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CIÊNCIA E INOVAÇÃO ][ UFMG cria fertilizante orgânico a partir de resíduos do agro
Data de Publicação: 29 de maio de 2026 15:56:00 Desenvolvido com sobras da cana, olivicultura e pecuária leiteira, novo adubo reduz emissão de gases e acelera o crescimento de plantas no solo.
Resumo
Pesquisadores da UFMG desenvolveram um fertilizante orgânico sustentável que reaproveita resíduos agroindustriais. O produto, que visa reduzir a emissão de óxido nitroso no campo, entra em fase de testes em lavouras antes da escala comercial.
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Da redação
Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) estão desenvolvendo fertilizantes orgânicos mais sustentáveis e significativamente menos prejudiciais ao meio ambiente. Conduzido pelo grupo de pesquisa em solo e águas subterrâneas da instituição, o estudo tem como meta central reduzir a liberação de gases de efeito estufa na atmosfera. Atualmente, o setor agrícola figura entre os
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Adubo sustentável eleva a umidade do solo
(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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principais emissores globais devido ao amplo uso de compostos que espalham o óxido nitroso — um gás cujo impacto aquecedor é 300 vezes mais prejudicial à atmosfera do que o próprio gás carbônico.
A inovação proposta pelos cientistas mineiros baseia-se no conceito de economia circular, utilizando como matéria-prima resíduos da pecuária leiteira, da olivicultura e da agroindústria da cana-de-açúcar. O professor do Departamento de Engenharia Sanitária Ambiental da UFMG, Vitor Moreira, explica que a iniciativa nasceu da necessidade de dar uma destinação nobre a efluentes líquidos e sólidos que costumam ser descartados incorretamente.
- Quando nós olhamos para esses materiais e fizemos a sua caracterização, identificamos que eles apresentavam um alto teor de nutrientes. Daí surgiu a ideia: por que não transformar esses resíduos em fertilizantes? - aponta o coordenador.
Os primeiros testes em laboratório e estufas já demonstraram resultados altamente positivos tanto na estrutura do solo quanto no desenvolvimento vegetal. Segundo Moreira, as fórmulas sintetizadas foram aplicadas experimentalmente em culturas de alface, oliveiras e plantas destinadas à alimentação de gado. O monitoramento apontou um crescimento acelerado das plantas, maior retenção de umidade na terra e o estímulo à biodiversidade de microrganismos benéficos no solo, um indicador essencial de saúde e fertilidade da área cultivada.
Com os resultados iniciais consolidados, a equipe da UFMG agora busca captar recursos financeiros junto a empresas do setor privado e à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). O objetivo do aporte é iniciar a fase de testes práticos de larga escala diretamente em lavouras e culturas comerciais. Pelo cronograma oficial da pesquisa, o fertilizante passará por esse criterioso período de avaliação de campo antes de receber o aval final para ser fabricado em escala industrial e comercializado no mercado — um processo estimado para ocorrer em cerca de 36 meses.
*Fonte: UFMG/Salete Sobreira e Roberta Lopes
Fertilizantes Orgânicos | Sustentabilidade no Campo | Economia Circular | UFMG | Gases de Efeito Estufa | Inovação Tecnológica
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