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AQUISHOW BRASIL 2025 - Minas Gerais: a nova fronteira da tilápia no Brasil

AQUISHOW BRASIL 2025 - Minas Gerais: a nova fronteira da tilápia no Brasil

Data de Publicação: 31 de março de 2025 18:53:00 Morada Nova de Minas se destaca na produção de tilápias, tornando-se o maior produtor individual da espécie. E é neste contexto que a Aquishow chega para potencializar esta nova realidade.

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Processamento de tilápia em Morada Nova de Minas (Foto: Agência Minas Gerais)

 

Da redação

Minas Gerais, embora sem acesso ao mar, é um verdadeiro celeiro de água doce. Este cenário privilegiado se traduz em uma produção robusta de peixes, e, em tempos de quaresma, Morada Nova de Minas se destaca como líder nacional na produção de tilápias. Com mais de 20 anos de história, essa trajetória é sustentada pelo apoio e pela assistência técnica da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG).

"Em meio às águas doces de Minas, a tilápia transforma desafios em oportunidades e atrai novos parceiros para essa jornada!”

 

A produção teve início em 2002, através de um projeto-piloto da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Paranaíba (Codevasf), que começou com apenas 20 tanques. Eduardo Moreira, técnico da Emater-MG, relembra a importância do suporte inicial, que incluiu doações de tanques, alevinos e ração, auxiliando os produtores a se adaptarem à nova atividade. Hoje, a equipe técnica da Emater-MG também ajuda na elaboração de projetos para crédito rural e na orientação para regularização ambiental.

O que começou modesto rapidamente se tornou uma potência regional, favorecida por condições climáticas como temperatura média constante de 28°C e qualidade da água ideal. Atualmente, a produção anual do município gira em torno de 20 mil toneladas, respondendo por cerca de 44% da produção de tilápias do estado e quase 4% da nacional. Carlos Júnior, que vive a piscicultura desde a infância, destaca que a localização de Morada Nova, próxima a grandes centros consumidores como Belo Horizonte, Brasília e São Paulo, é uma vantagem competitiva.

As tilápias são criadas até a fase juvenil e, após as necessárias vacinações, são comercializadas para produtores que as engordam por cerca de quatro a cinco meses. Quando atingem o tamanho ideal, são encaminhadas a frigoríficos, onde são processadas em filés congelados. Washington Luís da Costa, empresário que lidera um dos frigoríficos mais importantes da região, transformou seu negócio em uma referência ao optar pela verticalização: ele investiu na criação dos peixes até seu processamento final. Seu frigorífico, que é inspecionado pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), tem capacidade para processar 12 toneladas de tilápia por dia.

Segundo Washington, a tilápia tem conquistado o paladar brasileiro pela sua textura e praticidade, facilitando o consumo. Ele observa que, ainda que o consumo de peixe no Brasil seja baixo em comparação a outras proteínas, há um grande potencial de crescimento no mercado interno e até para exportação.

Marilsa Patrícia Fernandes, coordenadora da Aquishow Brasil (Foto: Aquishow Brasil)

Aquishow, a grande vitrine deste potencial

E é neste cenário animador que a Aquishow Brasil se insere para um novo capítulo com sua primeira edição itinerante em Uberlândia, Minas Gerais, nos dias 27 a 29 de maio do próximo ano. A coordenadora do evento, Marilsa Patrícia Fernandes, relata que a Aquishow, que antes focava apenas na tilapicultura, agora se abre a diversas cadeias produtivas aquáticas, buscando inovar e promover a capacitação no setor. A nova fase reflete a crescente organização e os desafios enfrentados pela aquicultura no Brasil, fazendo

de Uberlândia um centro estratégico para essas discussões.

O local do evento é Master Castelli.

Com informações da Agência Minas Gerais.

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