclusão de 50% das obras da unidade, localizada no Parque de Bioenergia Bonfim, em Guariba, no interior de São Paulo. O "Reactor" de pré-tratamento, que possui 13 metros de comprimento e pesa aproximadamente 55 toneladas, é a maior peça em peso da unidade, que está prevista para ser concluída em 2023. Com tecnologia e engenharia feita com exclusividade para a companhia, o equipamento possui fabricação totalmente nacional, tendo sido produzido pela Dedini, empresa de equipamentos industriais com sede em Piracicaba (SP), com uma liga metálica especial importada da Alemanha.
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O reator, juntamente com a rosca prensa (Screw press) e o aquecedor (Speed Heater), são responsáveis pelo início da transformação da biomassa em E2G (Foto: Rayzen)
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como tecnologia única e exclusiva da Raízen e a chegada desse equipamento representa um marco para o Parque de Bioenergia Bonfim - comemora Luciano Zamberlan, gerente de projetos da Raízen.
Ainda conforme ele, com essa entrega, a empresa supera o ponto mais crítico do início do projeto, que era a fabricação dos equipamentos, e conquista uma das principais dificuldades do pré-tratamento para o processo de produção do E2G.
Ao todo, a peça percorrerá 204km de Piracicaba à Guariba.
A partir de 2024, a Raízen se consolidará como o único produtor mundial a operar quatro plantas de etanol celulósico em escala industrial, concretizando o plano estratégico de expansão e ampliando o portfólio de soluções renováveis da companhia. Além da planta em construção em Guariba, desde a safra 2014/15 a companhia já opera outra unidade dedicada à produção de E2G no Parque de Bioenergia da Costa Pinto, em Piracicaba (SP). Em maio deste ano, a empresa anunciou R$2 bilhões em investimentos para a construção de duas novas plantas dedicadas à produção do biocombustível nos Parques de Bioenergia Univalem, em Valparaíso (SP), e Barra, em Barra Bonita (SP). As quatro plantas deverão estar operacionais entre 2023 e 2024 e terão uma capacidade total de aproximadamente 280 milhões de m³ por ano, dos quais 80% já foram comercializados em contratos de longo prazo.
Segundo Sergio Leme, VP Executivo da Dedini, participar do processo de fabricação dos equipamentos E2G e do projeto do pré-tratamento significa somar sinergias operacionais e logísticas, além de contribuir para o fortalecimento da cadeia de suprimentos nacional.
- A fabricação dos equipamentos foi um desafio importante e inovador na história de 102 anos da Dedini. Nos orgulhamos em fazer parte deste projeto pioneiro e temos certeza que o comprometimento das equipes envolvidas foi chave do sucesso desta operação.
O E2G é produzido a partir de uma tecnologia proprietária da companhia, utilizando como insumo o bagaço da cana-de-açúcar, biomassa extraída do processamento da cana e produção do etanol de primeira geração (1G) e açúcar. Sendo um biocombustível avançado, ele tem potencial de elevar em cerca de 50% a capacidade de produção de etanol da Raízen sem adicionar nenhum hectare de terra a mais. Além disso, sua produção resulta em uma molécula com significativa redução de emissão de CO2, abaixo do etanol convencional. Isso torna o E2G um produto chave na transição energética, podendo ser usado para diversos fins além da mobilidade, oferecendo diversas soluções para aplicação industrial -- como matéria-prima para produção de plástico verde, por exemplo.
Como uma empresa one-stop shop em soluções de energia e uma das pioneiras na aplicação do conceito de economia circular, além da produção de etanol de primeira e segunda geração, a Raízen também possui plantas de produção de biogás, biometano, energia solar e outras fontes renováveis em operação e construção. Até 2030, a companhia possui metas para reduzir a pegada de carbono ao longo da cadeia de produção do etanol e açúcar em 20% e aumentar em 80% a produção de energia renovável.
*Com informações da assessoria de imprensa da Raízen.
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