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ESPECIAL CONGRESSO ABRAMILHO (I) ][ Brasília sedia debate sobre milho, geopolítica e crédito no agro

ESPECIAL CONGRESSO ABRAMILHO (I) ][ Brasília sedia debate sobre milho, geopolítica e crédito no agro

Data de Publicação: 13 de maio de 2026 16:54:00 4º Congresso da Abramilho reúne vice-presidente Alckmin, embaixador da China e lideranças para discutir biotecnologia e segurança alimentar no país.

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Resumo

o 4º congresso da Abramilho reuniu em Brasília cúpula do governo e do agronegócio para debater os desafios do setor. Os painéis focaram em crédito rural, parcerias estratégicas com a China e a consolidação do Brasil como maior exportador mundial, além de destacar o sorgo como fronteira para o etanol.

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Vice-presidente Alkimin e Ministro André de Paulo
estiveram no evento (Foto: Antônio Oliveira/Cerrado Rural Agro)
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Por Antônio Oliveira  

Brasília voltou a ser o centro das atenções do setor produtivo neste 13 de maio, ao sediar a quarta edição do Congresso da Abramilho. Com o salão do Unique Palace lotado por produtores, lideranças do agro e políticas e cerca de 100 jornalistas brasileiros e estrangeiros, o evento contou com a presença do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin; do ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula; da senadora Tereza Cristina e do embaixador da China, Zhu Qingqiao, além do presidente da FPA, Pedro Lupion.

Na abertura, o diretor executivo da Abramilho, Glauber Silveira, pontuou a urgência de avanços no Plano Safra para garantir segurança e previsibilidade ao campo. No primeiro painel, o vice-presidente Alckmin ouviu as demandas do setor e sinalizou a criação de um fundo garantidor para ampliar o acesso ao financiamento. O governo também confirmou o avanço do percentual de etanol na gasolina de 30% para 32%, celebrando o sucesso do etanol de milho. O presidente da Abramilho, Paulo Bertolini, apresentou o sorgo como a nova fronteira para o setor energético, destacando sua tolerância à seca e baixo custo em janelas de plantio estreitas.

A senadora Tereza Cristina descreveu o cenário atual como uma "tempestade perfeita", citando a queda nas commodities e juros elevados, enquanto Pedro Lupion defendeu o custeio privado como complemento ao crédito público. O debate contou ainda com Daniel Carrara (CNA/SENAR), Tania Zanella (IPA/OCB) e Luiz Pedro Poletti Bier (Aprosoja-MT). No segundo painel, o embaixador Zhu Qingqiao defendeu a ciência como caminho para a agricultura moderna, reforçando que Brasil e China são parceiros estratégicos que devem "remar na mesma direção". Glauber Silveira manifestou a expectativa de um protocolo de reconhecimento mútuo de biotecnologias entre os dois países.

Primeiro painel contou com a presença de Teresa Cristina,
Pedro Lupion, Alkimin e Andre de Paula (Foto: Antônio Oliveira)
 
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O encerramento tratou de geopolítica e proteção do agro. O secretário Luís Rua (Mapa) afirmou que o Brasil deve consolidar este ano sua posição como maior exportador agropecuário do mundo, superando os Estados Unidos. Contudo, Sueme Mori (CNA) alertou para o crescimento do protecionismo e das barreiras comerciais. A dependência de insumos externos, especialmente nitrogenados, foi apontada como vulnerabilidade por Arene Trevisan (JBS) e reforçada por Grace Tanno (MRE). O Cerrado Rural Agro realizou a cobertura presencial do congresso e prepara uma série de conteúdos exclusivos, incluindo entrevistas com Paulo Bertolini e Pedro Lupion, com nova matéria prevista para esta quinta-feira, 14.

 

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