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CUSTOS DE TRANSPORTE ][ Frete agrícola segue em alta puxado por safra recorde de grãos
Data de Publicação: 1 de julho de 2026 10:32:00 Mesmo após o pico da primeira safra, Boletim Logístico da Conab aponta manutenção dos preços em níveis elevados nas principais rotas do país.
Resumo
A colheita recorde de grãos, com destaque para a soja, mantém os preços dos fretes rodoviários elevados nas principais rotas do país. Segundo o Boletim Logístico de junho da Conab, o mercado continua aquecido devido à forte pressão logística, mesmo no período de transição para a segunda safra.
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Da redação
A perspectiva de uma colheita de safra recorde mantém os preços de transporte de produtos agrícolas em patamares elevados em importantes rotas do país. De acordo com a edição de junho do Boletim Logístico, publicada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a conjuntura de mercado dos fretes rodoviários foi de continuidade no quadro de aquecimento, contrariando a previsão sazonal de queda após o encerramento do pico da primeira safra, como a da soja.
O superintendente de Logística Operacional da Conab, Thomé Guth, explica que o momento atual deveria apresentar recuo nos valores devido ao intervalo que antecede a intensificação do escoamento da segunda safra. Contudo, a produção recorde de soja, que registrou um aumento de 8,8 milhões de toneladas sobre o ciclo anterior, sustenta uma forte pressão logística e estabiliza os preços em patamares muito próximos aos registrados no auge do escoamento, entre fevereiro e março.
Em Mato Grosso e no Paraná, os preços oscilaram próximos à estabilidade, mas seguem elevados — em solo paranaense, o cenário é agravado pela alta do óleo diesel S-10, cotado em média a R$ 6,38 por litro. Mato Grosso do Sul também manteve a tendência de sustentação de preços devido ao fluxo firme de negociações externas. No Distrito Federal, o frete agrícola registrou alta moderada impulsionada pelo custo do combustível. Já no Maranhão, onde a colheita da soja atingiu 92% da área e a do milho chegou a 27%, o escoamento direcionado ao Porto do Itaqui gerou um aumento de 1,20% nos fretes entre abril e maio.
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Rodovia no Cerrado baiano (Foto: Antônio Oliveira/Arquivo do CRA)
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Em contrapartida, os estados de Goiás, Bahia e Piauí registraram arrefecimento na demanda rodoviária devido ao calendário agrícola de entressafra. No Piauí, a queda nas exportações de soja recuou o volume embarcado em 22% (64 mil toneladas em termos absolutos). São Paulo também seguiu em baixa, reflexo da redução nos custos do diesel e da desaceleração da demanda industrial.
No balanço das exportações acumuladas até maio, os embarques de milho atingiram 7,5 milhões de toneladas, superando os 6,1 milhões registrados no mesmo período do ano anterior, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Os portos do Arco Norte lideraram o escoamento do cereal com 33,5% do total, seguidos por Santos (26,5%), Rio Grande (19,5%) e Paranaguá (9,6%). Nas exportações de soja, o volume acumulado chegou a 55,1 milhões de toneladas, tendo o Arco Norte como principal saída (38,5%), seguido de perto por Santos (36,8%), Paranaguá (14,2%) e São Francisco do Sul (4,5%).
O setor de insumos registrou em maio as menores internalizações de fertilizantes para o período desde 2022. De janeiro a maio, as importações somaram 15,05 milhões de toneladas, contra 15,27 milhões no mesmo intervalo anterior. O recuo é motivado pelos elevados custos do insumo, tensões geopolíticas no Oriente Médio e a confirmação do fenômeno climático El Niño, que deve ganhar intensidade no segundo semestre, trazendo incertezas para o regime de chuvas global.
As análises completas sobre o comportamento dos fretes e a movimentação dos estoques públicos estão disponíveis no Boletim Logístico - Junho/2026.
Logística Agrícola — Frete Rodoviário — Conab — Exportação de Grãos
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