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LOGÍSTICA FERROVIÁRIA ][ Grupo Mota-Engil negocia pacote de R$ 15 bi para assumir FIOL

LOGÍSTICA FERROVIÁRIA ][ Grupo Mota-Engil negocia pacote de R$ 15 bi para assumir FIOL

Data de Publicação: 23 de fevereiro de 2026 09:44:00 Proposta tratada com o Governo Federal envolve a concessão do Porto Sul e da Ferrovia de Integração Oeste-Leste no trecho entre Ilhéus e Caetité.

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Resumo

O grupo português Mota-Engil negocia com o Governo Federal a assunção das concessões da FIOL 1 e do Porto Sul na Bahia, em um pacote de R$ 15 bilhões. O projeto, que visa destravar obras logísticas paradas, conta com suporte financeiro chinês e pode impulsionar o corredor Fico-Fiol.

 

Da redação

A Folha de S.Paulo noticiou neste sábado (21) que o grupo português Mota-Engil está negociando com o Governo Federal condições para assumir, em um único pacote, as concessões da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL 1), que compreende o trecho entre o Porto Sul (Ilhéus) e uma mina de minério de ferro em Caetité, no sudoeste da Bahia. Segundo a reportagem, o conjunto de projetos pode envolver cerca de R$ 15 bilhões em investimentos.

A negociação foi tratada em uma reunião fora da agenda no Palácio do Planalto, no dia 26 de janeiro, com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministros e lideranças políticas da Bahia. Estiveram presentes o ministro da Casa Civil, Rui Costa; o líder do governo no Senado, Jaques Wagner; o ministro dos Transportes, Renan Filho; o governador Jerônimo Rodrigues; e o vice-presidente do conselho do grupo, Manuel António da Mota.

Após o encontro, a proposta foi formalizada junto ao Ministério dos Transportes e entrou em fase avançada de "due diligence", etapa que consiste na verificação financeira, jurídica e operacional antes do fechamento do negócio. O processo ocorre sob cláusulas de confidencialidade, avaliando investimentos realizados, passivos e necessidades de ajustes nos prazos das concessões.

O pacote envolve projetos atualmente vinculados à Bahia Mineração (Bamin), controlada pelo Eurasian

Projeto completo da FIOL liga o litoral baiano a Ferrovia de Integração
Centro-Oeste no norte de Goiás ( Foto: Infra/Governo Federal)
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Resources Group (ERG). O governo defende essa solução conjunta para destravar obras paradas por falta de recursos, especialmente o trecho ferroviário e o porto planejado no litoral sul baiano. A FIOL 1, com 537 km entre Caetité e Ilhéus, possui cerca de 75% de execução, mas está paralisada. O terminal portuário privado ligado à Bamin tem investimento estimado em R$ 8,3 bilhões, com cerca de R$ 723 milhões aplicados até o fim do ano passado, porém sem início de operação e com um atraso projetado de 20 meses. Não há, no momento, entraves ambientais ou fundiários.

A reportagem cita ainda um segundo terminal no complexo, de responsabilidade do governo baiano, com previsão de R$ 4,3 bilhões em investimentos e novo cronograma a ser apresentado. Antes da Mota-Engil, a Vale teria analisado a compra do projeto em 2024 e 2025 sob pressão governamental, mas não avançou. Atualmente, a chance de fechamento com o grupo português é tratada como alta. A estrutura conta com a China Communications Construction Company (CCCC), que detém 32,4% da Mota-Engil e seria responsável pelo financiamento. A intenção é assumir 100% das concessões, com possível participação do BNDES apenas como financiador. Procurados, o grupo e os ministérios não comentaram.

Reflexos para o corredor ferroviário Fico-Fiol

A retomada da FIOL 1 está diretamente relacionada ao aumento de interesse pelo leilão da Fico-Fiol, corredor planejado para ligar Caetité, Barreiras e Correntina (BA) até Mara Rosa (GO) e Água Boa (MT). O eixo total somaria 2.180 km, com custo estimado de R$ 41,8 bilhões. O edital deve ser publicado em maio, com leilão previsto para agosto na B3. Recentemente, a Mota-Engil também venceu o leilão do Túnel Santos-Guarujá e adquiriu a Empresa Construtora Brasil (ECB), ampliando sua presença em obras de infraestrutura no país.

 

 

FIOL | Mota-Engil | Porto Sul | Logística | Infraestrutura | MATOPIBA

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