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INFLUENZA AVIÁRIA: Brasil enfrenta desafios na defesa agropecuária, diz Anffa Sindical
Data de Publicação: 16 de maio de 2025 14:28:00 Primeiro foco de IAAP em granja comercial no Brasil destaca a urgência de investimentos e expansão na defesa sanitária. Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e a Associação Gaúcha de Avicultura (ASGAV) emite nota.
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Anffa Sindical defende ampliação do quadro de profissionais que
estarão na linha de frente contra o vírus (Foto: Anffa Sindical)
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Da redação
A detecção do primeiro foco de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) em uma granja comercial no Brasil, localizada em Montenegro (RS), evidencia a urgente necessidade de investimentos em defesa agropecuária, ressaltada o Sindicato dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical). Esta é a primeira vez que a doença é registrada em uma unidade produtora de aves comerciais no país, o que acende um alerta sobre a vulnerabilidade das estruturas brasileiras diante de riscos sanitários complexos. Nesse cenário crítico, é vital aumentar o número de profissionais na linha de frente contra o vírus.
A influenza aviária é altamente contagiosa e pode causar danos severos à avicultura, um setor em que o Brasil figura como líder mundial. Em 2024, as exportações de carne de frango alcançaram um recorde de 5,294 milhões de toneladas, representando um aumento de 3% em relação ao ano anterior, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). A introdução da IAAP no setor produtivo pode resultar em perdas econômicas significativas, comprometer a segurança alimentar e prejudicar a imagem sanitária do Brasil no exterior.
Diante do foco identificado, medidas do plano de contingência para influenza aviária serão acionadas, incluindo o isolamento da área afetada e o sacrifício sanitário das aves. No entanto, o Anffa Sindical alerta que a falta de auditores fiscais federais agropecuários compromete a capacidade de resposta do Brasil face ao risco de disseminação da doença.
Atualmente, o número de profissionais ativos está aquém do necessário para lidar com a demanda crescente, especialmente em um contexto de exportações em alta e aumento do fluxo agropecuário. Portanto, o sindicato solicita a convocação imediata dos aprovados no concurso público unificado realizado no ano passado, incluindo os candidatos do cadastro reserva.
Além de fortalecer a força de trabalho, o Anffa Sindical enfatiza a importância da modernização da infraestrutura de defesa agropecuária, com renovação da frota de veículos e aquisição de novos equipamentos essenciais para a resposta rápida a crises sanitárias.
- O enfraquecimento da inspeção pública coloca em risco a reputação construída ao longo de décadas e compromete a saúde da população. O Brasil precisa de uma defesa agropecuária robusta, pública e estruturada para lidar com os desafios sanitários que se apresentam - alerta Janus Pablo Macedo, presidente da entidade.
Alerta
De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), as ações de contenção do foco já começaram, visando erradicar a doença e manter a capacidade produtiva do setor, assegurando o abastecimento interno e a segurança alimentar. Contudo, o sindicato expressa preocupação com um movimento da pasta para transferir à iniciativa privada responsabilidades que cabem ao Estado, como a inspeção de animais destinados ao abate. Esta situação se torna ainda mais alarmante nesse momento.
A proposta da Portaria nº 1.275/2025, atualmente em consulta pública, permitiria que frigoríficos contratassem diretamente os médicos veterinários responsáveis pela inspeção, levantando sérios conflitos de interesse e comprometendo a credibilidade do sistema de controle sanitário nacional. O Anffa Sindical denunciou essa proposta ao Ministério Público Federal (MPF), alegando que ela contém falhas e abre espaço para omissões, fraudes e perda de confiança nos produtos brasileiros no mercado internacional.
- Reconhecemos que os prejuízos para as granjas serão imensos, mas é essencial agir com rigor e eficiência. O controle sanitário deve ser feito por servidores de carreira, com estabilidade e prerrogativas para proteger a sociedade e os interesses do país — não apenas as empresas. É urgente aumentar o efetivo para garantir um trabalho eficaz - conclui Macedo.
Apesar das limitações impostas pela falta de investimentos, o Anffa Sindical garante que os auditores fiscais federais agropecuários continuam firmes na linha de frente para conter a influenza aviária. Os profissionais da carreira não pouparão esforços para proteger a avicultura nacional, mas é crucial que o governo federal assegure as condições necessárias para um trabalho eficaz.
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Influenza aviária é altamente contagiosa e tem impactos
devastadores para a avicultura (Foto: Anffa Sindical)
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Nota oficial da ABPA e da ASGAV
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e a Associação Gaúcha de Avicultura (ASGAV) reafirmam a total transparência do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) do Rio Grande do Sul em relação ao foco do vírus H5N1 identificado em uma granja no município de Montenegro (RS). As entidades garantem que todas as medidas de contenção estão sendo rapidamente implementadas, ressaltando que a situação está sob controle e que não há riscos para os consumidores.
Leia a seguir a nota da ABPA
“Com relação à identificação de foco de H5N1 em uma granja de aves do município de Montenegro (RS), a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e a Associação Gaúcha de Avicultura (ASGAV) ressaltam a total transparência do Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil, juntamente com a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) do Rio Grande do Sul em relação à identificação, comunicação e contenção da situação, que é pontual.
A ABPA e a ASGAV estão apoiando o MAPA e a Seapi neste processo. Todas as medidas necessárias para o contingenciamento da situação foram rapidamente adotadas, e a situação está sob controle e monitoramento dos órgãos governamentais.
Ao mesmo tempo, as entidades confiam na rapidez das tratativas que serão adotadas pelo Ministério e pela Secretaria em todos os níveis, de tal forma que qualquer efeito decorrente da situação seja solucionado no menor prazo possível.
Por fim, a ABPA e a ASGAV lembram que a situação em questão - assim como qualquer outra ocorrência da enfermidade em aves - não representa qualquer risco ao consumidor final”.
- Influenza Aviária
- Defesa Agropecuária
- Auditoria Fiscal
- Segurança Alimentar
- Brasil
- Nota da ABPA
- Nota da Asgav
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