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INFRAESTRUTURA FERROVIÁRIA ][ VLI critica edital FICO/FIOL e vê vantagem artificial para Rumo

INFRAESTRUTURA FERROVIÁRIA ][ VLI critica edital FICO/FIOL e vê vantagem artificial para Rumo

Data de Publicação: 4 de novembro de 2025 10:58:00 Em carta ao Governo Federal, a VLI critica a modelagem de concessão do projeto FICO/FIOL, opondo-se à integração dos trechos. A empresa alega que a estrutura beneficia artificialmente sua concorrente Rumo, dona das principais conexões portuárias do país.

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Da redação

A VLI, empresa de transporte controlada pela Vale e pela canadense Brookfield (e também controladora da Ferrovia Centro Atlântica – FCA), enviou uma carta ao Governo Federal manifestando críticas contundentes ao edital de concessão do Corredor FICO/FIOL.

O projeto em questão é uma malha ferroviária de 2,4 mil quilômetros, projetada para integrar a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (FICO), que vai de Água Boa (MT) a Mara Rosa (GO), com a Ferrovia de Integração Leste-Oeste (FIOL), que conecta o oeste da Bahia ao Porto de Ilhéus.

A VLI questiona a modelagem da concessão, afirmando que a FICO estará
operacional antes dos trechos FIOL II e FIOL III (Foto: Infra S/A)
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A VLI questiona a modelagem da concessão, afirmando que a FICO estará operacional antes dos trechos FIOL II e FIOL III. Isso significa que, inicialmente, o sistema não terá saída para o mar via Ilhéus e não será autossuficiente para o escoamento de produtos de exportação.

A empresa destaca que, com a estrutura proposta, qualquer novo operador dependeria de trechos já controlados pela Rumo para acessar o litoral, especialmente o Porto de Santos (SP), onde a Rumo opera, ou o Porto de Itaqui (MA), operado pela VLI e Vale.

A crítica principal é que o edital impediria que as grandes players VLI e Rumo dividissem as cargas em outros corredores logísticos. A VLI sustenta que o modelo traz uma "clara vantagem artificial" para a Rumo, que já detém o controle da Malha Central e da Malha Paulista, principais rotas para Santos. Dessa forma, mesmo que não vença a licitação da nova ferrovia, a Rumo continuaria a comandar o acesso à rota de exportação mais utilizada do país.

 

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