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ENTREVISTA: O legado que Odacil Ranzi deixa na Aiba: duas gestões de pleno desenvolvimento do agronegócio e de ESG

ENTREVISTA: O legado que Odacil Ranzi deixa na Aiba: duas gestões de pleno desenvolvimento do agronegócio e de ESG

Data de Publicação: 11 de dezembro de 2024 05:48:00 Nesta entrevista exclusiva, Odacil Ranzi reflete sobre suas gestões na Aiba, destacando conquistas em infraestrutura, inovação tecnológica e inclusão social. Ele, que fez uma das gestões mais produtivas da associação, expressa confiança em seu sucessor, Moisés Schmidt, e compartilha uma visão otimista para o futuro do agronegócio na Bahia, enfatizando a importância de parcerias e práticas sustentáveis.

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 Nesta entrevista exclusiva, Odacil Ranzi reflete sobre suas gestões na Aiba, destacando conquistas em infraestrutura, inovação tecnológica e inclusão social. Ele, que fez uma das gestões mais produtivas da associação,  expressa confiança em seu sucessor, Moisés Schmidt, e compartilha uma visão otimista para o futuro do agronegócio na Bahia, enfatizando a importância de parcerias e práticas sustentáveis.

 

Odacil Ranzi e a sede da Aiba no Complexo Bahia Farm Show, uma de suas
obras na gestão da da associação
(Fotos: Ascom/Aiba, com montagem de Antônio Oliveira)

Por Antônio Oliveira

Na entrevista, Odacil Ranzi destaca sua gestão à frente da Aiba como um período de grande empreendedorismo e inovação. Com foco na construção de infraestrutura robusta, ele liderou projetos que transformaram a realidade do agronegócio na Bahia. A organização da Bahia Farm Show, um dos principais eventos do setor, foi um marco em sua administração, promovendo a troca de conhecimentos e a visibilidade das inovações agrícolas. Além disso, Ranzi enfatiza as ações do Fundesis, que contribuíram significativamente para a inclusão social e o desenvolvimento sustentável na região. Sua visão proativa e a busca por parcerias estratégicas foram fundamentais para fortalecer o setor agrícola, preparando-o para os desafios futuros. Com a confiança em seu sucessor, Moisés Schmidt, Ranzi expressa otimismo em relação à continuidade das inovações e ao potencial de crescimento do agronegócio baiano. Odacil passa o cargo para o seu sucessor no próximo dia 31,

Cerrado Rural Agronegócios (CRA) - Odacil, qual é o balanço que você faz dessas suas duas gestões na Aiba?

Odacil Ranzi - Bom, Antônio, é uma análise muito positiva. Desses quatro anos, conseguimos coisas maravilhosas para a Aiba, e isso se estende para o nosso associado, o produtor rural. Nossas ações incluem a construção do nosso prédio próprio no Complexo Bahia Farm Show, ações do Fundesis, a expansão da área de eventos da Bahia Farm Show, a construção de estradas e pontes, entre outras ações.
Assim, é um saldo positivo, onde conseguimos ter uma harmonia muito grande com nossos associados e colaboradores, formando um time realmente maravilhoso. O que fica de positivo? É tudo isso; fomos criando um ambiente de trabalho muito gostoso e harmonioso dentro da Aiba.

CRA - O que você planejou conquistar e conquistou, e o que não conquistou nessas duas gestões?

 

Odacil Ranzi - Bom, nós fizemos um planejamento no início, em que tínhamos como meta principal administrar bem os recursos dos associados e dos convênios. Precisávamos aproveitar ao máximo esses valores.
Então, trabalhamos na área de infraestrutura. Construímos seis pontes: as do Rio Pratudão, do Rio Pratudinho, do Rio Grande, do Rio das Fêmeas, do Rio Pratinha, do Rio Guará e do Rio de Janeiro. Estamos deixando dinheiro em caixa e projetos aprovados para mais duas pontes, as do Rio Arrojado e do Rio Itaguari.
Na parte de asfalto, que tem um impacto muito grande, construímos em torno de 250 quilômetros. A grosso modo, foram 60 quilômetros na Estrada dos Pivôs, 60 quilômetros na Estrada do Rio de Janeiro, 38 na Estrondo, 28 na Nova América, 28 na São Sebastião e 40 quilômetros ligando a BR-020 à BR-242, passando pelo Novo Paraná e Alto Horizonte.
Estamos trabalhando na Linha Branca, retirando cercas, alargando a estrada e travando os bueiros. Então, fizemos muita infraestrutura em quatro anos. Na Escola Modelo (fazenda de formação profissional mantida pela Aiba em Angical, na região), reformamos toda a nossa praça e construímos um novo pavilhão.
Aqui na sede principal da Aiba (Barreiras), construímos nosso centro de convivência, que é um espaço maravilhoso para abrigar nossos colaboradores na hora do almoço e na descontração. Realizamos nossos encontros nesse centro de convivência. Também terminamos, há 15 dias, o novo almoxarifado da associação, pois o que tínhamos era muito arcaico, e nele construímos nosso arquivo morto para guardar toda a documentação da Aiba pelos próximos 150 anos.
Agora, a última obra no prédio, que está na fase final, é um elevador para levar pessoas com deficiência da parte térrea do prédio para a parte superior, onde temos nosso auditório.
Na Bahia Farm Show, aumentamos a área útil do parque em torno de 76%, trocamos toda a fiação elétrica aérea, que agora é protegida, dobramos a capacidade dos nossos banheiros e construímos a tão sonhada sede própria, que é um prédio magnífico. Com isso, passamos de 220 expositores para 438. Havia um buraco imenso, de onde tiraram muita terra na época da construção da BR-242, e colocamos em torno de 6 mil caminhões de entulho de construção para tapar aquele buraco. Hoje é um estacionamento e ninguém percebe que lá era um imenso buraco que incomodava muito. Então, são obras estruturantes em benefício da população do nosso país e da Bahia.

Essas obras são realizadas sob parcerias. Sendo elas, 50% da Abapa, com sua patrulha mecanizada; 25% dos recursos do Prodeagro e os outros 25% com recursos dos produtor rural beneficiado com asfalto.

 

CRA - Odacil, você deixa como seu sucessor um jovem da segunda geração de desbravadores do Cerrado baiano – o Moisés Schmidt. O que você espera desse jovem na gestão da AIBA, da Bahia Farm e do Fundesis?

O Fundesis aumentou consideravelmente seus recursos para i
nvestimentos a fundo perdido em obras sociais (Foto: Ascom/Aiba)

Odacil Ranzi - Bom, estou muito tranquilo porque conheço o Moisés (clique aqui para ler entrevista com o Moisés Schmidt)  desde que ele tinha 4 anos de idade. Ele foi meu vice-presidente durante esses quatro anos e também participou da diretoria do Celestino Zanella. É um jovem muito arrojado, junto com seus irmãos. Acredito que ele conduzirá a associação dando ênfase à parte tecnológica, avançando nessa área, porque o mundo evolui muito rapidamente.
Voltando à nossa conversa, na parte estrutural, fizemos nossa administração e também damos de presente aos nossos colaboradores, que era uma reivindicação antiga: conseguimos que agora todos tenham um plano de saúde; criamos nosso organograma, que não existia na Aiba, e criamos nosso plano de carreira. Essas três coisas foram muito benéficas para nossos colaboradores. Voltando à sua última pergunta sobre o Moisés, espero que ele realmente conduza a Aiba com brilhantismo. Ele fará grandes parcerias, pois a Aiba está preparada para essas parcerias que estão por vir.

CRA - Odacil Ranzi, você imprimiu nas suas gestões um lado pessoal, com muito afeto, carinho e amor à causa. Este seu lado pessoal, paralelo ao profissional e empresarial, não passou despercebido entre seus observadores e amigos. O que mais te marcou na sua carreira profissional, empresarial e de gestor nesses quatro anos na gestão da Aiba?


Odacil Ranzi - Foi termos quebrado certos paradigmas que existiam aqui dentro da Aiba. Criamos um clima de harmonia, onde todos os nossos colaboradores realmente puderam se abraçar e se sentir parte de um time vencedor. E abraçando esse time está este presidente.
Sempre levei a gestão da Aiba com muita seriedade e responsabilidade, passando para meu time, que são nossos colaboradores, tudo o que aprendi ao longo da minha vida, com sinceridade, olhando nos olhos e incentivando. Nunca critiquei ninguém; sempre chamei para uma conversa particular. Tenho certeza de que deixo na Aiba um grande legado, porque eles falam isso em conversas comigo. O meu exemplo de vida: estou aqui na região há 44 anos e tentei transmitir a eles, com trabalho, ética e responsabilidade, que devemos cuidar com mais carinho daquilo que é da associação do que daquilo que é de todos, pois temos essa responsabilidade.
Consegui, nesses quatro anos, realmente ter uma harmonia maravilhosa dentro da Aiba, trabalhando sempre com delicadeza e carinho. Temos um time maravilhoso na Aiba, onde todos trabalham com sintonia, felicidade, sorriso nos olhos e na boca, com os olhos brilhantes. Esse é o legado que deixo na Aiba.

CRA - Tudo isso foi planejado, um programa, ou foi muito natural?

Odacil Ranzi - É algo natural para mim. Eu gosto de criar equipes e incentivar as pessoas. Converso todos os dias com todos, tratando todos por igual; não há diferença se a pessoa é um diretor ou um executivo, ou se é a dona Diná, que me serve água e café. Assim, não existe diferença no meu tratamento com toda a equipe. Por isso, existe esse carinho e harmonia dentro da associação, que foram criados nesses quatro anos da minha gestão.

CRA - Aliás, ao longo do período de sua existência, percebo que a Aiba já pratica ESG desde seus primeiros anos. Que vantagem a Aiba tem levado com esse tipo de governança e responsabilidade social e ambiental?
 

Odacil Ranzi - Temos uma responsabilidade, principalmente voltada para o meio ambiente, que é onde nosso núcleo é muito forte e atuante. Essas três letrinhas – ESG – representam muito hoje para o mundo. Fomos a primeira associação a aderir ao ESG. Temos responsabilidade socioambiental e sustentável, de tratar bem as pessoas. Dentro da Aiba, há muita harmonia.
Hoje, a Aiba é um time vencedor, onde todos têm sua responsabilidade, sabem onde estão e onde podem chegar, e um ajuda o outro. Aqui não há estrelismo; existe um time vencedor muito harmonioso.

CRA - Você já falou sobre a Bahia Farm Show e a estrutura que deu ao evento. O que esperar da nova gestão para esse importante evento sob a responsabilidade da Aiba, levando-se em conta, principalmente, a importância do evento para o setor produtivo do Cerrado baiano, para a Bahia como um todo, para o MATOPIBA e para o Brasil?

Obras estruturantes se intensificaram na gestão de Odacil Ranzi (Foto: Ascom/Aiba)

Odacil Ranzi - No complexo, temos uma área útil de 66 hectares e hoje estamos utilizando apenas 27 hectares. Esse foi mais um ponto positivo da nossa administração. Há cerca de dez dias, assinamos um protocolo juntamente com a Abapa (Associação Baiana dos Produtores de Algodão) e a Fundação Bahia, , definindo a área de cada uma das três associações. Ou seja, hoje sabemos exatamente o que é da AIBA, o que é da Abapa e o que é da Fundação Bahia, ficando a escritura do terreno em nome das três..
Foi um trabalho de praticamente quatro anos costurando esses detalhes, pois todos ocupavam os espaços sem saber o que era meu e o que era teu. Agora, sabemos exatamente o que é. Com a nova diretoria que está chegando, com esse documento assinado, eles sabem para onde a Bahia Farm Show pode crescer. E vai crescer muito.
Isso também é mais um ponto positivo que deixamos na Aiba, resolvendo a questão do patrimônio da Aiba em relação à Bahia Farm Show.
Na parte institucional, quero mencionar que a Aiba é muito forte. Marcamos um feito extraordinário, na Bahia Farm Show de 2022,  ao convencer os governos da Bahia e do Tocantins, Jerônimo Rodrigues e Wanderley Barbosa, a resolverem de vez um problema que durava décadas: a real linha divisória entre esses dois estados. Após um trabalho de 14 anos da nossa associação, esses governadores assinaram um termo de compromisso, definindo o que preconiza o IBGE. A partir da assinatura daquele documento, homologado pelas assembleias legislativas dos dois estados e publicado nos diários oficiais da Bahia e do Tocantins, sabemos exatamente o que é Bahia e o que é Tocantins na chapada (platô da Serra Geral). Foi um ponto muito positivo.
Outro assunto relevante, um grande ganho de escala, foi a equalização do ICMS quando vendemos produtos, como o milho, para outros estados da federação. Antigamente, a alíquota era de 12%, e, após o decreto do governador Jerônimo Rodrigues, passou a ser de apenas 2%, uma reivindicação nossa.
Essas duas questões foram muito preponderantes, fazendo uma diferença significativa na equalização do milho e na tranquilidade e segurança jurídica da fronteira.

CRA - Durante suas duas gestões, percebi o quanto você imprimiu no Fundesis e em suas ações um lado de muito sentimento, envolvimento, afeto, carinho, dedicação e amor. Isso ficou patente. O que o Fundesis representou para sua trajetória profissional e como homem público, embora você não tenha cargo político, mas é um homem público naquilo que sempre representou para a região e para a Bahia? O que esse trabalho representa para você e para a sociedade do Cerrado Baiano, do Oeste da Bahia?

 

Odacil Ranzi - O Fundesis é um ponto de inclusão social diferenciado que temos aqui, e sempre fui muito preocupado com o próximo. Isso é algo que está dentro de mim, faz parte do Odacil.
Quando assumimos a Aiba, disse à equipe que queria estar presente em toda inauguração do Fundesis, porque é uma emoção. Este fundo social é diferenciado, é um modelo copiado em todo o Brasil, e sabemos o impacto que esses recursos, aplicados a fundo perdido, representam para uma entidade social.
Em cada inauguração, sinto uma emoção diferente e fico muito feliz.
Agora, no dia 17, estaremos reunidos o dia todo para aprovar cerca de 45 projetos, de um total de 62 inscritos no último edital. São decisões muito criteriosas que tomamos em benefício da nossa comunidade. Essa comunidade é o grande guarda-chuva social que temos, em benefício da nossa sociedade.

Pontes foram construídos em várias regiões do oeste da Bahia (Foto: Ascom/Aiba)

CRA - Você imprimiu muita dedicação à gestão da Aiba, principalmente da Bahia Farm Show. Percebi que, em um dos momentos mais difíceis da sua vida, quando passou por um sério problema de saúde, você se dividia entre o tratamento médico e a gestão. Já testemunhei você tentando evitar exames médicos em Brasília para cuidar da organização da Bahia Farm Show. Como foi essa fase de dedicação, de se dividir entre a saúde pessoal e a organização de um evento tão importante para a região e para o Brasil? É um problema pessoal, mas é uma história que fica para a sociedade.


Odacil Ranzi - Tenho muita fé em Deus, Antônio, e acho que as coisas acontecem naturalmente.
Tive um problema de saúde muito sério e me submeti a uma cirurgia que durou 7 horas no final de março de 2022, e a Bahia Farm Show estava prevista para acontecer entre maio e junho seguintes, justamente no período da minha convalescença. Mas nunca deixei, e não vou deixar, de trabalhar com a garra de um guerreiro, pois é necessário que aconteça.
Falando em Bahia Farm Show, tivemos a satisfação de receber dois presidentes da República. Em 2022, recebemos o Bolsonaro e, em 2023, o Lula. Essas são experiências que levo para o resto da minha vida. Tive a honra de fazer dois discursos e conversar com eles olho no olho. Almocei com o Lula, ao lado dele. Então, são emoções que guardo para sempre. A Bahia Farm Show realmente é algo diferenciado, onde coloquei todas as minhas energias desde julho de 2013, quando ingressei na Bahia Farm Show e passei a cuidar dela como um amor próprio.
Tenho um carinho muito grande pelo Fundesis e pela Bahia Farm Show.

CRA - Você teve outro período muito difícil na sua gestão, que foi a pandemia de Covid. Como foi administrar a Bahia Farm Show e a AIBA nesse período tão difícil para a sociedade brasileira, especialmente para o agronegócio?

 

Odacil Ranzi - No primeiro mês da minha administração, que foi em janeiro de 2021, já tive que tomar a decisão de cancelar e prorrogar a Bahia Farm Show, pois estávamos no auge da pandemia. Foram momentos difíceis e decisões que precisávamos tomar. Depois, a equipe tomou a decisão certa, junto com a Assomiba (Associação dos Revendedores de Máquinas e Implementos Agrícolas da Bahia, coorganizadora da Baia Farm Show), já em janeiro, não realizando o evento.
Portanto, não houve Bahia Farm Show no primeiro ano da minha gestão. Mas, no segundo ano, em 2022, o evento voltou muito forte, e tivemos que construir 12 novas ilhas (novos espaços de exposição) a toque de caixa, porque construíamos uma ilha e a vendíamos, fazíamos outra e a vendíamos.
Foram momentos cruciais, de muito trabalho e planejamento, mas também de muita satisfação. A pandemia, no primeiro ano, foi difícil internamente, pois precisávamos usar álcool em gel, máscara, manter distância e muitas reuniões online. Mas conseguimos tocar a Aiba naquele primeiro ano, organizando-a.
Naquele ano, inclusive, foi quando tomei a decisão de criarmos nosso organograma e nosso plano de carreira e salários.

CRA - Qual a análise que você faz do atual momento do agronegócio baiano?


Odacil Ranzi - Na minha ótica, estamos vivendo um bom momento, porque hoje não temos intervalo de colheita devido à irrigação. Com esse balanceamento das culturas, plantamos soja e temos várias outras culturas.
Estamos vivendo um momento mágico, onde, após quatro décadas aqui no Cerrado baiano, sabemos exatamente o que podemos produzir, conhecemos nosso período de chuvas, do veranico que vem, e o nosso solo  está sempre preparado. O futuro do agronegócio no Cerrado baiano é muito promissor, com crescimento e altas produtividades. O futuro aqui é belo e maravilhoso.

CRA - Você acredita que, com a chegada de grandes investimentos, como a Inpasa (usina de processamento de grãos para etanol), o processo de agroindustrialização da região se consolidará de vez, mesmo com o déficit de fornecimento de energia elétrica?


Odacil Ranzi - Com toda certeza. Estamos caminhando a largos passos e, com esse andar da carruagem, teremos grandes investimentos na área.
Tenho certeza absoluta de que as grandes plantas de frigoríficos de carne, principalmente suína, virão se instalar no oeste baiano, pois precisam sair do Sul, onde estão muito concentradas, até por motivos de garantir a sanidade da carne. Tenho certeza de que haverá uma transformação muito grande no Cerrado baiano.

CRA - Os governos federal e estadual têm correspondido aos anseios e necessidades dos produtores rurais da região?
 

Vista área parcial da Bahia Farm Show: crescimento
de mais de 70% (Foto: Ascom/Aiba)

Odacil Ranzi - Como presidente da AIBA, estou muito satisfeito com o governo do estado e com o governo federal.
O governador Jerônimo atende a gente prontamente, sem distinção de dia ou hora. É uma pessoa muito simpática que entendeu o que representa o agronegócio. Basta dizer que ele foi eleito em um domingo e, no primeiro sábado do seu governo, já nos recebeu em audiência para discutirmos problemas e soluções para o oeste da Bahia.
Estamos muito felizes por ter dentro da Bahia o governador Jerônimo, que entende o agro como deve ser entendido. Ele vem aqui para nos visitar todos os meses, no Oeste da Bahia. São parcerias muito fortes e duradouras.
Com o governo federal, temos parcerias com vários órgãos. São parcerias realmente muito profícuas para o Oeste da Bahia.

CRA - As exigências do Mercado Comum Europeu e as críticas que a França tem feito ao agronegócio brasileiro preocupam os produtores do oeste da Bahia?
 

Odacil Ranzi - Não, Antônio, porque trabalhamos dentro da lei. Temos um Código Florestal que é o mais severo do mundo.
Preservamos todos os nossos 20% da reserva legal, além das APAs. No oeste da Bahia, em média, 34% está preservado. Trabalhamos com a ciência ao nosso lado, com altas tecnologias, e cuidamos do meio ambiente.
Portanto, não há motivo para os europeus reclamarem de nós. Vamos ocupar o espaço que podemos ocupar, mas sempre respeitando todas as leis trabalhistas e ambientais deste país.

CRA - No âmbito do agronegócio do Cerrado baiano, o que esperar do acordo entre o Mercosul e a Europa?


Odacil Ranzi - Acredito que o próprio governador Jerônimo estará em Paris para receber o certificado da Bahia livre da febre aftosa. Isso abrirá o mercado europeu para a carne bovina originada na Bahia. O mercado é grande e precisamos abraçar e conquistar esse mercado cada vez mais.

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