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CERRADO BAIANO ][ Do algodão ao cacau, uma nova fronteira agrícola impulsiona o agronegócio brasileiro
Data de Publicação: 7 de julho de 2025 15:17:00 Com produtividade recorde e tecnologia de ponta, o cacau do Cerrado baiano surge como a próxima grande força do agronegócio nacional, repetindo o sucesso da cotonicultura na região.
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| Cacau, nova aposta que está se tornando num caso de sucesso (Foto: Aiba) |
Da redação
Há pouco mais de 20 anos, o algodão era uma aposta incerta no Cerrado baiano. Contudo, graças a investimentos em pesquisa, desenvolvimento de cultivares adaptadas ao clima e solo da região, e a persistência dos produtores rurais, a Bahia se tornou o segundo maior produtor nacional da fibra. Esse sucesso transformou o Brasil de importador a maior exportador mundial de algodão.
Atualmente, o mesmo Cerrado baiano que se tornou referência na cotonicultura nacional vivencia um novo marco: o rápido avanço da cultura do cacau. Introduzida na região há apenas sete anos, a cacauicultura já apresenta índices de produtividade muito superiores à média mundial, consolidando-se como a próxima grande força produtiva do agronegócio brasileiro.
Para Moisés Schmidt, presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), o paralelo é inevitável.
- O que estamos vendo com o cacau hoje lembra muito o início da cotonicultura no Oeste. Uma cultura desafiadora, que exige adaptação e conhecimento técnico, mas que encontrou no Cerrado baiano as condições ideais para se desenvolver. Assim como o algodão, o cacau tem potencial para colocar a Bahia e o Brasil em uma nova posição de destaque mundial", afirma.
Produtividade e diferenciação: um cacau para o futuro
Diferente do cacau tradicional cultivado em áreas de sombra, o modelo adotado no Cerrado é regenerativo, plantado a pleno sol em pastagens degradadas, com o uso intensivo de tecnologia, irrigação e manejo de precisão. Os resultados são impressionantes: produtores já colhem entre 150 e 250 arrobas por hectare, uma produtividade que ultrapassa dez vezes a média nacional.
Além disso, a baixa perecibilidade da amêndoa — que pode ser armazenada por até seis meses sem perda de qualidade — e o potencial de cultivo em pequenas áreas com alta tecnologia tornam o cacau uma cultura acessível tanto a pequenos quanto a grandes produtores. As condições climáticas da região, com estações bem definidas e abundância de recursos hídricos, aliadas à boa fertilidade do solo, criam o ambiente perfeito para o crescimento da cultura, favorecendo também a adoção de sistemas sustentáveis, como agroflorestas e integrações.
Diversificação produtiva e expansão territorial
Com os bons resultados, a cacauicultura já se expande para municípios como Riachão das Neves, Luís Eduardo Magalhães, Barreiras, São Desidério, Formosa do Rio Preto e o vale do rio Corrente e São Francisco, consolidando um novo polo de produção de cacau no Brasil. Essa diversificação representa um novo eixo econômico e uma estratégia de resiliência produtiva para os agricultores da região.
- Estamos construindo uma nova fronteira para o cacau, com qualidade, tecnologia e sustentabilidade. Esse movimento beneficia toda a cadeia produtiva, abre portas para novos mercados e fortalece a imagem da Bahia como potência agrícola - destaca Moisés Schmidt.
Evento nacional reforça protagonismo da região
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| O algodão foi um grande desafio para o Cerrado baiano (Foto: Aiba) |
Para celebrar esse novo momento e aprofundar o debate técnico sobre o cultivo, a Aiba realiza, entre os dias 10 e 12 de julho, a quarta edição da Cacauicultura 4.0, considerado o maior evento do setor no Brasil.
A programação inclui a abertura oficial em Barreiras, um ciclo de palestras técnicas no dia 11, no Parque Natural Engenheiro Geraldo Rocha, e o Dia de Campo na Fazenda Santa Helena, em Riachão das Neves, no dia 12. Este último contará com visitas a lavouras irrigadas, demonstrações tecnológicas e troca de experiências entre produtores e especialistas.
O evento conta com o apoio das prefeituras de Barreiras e Riachão das Neves, Governo do Estado da Bahia, Governo Federal, e de importantes parceiros do setor, como Rain Bird, BioBrasil, Netafim, Casa da Lavoura, Centro de Inovação do Cacau (CIC), TRF, Ceplac e Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC).
Serviço
Data: 10 a 12 de julho de 2025
Locais: Barreiras e Riachão das Neves (BA)
Inscrições: https://cacau.wiesoo.com/
ou https://www.sympla.com.br/evento/cacauicultura-40/2973316
Cacau, Oeste da Bahia, Cerrado, Agronegócio, Produtividade, Cacauicultura 4.0, Aiba, Algodão, Matopiba, Sustentabilidade, Tecnologia Agrícola, Irrigação, Moisés Schmidt.
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