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SAFRA ][ Tocantins inicia colheita da segunda safra com boas perspectivas

SAFRA ][ Tocantins inicia colheita da segunda safra com boas perspectivas

Data de Publicação: 10 de junho de 2026 10:27:00 Favorecido pelo clima, estado prevê produzir 2,29 milhões de toneladas de milho e expande o gergelim e o feijão-mungo voltados à exportação.

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Resumo

O Tocantins deu início à colheita de segunda safra respaldado pelo 8º Levantamento da Conab. O milho responde por mais de 23% da produção de grãos do estado, que projeta colher um total de 9,94 milhões de toneladas no ciclo atual.

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Da redação

O Tocantins iniciou a colheita das culturas de segunda safra com perspectivas altamente positivas para o setor agropecuário local. O milho, o gergelim e o feijão-mungo vêm consolidando sua importância estratégica dentro dos sistemas produtivos estaduais, ampliando a diversificação agrícola, fortalecendo a pauta de exportações e contribuindo diretamente para o incremento da geração de renda no campo. De acordo com os dados oficiais do 8º Levantamento da Safra 2025/2026, divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), as condições climáticas registradas ao longo do ciclo favoreceram o desenvolvimento das lavouras, especialmente nas principais regiões produtoras, garantindo ótimas expectativas de rendimento e qualidade.

Milho segunda safra deve somar 2,29
milhões de toneladas (Foto: Seagro/TO)
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Entre os principais destaques econômicos está o milho segunda safra, que ocupou uma área de aproximadamente 441,6 mil hectares nesta temporada. A produção estimada para o cereal é de 2,29 milhões de toneladas, montante que representa mais de 23% de toda a produção tocantinense de grãos. O cultivo consolida-se como a principal alternativa de sucessão agrícola para os produtores logo após a retirada da soja, posicionando o Tocantins entre os polos de maior relevância no contexto do MATOPIBA. Para o secretário da Agricultura e Pecuária do Estado, Fred Sodré, o resultado reflete o amadurecimento da região como fronteira agrícola e atesta a capacidade dos produtores de expandir a produtividade combinando tecnologia, investimentos privados e políticas públicas integradas à sustentabilidade e à conservação dos solos.

Paralelamente ao milho, outras culturas ganham espaço com foco no mercado internacional. É o caso do gergelim que, mesmo registrando uma ligeira redução na área semeada, deve atingir uma produção de 48,5 mil toneladas, mantendo o estado como uma fronteira de expansão para a cultura no Brasil. O produto atende à crescente demanda por ingredientes naturais de países asiáticos e do Oriente Médio, incluindo nações como China, Índia, Japão e Coreia do Sul. Já o feijão-mungo, inserido nas estatísticas da segunda safra de feijão, atrai o interesse dos agricultores por apresentar ciclo de desenvolvimento curto, menor custo de produção e alto apelo de exportação para a indústria alimentícia da Ásia, onde é amplamente consumido.

De acordo com o engenheiro agrônomo da Seagro e professor Thadeu Teixeira Júnior, a diversificação observada no campo traz benefícios agronômicos fundamentais, como a produção de palhada para o sistema de plantio direto e a viabilização da integração lavoura-pecuária. Teixeira Júnior destaca ainda que o milho ganhará ainda mais relevância socioeconômica nos próximos anos devido aos novos projetos de agroindustrialização em andamento no estado. A instalação de novas usinas de etanol de milho passará a gerar uma demanda interna firme e permanente pela matéria-prima, agregando valor à produção local e estimulando investimentos em armazenagem e logística. Ao projetar uma produção total de 9,94 milhões de toneladas de grãos para o encerramento do ciclo 2025/2026 — um crescimento superior a 8% em comparação à safra anterior —, o Tocantins reafirma sua solidez no cenário macroeconômico brasileiro.

 

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