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FRETE ][ Custos de transporte e logística pressionam o agronegócio brasileiro

FRETE ][ Custos de transporte e logística pressionam o agronegócio brasileiro

Data de Publicação: 1 de setembro de 2025 15:24:00 A intensa movimentação de grãos e insumos, impulsionada por exportações aquecidas e uma safra recorde, tem elevado os custos de frete em diversas regiões produtoras, segundo a Conab.

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Da redação

Os custos de frete estão em alta no Brasil, impactando a logística de grãos e insumos. Segundo o Boletim Logístico de agosto da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a pressão se deve à combinação de exportações aquecidas, forte demanda por caminhões e a colheita concentrada da segunda safra de milho. Esse cenário desafia produtores, que precisam lidar com custos crescentes em meio à intensa movimentação de safras.

Milho e soja: exportações e desafios logísticos

 

Foto: Antôonio Oliveira/Cerrado Rural Agronegócios

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Mesmo com a safra recorde de milho no Brasil, os preços internos permanecem elevados por causa do alto consumo doméstico. As exportações do cereal também cresceram, com 2,43 milhões de toneladas embarcadas em julho, reforçando a pressão sobre a logística. Os portos do Arco Norte reduziram sua participação, enquanto Paranaguá, São Francisco do Sul e Rio Grande ampliaram o volume de embarques.

Para a soja, o encarecimento do transporte é visto como um obstáculo para a comercialização no curto prazo. Produtores têm preferido fechar contratos de entrega futura, na esperança de que os preços dos fretes diminuam. A demanda da China continua sendo o principal motor das exportações, que somaram 77,4 milhões de toneladas de janeiro a julho.

No segmento de farelo de soja, o mercado doméstico está aquecido, com a indústria nacional absorvendo 57 milhões de toneladas em 2025. As exportações do produto acumularam 13,3 milhões de toneladas até julho, ligeiramente abaixo do ano anterior, com Santos e Paranaguá como principais portos de escoamento.

Importações de fertilizantes em alta

O boletim da Conab também destaca o aumento nas importações de adubos e fertilizantes, que cresceram 8,86% entre janeiro e julho em comparação a 2024. O volume de julho, de 4,8 milhões de toneladas, foi o maior já registrado para o mês. O porto de Paranaguá lidera as importações. No entanto, o aumento dos preços internacionais e incertezas no mercado global de nitrogenados têm feito com que produtores adiem suas compras, o que pode impactar a disponibilidade de insumos para a próxima safra.

Comportamento dos preços do frete

Os preços do frete apresentaram variações regionais. Enquanto o Distrito Federal e o Maranhão registraram quedas em algumas rotas devido ao fim da colheita de soja, em estados como Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Piauí e São Paulo houve aumento de valores. Essa elevação foi impulsionada pela intensificação da colheita de milho e pela alta demanda por caminhões. Em alguns casos, ajustes regulatórios da ANTT também contribuíram para o aumento dos custos.

 

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