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MARANHÃO: Um berço de oportunidades para o agronegócio brasileiro, reafirma Carlos Brandão

MARANHÃO: Um berço de oportunidades para o agronegócio brasileiro, reafirma Carlos Brandão

Data de Publicação: 12 de março de 2025 17:22:00 Em entrevistas a veículos de destaque, Brandão fala sobre o crescimento do agronegócio, turismo e planejamento fiscal no Maranhão.

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O governador Carlos Brandão em entrevista a Exame (Foto: Secom/MA)

Por Antônio Oliveira

Nos últimos dias, o governador do Maranhão, Carlos Brandão, concedeu uma série de entrevistas às emissoras CNN Brasil, Times Brasil/CNBC e à revista Exame. Durante as conversas, ele abordou uma variedade de temas que evidenciam o progresso do estado, incluindo economia, agronegócio, desenvolvimento social, o sucesso do carnaval maranhense em 2025, política nacional e o crescimento do turismo.

Um dos principais tópicos discutidos na Times Brasil foi a reação positiva da produção agrícola maranhense às chuvas recentes. Brandão destacou a qualidade do solo da região e a posição estratégica do Maranhão dentro do MATOPIBA, a fronteira agrícola que envolve os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

A logística, especialmente a operação do Porto do Itaqui, também foi um ponto crucial em suas declarações. O Porto do Itaqui, considerado o quarto maior porto público do Brasil, é fundamental para o crescimento do agronegócio local.

- Tem um fator muito importante que é a logística em relação aos outros estados. Nós estamos na região do MATOPIBA e, associado a isso, temos o nosso Porto do Itaqui, que exporta milho, soja e importa fertilizantes. Temos três ferrovias chegando a esse porto, uma logística que poucos estados do Brasil têm - ressaltou Brandão.

O governador também abordou a redução gradual do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre produtos da cesta básica, uma iniciativa que já está em andamento no Maranhão, e que busca melhorar as condições sociais da população.

A combinação dessas ações promete impulsionar a economia maranhense, favorecendo o agronegócio e expandindo o turismo, ambos essenciais para o desenvolvimento sustentável do estado.

Atualização (às 17h20)

Ainda o podcast da Exame, o governador Carlos Brandão anunciou que, com a instalação da Inpasa, uma usina de processamento de milho destinada a biocombustíveis e ração em Balsas, ele está em negociação com uma grande empresa do setor alimentício para a criação de uma indústria frigorífica no Maranhão. No entanto, ele não forneceu muitos detalhes sobre essa parceria.

Brandão revelou que a Inpasa terá a capacidade de produzir etanol, óleo e DDGS (ração para animais). Segundo ele, a produção de DDGS representa um passo significativo para agregar valor à cadeia produtiva local, que incluirá frango, porco e gado confinado.

- Tenho certeza de que vamos transformar a proteína vegetal em animal e, assim, aumentar nossas exportações - destacou.

O governador estimou que a usina processará um milhão de toneladas de milho anualmente, adquirido de agricultores maranhenses, o que deve fortalecer a economia rural. Além disso, mencionou uma previsão de investimentos de R$ 800 milhões para uma segunda fase do projeto.

- Isso será um divisor de águas para o nosso estado, gerando empregos e valor - afirmou.

Brandão também indicou que, com a chegada da Inpasa e a futura instalação da indústria frigorífica, o Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram) necessitará de ampliação para manter a competitividade. Ele ressaltou a localização privilegiada do Maranhão, sendo o porto mais próximo da Europa e dos Estados Unidos, o que torna a logística favorável, especialmente para exportações asiáticas.

Além disso, o governador abordou a recente decisão do Tribunal de Justiça do Maranhão que suspendeu uma taxa de 1,8% sobre a exportação de grãos, imposta pelo Tegram. Embora a Aprosoja-MA considere a taxa inconstitucional e defenda a não aplicação sobre a comercialização de produtos agrícolas, Brandão justifica a cobrança como uma necessidade para melhorar a infraestrutura rodoviária, essencial para o escoamento da produção.

- Todos os estados fazem essa cobrança e precisamos dialogar com os produtores - explicou o governador.

A suspensão da taxa foi decidida pelo juiz Osmar Gomes dos Santos, que deu ao governo estadual um prazo de 15 dias para apresentar defesa.

Com informações da Secom/MA da Exame.

DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO / AGRO MARANHÃO

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