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FAO E FIDA acenam para o apoio ao desenvolvimento de projetos de pesca e aquicultura na América Latina e Caribe

FAO E FIDA acenam para o apoio ao desenvolvimento de projetos de pesca e aquicultura na América Latina e Caribe

Data de Publicação: 19 de janeiro de 2023 10:30:00 Em respostas à pergunta feita por mim, estes representantes deixaram muito claro a importância da pesca e aquicultura para a segurança alimentar e nutricional no mundo e que há disponibilidade para apoiar governos com interesse no pescado como fonte de renda e alimentação de seus povos #pesca e aquicultura #pesca #aquicultura #panorama regional #segurança alimentar #segurança nutricional #fida #fao

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A pesca artesanal é de crucial importância para
os povos de baixa renda (Foto: Antônio Oliveira)

 

Por Antônio Oliveira

Eu participei, nesta quarta-feira, 18, da videoconferência de apresentação do novo relatório “Panorama Regional de Segurança Alimentar e Nutricional na América Latina e Caribe”, feita pela  Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), o Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (WFP na sigla em inglês) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

No presente material eu foco a “importância da pesca e da aquicultura para a segurança alimentar do mundo”, segundo as expressões do vice-diretor geral e representante da Regional da FAO para a América Latina e Caribe, Mário Luberkin, e da diretora regional para a América Latina e Caribe do FIDA, Rossana Polastri, em respostas à esta minha pergunta.

Mário Luberkin (Foto: FAO)

Mário Luberkin – Primeiramente, eu gostaria de agradecer a esta pergunta. Acredito que ela provem do Brasil, porque no relatório o assunto da pesca não foi tão ressaltado e tem que ter uma grande importância em virtude do papel que a pesca tem no presente e no futuro. Conforme as nossas informações, no relatório de 2022, três milhões e trezentas mil pessoas já têm uma base de alimentação que tem a ver com a pesca, sendo 20% na sua ingestão média de proteína animal. Conforme as estatísticas de nossos técnicos, o aumento do consumo de produtos aquáticos entre 1961 e 2019 foi de 3% , como média anual. Obviamente, houve um crescimento demográfico mundial muito importante e se nós fizermos uma média anual de consumo per capta, hoje poderíamos dizer que temos uma base recorde, em 2019, de 20,5 Kg per capta e, naturalmente, nem toda a região enfrenta esta situação da mesma maneira. Em determinados países, especialmente aqueles insulares – especialmente, estou me referindo ao Caribe -, os alimentos aquáticos contribuem para a metade ou mais da ingestão de proteínas de origem animal. E, naturalmente, vale a pena dizer que a pesca e aquicultura são partes fundamentais de dieta saudável, porque proporciona 17% de proteínas. Agora, bem, eu gostaria de indicar dois assuntos que mostram que nós estamos no caminho positivo. Primeiramente, o período dos governos da região com o apoio importante da FAO para aumentar significativamente a produção da aquicultura. Falamos de países muito importantes que têm mais de um dígito de crescimento produtivo anual. E é o compromisso da FAO que já está sendo levado à prática para oferecer apoio para aumentar essa produção no período de 5 a 10 anos. Outro aspecto que eu gostaria de ressaltar é o fato do respaldo que nós oferecemos à pesca artesanal, com a nossa responsabilidade, porque falamos de muitos e muitos milhares de pescadores artesanais  e neste caso não fazemos referência não apenas ao crescimento da produção da pesca, mas isto é vinculado a luta contra a pobreza. Se nós não oferecermos apoio ao produtor artesanal para manter a sua sustentabilidade econômica, permitindo ajudar o setor no desenvolvimento econômico, estaremos, então, condenando-os à pobreza. Portanto, o aumento da pobreza e também da fome”

Rossana Polastri (Foto: Guilherme Xibilé Garcia)

 

Rossana Polastri – Vou complementar a resposta (de Mário Luberkin), evitando a repetição das palavras mencionadas e com as quais nós concordamos. Esta é uma pergunta muito relevante, principalmente para a região da Latam (América Latina e Caribe), onde esse recurso natural é abundante. A pesca e aquicultura são cruciais para aumentar a nutrição, mas são uma grande fonte de renda. Isto é muito importante, o peixe e os produtos da pesca são fontes de proteína animal não só para diminuir a fome, mas também permite garantir uma nutrição adequada e são fontes de proteína de maior acesso às populações mais vulneráveis, porque representam menor custo, se comparado a outros produtos animais. Nos países de baixa renda, a importância do peixe e de seus derivados é maior ainda porque apresenta grande parte de vitaminas e minerais para diminuir deficiências nutricionais mais usuais, de gravidade. Porém, nós encontramos países parceiros que trabalham conosco, no FIDA, que solicitam apoio de financiamento e assistência técnica num desenho de políticas públicas que tem a ver com esta área. Para nós, então, investir na pesca e na aquicultura sustentável é um assunto crucial para a diminuição dos custos das dietas saudáveis e devemos investir e garantir que a pesca artesanal, como já foi dito, seja sustentável e eficiente. É um grande desafio e acredito que ambas entidades – FAO e FIDA -, têm grande conhecimento e possibilidade para assessorar os governos na pesca artesanal sustentável e eficiente. Mais uma vez eu gostaria de ressaltar que não é apenas investir na produção. Só assim, nós não vamos atingir aquelas populações mais vulneráveis. Vamos, então, garantir que o investimento seja alocado na armazenagem e transporte, distribuição e processamento desse alimento nutritivo. São os zelos intermediário que eu já mencionei anteriormente. São os zelos da cadeia de valor, que são cruciais para os alimentos nutritivos, especificamente para os alimentos decorrentes da pesca e dos derivados do peixe. No FIDA nós estamos incrementando os programas de financiamento do que denominamos de “economia azul”, para potencializar a pesca e aquicultura, a segurança alimentar e nutricional e estamos à disposição dos países que tenham interesse em trabalhar conosco nestes aspectos”

 

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