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LOGÍSTICA ][ Ultracargo inaugura terminal de R$ 161 milhões no Tocantins para impulsionar agronegócio no MATOPIBA
Data de Publicação: 1 de outubro de 2025 13:49:00 Conectando Palmeirante (TO) ao Porto de Itaqui (MA) pela Ferrovia Norte-Sul, a unidade logística reduz a necessidade de transporte rodoviário e facilita o abastecimento de combustíveis e o escoamento de biocombustíveis na fronteira agrícola.
Por Antônio Oliveira
O Tocantins e o MATOPIBA, a região na qual está inserido, foram destaques no Brazil Journal, um portal especializado em economia e desenvolvimento, na última segunda-feira, 29. A matéria, assinada por Fabiane Stefano, aponta que a região do Norte e Nordeste do Brasil abrange 73 milhões de hectares, produziu 32 milhões de toneladas de grãos na safra 2024/2025, e apresenta um crescimento médio de 10% na produção por ano.
Neste contexto de alta produtividade, o portal ressalta a necessidade de mais máquinas agrícolas, as quais, por sua vez, demandam mais combustíveis. É neste ponto que o Brazil Journal destacou a Ultracargo, a maior empresa independente de armazenagem de granéis líquidos do País, que acaba de iniciar suas operações no terminal de Palmeirante, localizado na Ferrovia Norte-Sul, no norte do Tocantins.
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Foto: Divulgação
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A empresa investiu R$ 161 milhões na unidade. Este terminal conecta o norte do Tocantins ao Porto de Itaqui, em São Luís do Maranhão, por meio da linha ferroviária operada pela VLI Logística. O portal lembra que aproximadamente 30% dos combustíveis consumidos no Brasil passam por Itaqui, e já há previsão de expansão da capacidade de estocagem do porto em 2026. Para viabilizar o projeto, a Ultracargo precisou construir um desvio de 1,6 quilômetro para se conectar à infraestrutura da VLI.
O terminal de Palmeirante possui capacidade de 23 mil metros cúbicos, distribuídos em 13 tanques, sendo 12 para combustíveis e biocombustíveis e um para estrutura de combate a incêndio. O complexo tem como foco o abastecimento de combustíveis para máquinas agrícolas nas fazendas e para unidades industriais no Maranhão, Tocantins, Pará e Mato Grosso, cobrindo cerca de 35% da região. A alternativa logística elimina a necessidade de distribuidores viajarem 300 quilômetros até Porto Nacional (TO) ou ainda mais longe, reduzindo o gasto de combustível para obter o produto.
- A mudança não apenas reduz o tempo de viagem, mas também otimiza as operações de manobra tanto na origem quanto no destino - aponta o Brazil Journal.
O presidente da Ultracargo, Fulvius Tomelin, afirmou ao portal que “Ao fazer a conexão do porto com o terminal pela ferrovia, sai das estradas uma frota muito grande de caminhões que antes supriam todo aquele eixo central do MATOPIBA, que agora passa a ser atendido de uma forma mais eficiente”.
Além do abastecimento, o terminal deve se tornar um ponto estratégico para o escoamento de etanol de milho e de cana, cuja produção está em crescimento na região. A demanda por derivados e biocombustíveis no MATOPIBA tem uma taxa de crescimento anual estimada em 4%, podendo alcançar cerca de 3,3 milhões de metros cúbicos até 2030.
Projetos de biocombustíveis na área de influência
Dois grandes projetos de biocombustíveis no Tocantins estão na área de influência da unidade de Palmeirante:
- Em Miranorte (centro-norte do estado), um projeto de etanol de milho, com capacidade de 220 mil metros cúbicos/ano, deve receber um investimento de R$ 1,1 bilhão, com inauguração prevista para 2027.
- Em Pedro Afonso (mais ao norte), a BP Bionergy está expandindo sua usina de etanol de cana, com investimento de R$ 530 milhões. A ampliação, que deve ficar pronta em 2026, aumentará o processamento de cana em 30%, chegando a 3,4 milhões de toneladas por safra.
- A região tem uma necessidade muito grande de diesel e, ao mesmo tempo, é um polo de produção de biocombustíveis, como o etanol. Ao oferecer uma estrutura logística eficiente, conseguimos reduzir custos, dar previsibilidade e impulsionar a produtividade local - destacou Tomelin.
A inauguração de Palmeirante reforça a estratégia da Ultracargo de interiorizar sua atuação e conectar polos produtivos ao mercado consumidor. A empresa já opera em outros locais importantes como Rondonópolis (MT), Paulínia (SP), e portos como Santos, Itaqui e Suape, totalizando mais de 1 milhão de metros cúbicos em capacidade de armazenagem.
Para 2025, a Ultracargo prevê um investimento de R$ 673 milhões, valor similar ao capex do ano passado, sendo que em ambos os anos 83% dos recursos foram dedicados à expansão de capacidade operacional e novos terminais.
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