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AGRONEGÓCIO AMAZÔNICO ][ Produção de açaí cresce 68% e exige ação coordenada para sustentabilidade

AGRONEGÓCIO AMAZÔNICO ][ Produção de açaí cresce 68% e exige ação coordenada para sustentabilidade

Data de Publicação: 4 de novembro de 2025 15:17:00 Novo estudo Amazônia 2030 revela o momento decisivo do açaí: o Brasil produziu 1,93 milhão de toneladas em 2023, mas a expansão acelerada gera riscos logísticos, sociais e ambientais que ameaçam a liderança do Pará.

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Da redação

Um novo relatório do projeto Amazônia 2030, intitulado "Mesas Executivas de Exportação: O Panorama do Açaí", lança luz sobre o crescimento notável e os desafios urgentes do setor de beneficiamento e exportação do açaí na Amazônia. O estudo aponta que o fruto, símbolo da bioeconomia regional, vive uma fase de expansão acelerada e forte valorização internacional, que exige coordenação imediata entre produtores, governo e sociedade civil para mitigar riscos crescentes.

A produção industrial de polpas cresceu 17
vezes em uma década (Foto: Embrapa)
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Produzido pelos pesquisadores Salo Coslovsky, Manuele Lima e Amanda Martins, o levantamento servirá de base para a criação da Mesa Executiva de Beneficiamento do Açaí, uma iniciativa articulada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade do Pará (Semas-PA).

Os dados revelam o dinamismo do setor:

  • O Brasil produziu 1,93 milhão de toneladas de açaí em 2023, um aumento de 68% desde 2015.

  • A produção industrial de polpas cresceu 17 vezes em uma década.

  • Em 2024, as exportações atingiram US$ 140 milhões, com o produto brasileiro presente em mais de 30 países.

O Pará mantém a liderança, respondendo por cerca de 80% da produção nacional, concentrada em Belém e no arquipélago do Marajó. Embora essa concentração gere vantagens competitivas, ela também expõe o setor a riscos logísticos, trabalhistas e ambientais que podem comprometer sua sustentabilidade a longo prazo.

Oportunidades e desafios estratégicos

O estudo identifica três oportunidades-chave:

  1. Aumentar a produtividade agrícola: Elevando o rendimento por hectare (hoje em torno de 7t/ha no Pará) para até 15t/ha com manejo tecnificado.

  2. Ampliar a fatia exportadora: Que hoje representa apenas 2,5% a 4,5% da produção total.

  3. Fortalecer a coordenação setorial: Para reduzir custos, elevar a qualidade e proteger o mercado da crescente concorrência de países como Colômbia, Peru e Equador.

O Brasil produziu 1,93 milhão de toneladas de açaí
em 2023, um aumento de 68% desde 2015 (Foto: Embrapa)
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Em contrapartida, seis desafios estruturais precisam ser enfrentados: condições de trabalho precárias, pressões ambientais ("açaização" de áreas), lacunas regulatórias (insegurança tributária e sanitária), ausência de monitoramento de safra, necessidade de inovação tecnológica e a redução do acesso ao fruto pela população local, pressionada pela alta dos preços.

Segundo o pesquisador Salo Coslovsky, o setor deve transformar seu sucesso em uma diferenciação sustentável por meio de ação coletiva.

- A Mesa Executiva pode coordenar esforços, definir padrões de qualidade e consolidar o açaí como referência global em produto florestal sustentável - conclui.

Açaí, Amazônia 2030, Bioeconomia, Pará, Exportação, Agricultura, Sustentabilidade, Semas

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