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DEFASAGEM ][ Capacidade de armazenagem cresce pouco e 90% das unidades estão defasadas, alertam especialistas

DEFASAGEM ][ Capacidade de armazenagem cresce pouco e 90% das unidades estão defasadas, alertam especialistas

Data de Publicação: 26 de setembro de 2025 16:32:00 Enquanto a produção de soja e milho cresce 6% ao ano, a capacidade estática aumentou apenas 0,5%, e a maior parte das estruturas opera manualmente, tornando o retrofit e a automação essenciais para reduzir perdas e garantir a qualidade do grão.

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A capacidade de armazenamento no Brasil não acompanha
o crescimento da produção (Foto: Divulgação)

Da redação

A capacidade estática nacional de armazenamento de grãos atingiu 213 milhões de toneladas em 2025, registrando um crescimento de apenas 0,5% em relação ao ano anterior, segundo dados da Conab. Esse avanço modesto contrasta com o crescimento da produção de soja e milho, que mantém uma alta média anual de 6% desde 2010. O Brasil possui 11.921 unidades armazenadoras ativas, com Mato Grosso liderando em capacidade instalada (52 milhões de toneladas) e o Rio Grande do Sul em número de estabelecimentos (3.278). (Fonte: Itaú BBA)

No entanto, o problema vai além da falta de espaço: a maior parte das estruturas existentes está tecnologicamente defasada. Adriano Mallet, diretor da Agrocult Consultoria e Treinamento em Armazenagem, com mais de 30 anos de atuação no setor, afirma que "Cerca de 90% das unidades ainda realizam suas operações de forma manual, dependentes do operador para acionar sistemas básicos de aeração e controle. Isso aumenta o risco de deterioração, já que o grão é um organismo vivo e responde a alterações de temperatura e umidade".

Para especialistas, o retrofit (modernização) por meio da automação é o caminho mais imediato para aumentar a eficiência operacional. Everton Rorato, diretor comercial da PCE Engenharia, destaca que, "Com automação, a unidade deixa de depender de rotinas manuais. Sensores monitoram em tempo real e acionam os equipamentos necessários para manter as condições adequadas. O ganho de eficácia na armazenagem compensa o investimento."

Rorato conclui que, além de reduzir perdas e custos com energia e mão de obra, a atualização tecnológica prepara o setor para uma tendência irreversível: a valorização da qualidade do grão. "Hoje já se remunera pelo teor de óleo e de proteína. Esses indicadores estão diretamente ligados à performance da armazenagem. Unidades modernizadas tornam-se mais competitivas nesse novo cenário".

 

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